<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216</id><updated>2011-12-01T01:43:42.699-02:00</updated><category term='Política Externa'/><category term='Alemanha'/><category term='Europa'/><category term='Brasil'/><category term='Crise'/><category term='Moçambique'/><category term='Obama'/><category term='Segurança'/><category term='Dívida Soberana'/><category term='Novo Mercado'/><category term='EUA'/><category term='Oriente Médio'/><category term='África'/><category term='União Europeia'/><category term='Mundo Árabe'/><title type='text'>O Diplomático</title><subtitle type='html'>Blog de discussões sobre política nacional e internacional</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Diplomático</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08355359319007501248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-iafgBwVirBk/Tf0y-WEyd3I/AAAAAAAAAA8/9yRYo5oNAGg/s220/o%2Bdiplom%25C3%25A1tico_LOGO.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1603040519934215514</id><published>2011-12-01T01:30:00.003-02:00</published><updated>2011-12-01T01:34:08.035-02:00</updated><title type='text'>Quem paga a conta?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Na última quarta-feira (23), a petição do Movimento Gota D’Água contra a Usina Hidrelétrica de Belo Monte atingiu 1 milhão de assinaturas via internet. O movimento, liderado pelo ator &lt;span style="background:yellow;mso-highlight: yellow"&gt;Sérgio Marone&lt;/span&gt; e pela jornalista Maria Paula Fernandes, diz ter surgido “da necessidade de transformar indignação em ação, mostrar o bem como um bom negócio e discutir as grandes causas que impactam o nosso país”, e divulgou recentemente um vídeo em que artistas da Rede Globo questionam a construção da UHE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“De que adianta construir a terceira maior hidrelétrica do mundo se ela só vai produzir de fato um terço da sua capacidade?”, diz o vídeo em que os atores se revezam nas exclamações e indagações que vão desde “ela vai custar quase 30 bilhões”, “e quem é que vai pagar?”, “você!” – neste caso, quem está assistindo -, “quase 80% desse dinheiro é de imposto”, “onde os índios vão morar?”. “Faz as contas. Realiza!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;As reações ao vídeo foram das mais diversas. O secretário-executivo do ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, conseguiu encontrar algo de positivo na campanha, mas disse que as pessoas deveriam “se informar” mais a respeito da usina. “O projeto da usina foi feito de forma bastante clara, até porque vivemos num regime democrático”, afirmou lembrando que Belo Monte é a hidrelétrica mais discutida do Brasil. O que problema é quando surgem textos “levianos” e “mentirosos”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Esse é o caso deste vídeo. É louvável o ímpeto que move os artistas a utilizarem seus rostos conhecidos para defender “causas” (assim mesmo, no geral), como diz o Quem Somos do projeto. Mas banalizar debates importantes e passar informações erradas através da linguagem publicitária para manipular as pessoas é especialidade norte-americana. Pega mal no Brasil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mesmo se fosse para “fazer o bem”, como o vídeo produzido por Leonardo DiCaprio, estimulando os jovens norte-americanos a irem votar, plagiado por Marone e Fernandes no Gota D’Água. Os dois copiaram a estrutura e a concepção da campanha de DiCaprio. Até a mocinha tirando o sutiã enquanto espera “você assinar a petição”, tem no vídeo norte-americano. A diferença é que a artista do norte não tira a blusa toda como Maitê Proença faz no Gota D’Água. E a campanha de DiCaprio não é anti-nacional, como a dos globais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aos fatos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Para começar, a UHE Belo Monte é realmente a terceira maior hidrelétrica do mundo. Mas em capacidade de geração, não em extensão ou área alagada, como sugere o vídeo. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a usina de maior potência no mundo é a de Três Gargantas, na China, com 18.200 MW; a segunda é Itaipu, com 14 mil MW; e a terceira será a de Belo Monte, com 11.233 MW. Mas Belo Monte é umas das menores na relação área alagada/capacidade instalada. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), é inclusive uma das menores do Brasil: “A relação área-capacidade do projeto de Belo Monte é de 0,05 km2/MW, inferior à de outras usinas no Brasil, tais como Serra da Mesa (1,40), Tucuruí (0,29) e Itaipu (1,0). A média nacional é de 0,49 km2/MW instalado” (Projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte: Fatos e Dados, EPE, fevereiro-2011).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A área alagada será na verdade 516 km2, e não 640 km2, como diz Eriberto Leão no vídeo, que é dirigido por Marcos Prado, produtor de Tropa de Elite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E, por falar em área, nesse quesito o filme utiliza um recurso de edição (para ser bondosa) que insinua a completa destruição do Parque Nacional do Xingu. Em determinado momento, Ingrid Guimarães (que é realmente engraçada) afirma, muito preocupada com as comunidades indígenas que vivem no Pará, que “abaixo da barragem o rio [onde será construída a Usina] banha o Parque Nacional do Xingu”. Em seguida, surge a declaração bem enfática de Eriberto Leão (daquelas pausadas, teatral): “A Usina de Belo Monte vai alagar, inundar, destruir &lt;st1:metricconverter productid="640 quilômetros" st="on"&gt;640 quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; quadrados de floresta amazônica”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Bom, o Parque Nacional do Xingú fica no Mato Grosso e, mesmo que a área da Usina fosse do tamanho que Leão afirmou que seria – e não é -, não chegaria ao Parque Nacional, que fica a &lt;st1:metricconverter productid="989 km" st="on"&gt;989 km&lt;/st1:metricconverter&gt; de distância, na nascente do rio. Isso mesmo, quase mil quilômetros ANTES da barragem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E as tribos da região, não serão expulsas, como insinua Claudia Ohana quando diz que “os índios não vão ter onde morar”. Como bem lembrou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, na segunda-feira (22), no balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2, em Brasília: “não há nenhum índio ou pessoa da comunidade indígena sendo retirada de suas terras. Não será alagado o Parque Nacional do Xingu”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nenhuma das 10 terras indígenas localizadas na área de influência do projeto será alagada. Ainda assim, foram ouvidas, ao contrário do que diz Dira Paes no vídeo. Entre 2007 e 2010, foram realizadas 12 reuniões públicas, 10 oficinas com as comunidades, 15 fóruns técnicos, 30 reuniões em aldeias indígenas, 61 reuniões com as comunidades, e quatro audiências públicas, como informa a EPE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Capacidade Instalada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Outra questão abordada no vídeo de forma bastante superficial é o potencial firme da usina. “De que adianta construir a terceira maior hidrelétrica do mundo se ela só vai produzir de fato um terço da sua capacidade?”, diz o próprio Marone na peça. Em verdade, a geração média de energia da usina é de cerca de 40% da sua capacidade total, o que é, segundo a EPE, “comparável à geração média das hidrelétricas europeias”, e não tem nenhuma sendo desativada. Belo Monte vai produzir 4,5 mil MW/médios durante o ano. Mas, o mais importante é que, estando com 70% de sua energia ligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), irá trabalhar em capacidade plena (11 mil MW) no período de seca no Sudeste, quando atualmente recorre-se a fontes termelétricas, mais caras para o consumidor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O vídeo sustenta ainda que a Hidrelétrica vai custar R$ 30 bilhões (“Quase 80% desse dinheiro é de imposto”, diz) , mas o custo total da obra, avaliado pela EPE para empreender a licitação é de R$ 19 bilhões. Sendo que 80% financiado (emprestado) pelo BNDES, com recursos principalmente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), não de impostos. O que é o uso para o qual foi idealizado o Banco: desenvolvimento. E, ainda, qualquer aumento no custo é de responsabilidade dos empreendedores, no caso, o Consórcio Norte Energia, que está construindo a Usina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Na outra ponta, a do bolso do consumidor, a energia de Belo Monte será uma energia barata. Quando pronta, a energia fornecida pela Usina será vendida a R$ 77,97 o MW/h, um valor muito menor do que qualquer uma das alternativas oferecidas pelos artistas globais. A energia eólica é vendida ao SIN por R$ 148,00 o MW/h, e a solar a R$ 500,00. Aliás, vale ainda uma outra comparação com a energia eólica que, apesar de ser importante para a diversificação e segurança do sistema energético brasileiro, também ocupa uma grande área de instalação. Pelos cálculos do blog O Escriba, “para ter o mesmo potencial energético de Belo Monte, seria necessário instalar mais de 6 mil aerogeradores, de 3MW cada, ocupando uma área de 470 km2 - ou quase o tamanho do lago de Belo Monte”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Se a intenção era fazer o bem, se é que era, é melhor perguntar o que pensam os 19 mil ribeirinhos que moram em palafitas em Altamira e em outras áreas de influência da Usina que, segundo o plano aprovado pelo Ibama, serão realocados em bairros urbanizados, com saneamento e luz elétrica, escola e posto de saúde. Talvez devessem os atores pensar mais em cobrar a aplicação deste plano do que em abolí-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já sobre a cena em que a Maité tira a blusa no comercial, deve ser só para chamar atenção dos globais mais novos. Quem assistiu Dona Beija viu aquilo e muito mais. Nem no vídeo do DiCaprio a moça que tira o sutiã chegou a tanto…&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora, quem é que vai pagar a conta de luz na estratosfera, ou pior, a falta de luz?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1603040519934215514?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1603040519934215514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/12/quem-paga-conta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1603040519934215514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1603040519934215514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/12/quem-paga-conta.html' title='Quem paga a conta?'/><author><name>Mariana Moura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13501957815626263312</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-9Fu4Q3hm9uE/Ttb347RGaaI/AAAAAAAAADw/WRhIZj4MF2E/s220/carna%2Bsuper%2Bgirlg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-2352196743795307012</id><published>2011-08-26T22:46:00.009-03:00</published><updated>2011-08-29T00:10:28.566-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>“Esta terra ainda vai cumprir seu ideal”</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nota dos Editores 1: Agradecemos ao Professor Beluce Belucci por nos autorizar a reproduzir o texto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;Nota dos Editores 2: A íntegra da matéria da &lt;/i&gt;Folha de S. Paulo&lt;i&gt; citada no artigo está disponibilizada na nossa página de clipping:&amp;nbsp;http://odiplomatico.blogspot.com/p/clipping.html.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right" class="NormalIndent" style="font-style: italic; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;Por Beluce Bellucci*&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="NormalIndent" style="font-style: italic; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;16/08/2011&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="NormalIndent" style="font-style: italic; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.elesbaonews.com/images/stories/dezembro2010/2/brasil-mocambique.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.elesbaonews.com/images/stories/dezembro2010/2/brasil-mocambique.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manchete do primeiro caderno da Folha de São Paulo de 14/08/2011 “Moçambique oferece ao Brasil área de 3 Sergipes”, para o plantio de soja, algodão e milho a agricultores brasileiros com experiência no cerrado, parece trazer uma grande novidade e oportunidade aos capitais e empreendedores brasílicos. A longa matéria no caderno de economia expõe que estas terras estão localizadas nas províncias de Nampula, Niassa, Cabo Delgado e Zambézia, situadas ao norte daquele país. No mesmo artigo, um consultor indaga, arrogante e desrespeitosamente, “Quem vai tomar conta da África? Chinês, europeu ou americano? O brasileiro que tem conhecimento do cerrado”, responde ele apressadamente. A intenção explicita de colonização nesta passagem não foi contestada pelo jornal ao longo do artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela matéria, fazendeiros brasileiros afoitos descobrem que em Moçambique existe “um Mato Grosso” inteiro para ser produzido, e 40 deles (não haverá um Ali?) se “apressam” a no próximo mês visitarem o país. O ministro da agricultura moçambicano revela que as terras poderão ser cedidas por 50 anos, renováveis por mais 50, ao preço módico de R$27,00 por hectare/ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe inicialmente perguntar: será esse negócio uma grande novidade? e trará tanta oportunidade quanto a noticia faz parecer? O desconhecimento dos brasileiros que procuram o empreendimento reflete o desconhecimento histórico que o Brasil tem da África e faz jus ao conhecimento dos que a divulgam. Não compete encontrar aqui as razões por que “tão boa oferta” somente agora chega ao Brasil nem tão pouco saber quem está por trás desse affaire. Interesses seguramente devem existir dos dois lados, o africano e o brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a quem pode NÃO interessar esse projeto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região em questão possui vegetação diversa onde vivem cerca de 12 milhões de pessoas organizadas em sociedades com histórias, línguas, culturas e formação social próprias. Estão lá os  macuas, os macondes, os nyanjas, os chuabos e outros. Foi o principal palco da guerra de libertação nacional de 1964 a 1975, e nos anos 80 da guerra de desestabilização levada a cabo pela África do Sul e pela Renamo. É uma população de resistência e luta. E o que dizem do modelo desse projeto? Que impacto terá sobre essa população? O que pensam outras instituições locais? Quem efetivamente ganha e quem perde produzindo nesse modelo na região? Não falemos em aumento de PIB ou da exportação, mas em nível de vida, em ganhos palpáveis, materiais e imateriais da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência que os fazendeiros brasileiros dizem ter no cerrado, e o jornal repete, é de produção técnica, não de relações sociais de produção. Ela não inclui a experiência no trato com as sociedades africanas, aliás, neste quesito perdemos para todos os outros concorrentes. O brasileiro não conhece e quase não sabe andar na África, pouco se interessou pelo continente, seguramente pelo complexo de culpa da escravidão. Foi preciso uma lei,  a no. 10.639 de 9/2/2003, para introduzir essa temática nas escolas brasileiras. Só recentemente expandiu suas representações diplomáticas e vem ampliando a cooperação e presença, pese a demanda, interesse e simpatia que os africanos dirigiam ao nosso país. Mas enquanto ficamos ao longo do último século com retórica e boas intenções face aos africanos, pouco fizemos e conhecemos. Em três décadas de presença na África os chineses se tornaram os maiores parceiros do continente. Antes dos fazendeiros e homens de negócios estiveram os estudiosos, os diplomatas, os estrategistas. Desenvolveram planos de longo prazo e não chamaram as regiões de Shanxi ou de Sergipe. Conheceram a história e respeitaram a soberania dos Estados e seus povos. Muito pode-se criticar sobre a presença chinesa na África, menos que seja aventureira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; A “novidade”&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;Todos afirmam que a África é hoje um continente subdesenvolvido, isto é, com carências alimentares, na habitação, na saúde, na educação, na capacidade produtiva, mas por quê? Como chegou a se subdesenvolver? Deixemos de lado o tráfico de escravos que mutilou sociedades por mais de três séculos (período que a força de trabalho africana era arrastada a produzir nas fazendas brasileiras – possivelmente em terras dos antepassados dos 40 fazendeiros) e nos aproximemos do século 20. O que fizeram os europeus, franceses, ingleses, portugueses e belgas na África? O que foi e como foi o  colonialismo africano senão um fenômeno do século 20? Não foram lá essas metrópoles para civilizar e levar deus aos africanos? Não foram lá levar a civilização e ensinar-lhes como e o que produzir e consumir? E muito produziram... Mas como fizeram? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colonização levada a cabo pelas potências foram entregues a companhias concessionárias (majestáticas ou à charte na França), que recebiam grandes concessões de terra em troca de pagamento de taxas ao estado colonial, na obrigação de produzirem, e para tal podiam explorar e gerir as populações residentes. Umas desenvolveram a agricultura de exportação (para as metrópoles que viviam a revolução industrial), e até integraram regiões com estradas e ferrovias para escoamento. Outras dedicaram-se à exportação de trabalhadores para as minas dos países vizinhos (caso da Companhia do Niassa). Muito se produziu e se exportou. Criaram-se fortunas com o amendoim, o copra, o algodão, o sisal, o café, o tabaco, a madeira... E onde estão estas riquezas? Nos palácios, estradas e infraestruturas africanas? No sistema de educação, saúde e no nível de alimentação da população negra? O povo africano trabalhou nesse século sob a batuta colonial.  Produziu muito no sistema de concessão que agora se quer renovar, e foi esse modelo o que subdesenvolveu a África, trazendo para os africanos a miséria que vivem hoje. E é esse o modelo que agora se quer repetir. Antes dele os povos estavam em melhor situação que após.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são as terras fartas que chamam a atenção dos nossos fazendeiros, mas a existência de uma mão de obra que pode trabalhar a baixíssimos salários. Isso porque ela tem acesso à terra, já que boa parte da terra ainda é comunitária, e garante a própria subsistência. Enquanto esses homens trabalham nas fazendas, suas famílias produzem nas roças tradicionais. E, tendo a subsistência garantida, são impelidos ao trabalho quase gratuito, muitas vezes à força como demonstra a história, nas áreas dos fazendeiros brancos. Ao final do processo produtivo, a exportação, o PIB, os bolsos de poucos políticos e empresários nacionais envolvidos poderão crescer, mas a população continuará vivendo basicamente das suas subsistências e cada vez mais dependente de uma sociedade que a vem dominando culturalmente, através do radio e da TV, com canais globais e religiosos universais, cada vez mais produzidos aqui mesmo na tropicália.  O contexto para um novo colonialismo está preparado, e a sua repetição transformará o que foi o drama colonial numa farsa liberal. Na versão colonial do século 20 as sociedades africanas encontravam-se ainda estabelecidas e foram fortemente exploradas nessa articulação com o capitalismo colonial, que a reduziram à pobreza atual. Hoje elas encontram-se fragilizadas, desconfiadas, famintas, e reeditar tal sistema com promessas e perspectivas de que irão melhorar é uma mentira criminosa.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém observar que a mudança desse modelo de exploração para o modelo desenvolvimentista, industrializante, com início no pós Segunda Guerra facilitou as propostas nacionalistas que culminaram com as independências das colônias na década de 60. Mas este assunto merece outro artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; O risco&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;Dizem que as terras em Moçambique estão ociosas. Na verdade, estão ocupadas há séculos por populações que a cultivam com tecnologias específicas, para a sobrevivência, num sistema que exige grande reserva natural e rotação. Quando os portugueses chegaram no continente encontraram homens e mulheres saudáveis e fortes. Não eram povos subnutridos nem subdesenvolvidos, mas populações com níveis tecnológicos distintos dos colonizadores. Passados o tráfico e o colonialismo, o que restou foram populações desagregadas, famintas, subdesenvolvidas, fruto das políticas produtivistas de quem “tomou conta da região”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nós brasileiros queremos com a África? Mandar para lá fazendeiros para remontarem um sistema já conhecido historicamente e vencido socialmente, que produz e reproduz miséria para a grande maioria e lucro para poucos? Ou temos a intenção e alguma expectativa de estabelecer uma relação de cooperação que aponte para uma sociedade onde a vida das pessoas se transformem e melhorem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embaixador moçambicano em Brasília diz que “interessa-nos ter brasileiros em Moçambique produzindo, porque temos grande deficit de alimentos”, e o projeto prevê que será preciso empregar 90% de mão de obra moçambicana. A oferta é para produzir algodão, soja e milho, entre outros, visando a exportação. Sendo o milho o único atualmente utilizado para alimento humano. A Embrapa prepara as sementes com investimentos do Estado brasileiro, e o presidente da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão diz que “Moçambique é um Mato Grosso no meio da África, com terra de graça, sem tanto impedimento ambiental e frete mais barato para a China”. O chefe da Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa diz: “Nessa região, metade da área é povoada por pequenos agricultores, mas a outra metade é despovoada, como existia no oeste da Bahia e em Mato Grosso nos anos 80.” O projeto oferece também isenção para a importação de equipamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pretende este programa é aproveitar as terras moçambicanas, “de graça”, produzir para exportação, aproveitando-se da mão de obra barata, e a ausência de regulamentação ambiental e sindical. Entretanto, sabe-se já de início,  os projetos são de capital intensivo e grande tecnologia, e vão utilizar pouca mão de obra. Os produtos não serão consumidos no país e a renda interna proveniente será a modesta soma de alguns meticais por ano, que ficará com as instituições estatais. Moçambique não é a Bahia, pois a África não é o Brasil. Mas o “Havaí é aqui” e lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se observa, são projetos que podem ser viáveis economicamente, mas não são  sustentáveis do ponto de vista ecológico e muito menos social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se concretizar a proposta em análise, faremos com que o aprofundamento da relação com a África, tão querida quanto necessária, se dê por um empreendimento tipo colonial comandado por fazendeiros (e jagunços) e com a benção dos estados.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por desconhecimento da história, despreparo dos envolvidos, falta de objetivos estratégicos, estrutura e planejamento do empreendimento, incluído aí o nosso Estado (pese os avanços recentes), a aventura brasileira na África, nos moldes apresentado, tem muita chance de se dedicar a ir descobrir a roda no cerrado e cair no ridículo, perder dinheiro e criar  novos personagens conradianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se der certo, dará razão a uma anterior parceria entre Brasil e Moçambique, a de Chico e Rui Guerra, por demais conhecida: “Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um império colonial (...), um imenso Portugal.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, um outro modelo de cooperação e investimento entre Brasil e o continente africano é possível e urgente de ser pensado. Mas temos que nos preparar internamente para isso, num escopo do que queremos para o nosso povo e das  relações entre países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É momento de governo, Estado, universidades, empresários, instituições públicas e privadas, como o Instituto Lula, opinarem sobre um novo modelo de parceria entre Brasil e a África, que envolvesse diferentes agentes brasileiros e africanos, inclusive os fazendeiros do cerrado, para encontrar outro ideal a ser cumprido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="X-NONE" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;*&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="X-NONE" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Economista, doutor em história econômica pela USP. Trabalhou mais de 12 anos em Moçambique, onde coordenou projetos agro-industriais na região de Niassa, Cabo Delgado e Nampula, após a independência em 1975, no ministério da Agricultura e no Banco de Desenvolvimento. Foi diretor do Centro de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Candido Mendes, Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-2352196743795307012?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/2352196743795307012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/esta-terra-ainda-vai-cumprir-seu-ideal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2352196743795307012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2352196743795307012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/esta-terra-ainda-vai-cumprir-seu-ideal.html' title='“Esta terra ainda vai cumprir seu ideal”'/><author><name>O Diplomático</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08355359319007501248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-iafgBwVirBk/Tf0y-WEyd3I/AAAAAAAAAA8/9yRYo5oNAGg/s220/o%2Bdiplom%25C3%25A1tico_LOGO.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-3316490516817282319</id><published>2011-08-24T10:40:00.007-03:00</published><updated>2011-08-24T17:46:48.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='União Europeia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política Externa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segurança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alemanha'/><title type='text'>Desafios da Política Externa alemã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caro leitor,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para a difícil tarefa de escolher um tema para o meu texto de estréia no &lt;b&gt;O Diplomático&lt;/b&gt;, resolvi adaptar a minha monografia de graduação do curso de Relações Internacionais, sob o tema: “Política Externa da Alemanha&amp;nbsp;e sua agenda de segurança para a União Europeia”. Nos parágrafos iniciais, introduzirei o tema, a metodologia, a problemática e a hipótese. Em seguida, apresento minhas considerações finais.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mais informações sobre o tema, após o texto está disponível a apresentação à banca examinadora.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa leitura!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;André G. F. Pinto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="line-height: 115%; margin-left: 134.7pt;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Pode ser que vosso vizinho vos seja simpático, ou não. Não tendes a obrigação de ser seu amigo ou de visitá-lo. Porém viveis lado a lado, e que fazer se nem vós nem ele se dispõem a deixar o lugar a que estão habituados, para se fixar em outra cidade? Com muito maior razão, o mesmo ocorre nas relações entre os Estados... Há apenas duas possibilidades: ou a guerra (...) ou a coexistência pacífica.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="line-height: 115%; margin-left: 134.7pt; text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Nikita Kruschev)&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nesta monografia, foi estudada a Política Externa da Alemanha, sob a perspectiva da União Europeia e da Segurança, pós-queda do Muro de Berlim, na perspectiva da segurança da União Europeia. Mais precisamente, este estudo foi feito por intermédio da descrição da agenda da Política Externa alemã, com foco nos aspectos da segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Este trabalho é composto por três capítulos, o primeiro norteia os conceitos teóricos; o segundo contextualiza a Alemanha historicamente e traz uma breve explanação sobre a União Europeia; e, no último capítulo, são elencados alguns aspectos particulares da política externa alemã, descrevendo sua agenda, com foco na segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Enquanto problema para este estudo, foram escolhidas as razões históricas vivenciadas, sobretudo, no século XX. Durante a Segunda Guerra, a posição da Alemanha foi de extremo repúdio às nações aliadas e sustentava uma postura nazista e ditatorial, com poucas alianças. Ao final da Guerra, praticamente todo o mundo, principalmente as grandes potências político-econômicas, havia tornado-se contra o Terceiro Reich, o que dificultou de grande forma a reinserção do País no contexto internacional. Posteriormente, de modo a reconquistar as demais nações, a Alemanha reunificada deveria, então, repensar totalmente suas ideologias durante a Guerra, seu comportamento perante o resto do mundo, sua política externa, sua agenda internacional, entre outros. Para desenvolver este estudo, recorremos ao método da pesquisa e descrição histórica e utilizamos como referencial teórico, os princípios da teoria neorrealista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em resposta a este problema, a hipótese foi a série de auxílios estrangeiros, principalmente, dos Estados Unidos, que, estrategicamente, exerceram um papel primordial para o resurgimento da Europa. Com a Guerra Fria, a Crise do Capitalismo e a ascensão do comunismo, os Estados Unidos financiaram a reconstrução da Europa, instituindo o Plano Marshall. Assim, ao decorrer dos anos, a nova Alemanha conseguiu inserir-se novamente no contexto internacional e, principalmente, no subsistema regional europeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O que será estudado é justamente a trajetória do desenvolvimento alemão pós-reunificação, seu atual posicionamento perante a agenda mundial e seu papel fundamental perante a União Europeia, principalmente no aspecto da Segurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-f3bhRZydfjg/TlU61vMIpEI/AAAAAAAAEek/VXde7CIxYf0/s1600/nie+wieder.png" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-f3bhRZydfjg/TlU61vMIpEI/AAAAAAAAEek/VXde7CIxYf0/s320/nie+wieder.png" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Nie Wieder (Fonte: Dachau, 2005, autoria própria)&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A política externa alemã está pautada na continuidade e na confiabilidade e cunhada pela cooperação em parceria e pelo equilíbrio de interesses. As premissas que orientam a política externa alemã podem ser esboçadas nos axiomas &lt;b&gt;“nunca mais”&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;“nunca isoladamente”&lt;/b&gt;. “Nunca mais” simboliza a renegação da política autoritarista e expansionista e o profundo ceticismo ante o poderio militar. “Nunca isoladamente” significa a firme integração na comunidade das democracias ocidentais. Os pilares que orientam a política externa são a integração da Alemanha numa Europa cada vez mais unificada e a consolidação de seus vínculos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte. A Alemanha tem um engajamento diversificado nas organizações multilaterais de cooperação para o desenvolvimento&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/VF-TCC_Andr%C3%A9%20Pinto_Pol%C3%ADtica%20Externa%20da%20Alemanha.docx#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="line-height: 115%; margin-left: 21.6pt; text-align: justify; text-indent: -21.6pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=624405816296627216&amp;amp;postID=3316490516817282319" name="_Toc277787353"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=624405816296627216&amp;amp;postID=3316490516817282319" name="_Toc277787353"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No presente trabalho, abordamos a agenda da política externa alemã, pautada nas questões de segurança para o País e para a União Europeia. Vimos, também, alguns pontos históricos fundamentais para o entendimento da atual estrutura – bem como conjuntura – europeia e todos os seus desdobramentos no subsistema europeu e em todo o resto do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Duas décadas posteriores ao colapso da velha ordem mundial, os Estados e os povos do mundo enfrentam novas situações, no novo mundo globalizado. Petrella comenta, acerca do atual cenário alemão e da União Europeia, tratar-se “&lt;i&gt;incontestavelmente de resultados que ninguém em 1930, poderia esperar ver ou sequer imaginar&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;”. Ainda: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-left: 4.0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;“a União Europeia constitui um êxito histórico considerável. Há apenas 60 anos, os países europeus saíam de uma tragédia coletiva, uma ‘guerra mundial’ que eles haviam provocado, inscrevendo-se, aliás, em uma história plurissecular de guerras civis permanentes, causadas unicamente pela busca da hegemonia sobre o continente, por parte de uma ou outra grande potência nacional, como a Inglaterra, a Alemanha, a França e a Rússia. Desde 1979, os europeus se deram um Parlamento comum, eleito por voto universal; em 1992, um mercado comum; e no ano 2001, uma moeda comum. Também não existe mais a ruptura entre a Europa do Oeste e a Europa do Leste, que dividiu em duas partes a história do continente ao longo do século XX. Hoje, a União Europeia une todos os países da Europa, na espera da adesão dos países dos Bálcãs, uma vez terminada sua reconstituição&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Como se pode observar, a Política Externa da Alemanha carrega, até os dias atuais, fortes recordações do passado beligerante do século XX. Isto, pois os conflitos e as atrocidades cometidas pelo III Reich causaram forte repúdio e medo dos demais Estados, com receio de que algo semelhante pudesse vir a ocorrer. Assim, a Alemanha – a RFA, desde os tempos anteriores à unificação e, naturalmente após 1989 – sempre fortaleceu a questão da cooperação e da defesa dos Direitos Humanos, bem como a manutenção da segurança. O reflexo deste comprometimento é notado quando os demais Estados – outrora adversários – reconheceram, não apenas o desgosto alemão pelo período do conflito, mas também os esforços para a reconstrução e integração da Europa. A citar um exemplo prático, vemos o papel desempenhado pelo primeiro chanceler federal, Konrad Adenauer, no anseio de estabelecer boas relações com os países vizinhos, especialmente a França, bem como o processo de reconciliação com Israel. Schöllgen observa: “&lt;i&gt;Isso pode parecer natural, mas considerando o panorama da política alemã e da guerra na primeira metade do século XX e das constelações rígidas da Guerra Fria, foi um grande desafio&lt;/i&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Como vimos durante todo este estudo, a Alemanha exerceu um fulcral papel na integração europeia. Iniciada por apenas seis países, em 1951, com a CECA e, atualmente, a União Europeia conta com 27 membros e, apesar de tropeços, todos os tratados que permearam a construção e reformulação deste Bloco retratam o anseio de adaptação aos padrões e realidades do atual cenário mundial e, nele, atuar representativamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Como define Duroselle:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 21.15pt; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;“Enquanto a autoridade estática possui meios de ação constitucionais, legais e regulamentares sobre o interior, quer dizer, sobre aquele que depende dela, ela não tem poder algum sobre o ‘estrangeiro’. Ela não pode conhecer de imediato qual será sua reação. Assim, todos os casos de relações internacionais compreendem um elemento interno, em que os meios são conhecidos, e um elemento aleatório que é a reação do estrangeiro&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Como vimos no capítulo primeiro, sob a luz da teoria realista estrutural, podemos encontrar explicações para a continuidade e para as repetições na política internacional, não descartando as possibilidades de mudança. Ainda, com o receio de pressões e a busca do reconhecimento, e a tendência pelas socialização e competição, com a Alemanha, não foi diferente. Estrategicamente, Gerhard Schröder e Angela Merkel interferiram com acuidade para que os novos países do Leste Europeu, e especialmente a vizinha Polônia, tivessem uma representação significante nos órgãos da União Europeia. Notamos, também, nas relações energéticas, com a Rússia. A Alemanha, pobre em recursos naturais, adquire da Rússia grande parte do gás, petróleo e carvão que consome, demonstrando, não somente econômica, mas o quão estratégica é a aliança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tal comportamento tão soberano na política externa alemã seria impensável nas condições da antiga ordem mundial, dado o grande atrelamento e dependência dos Estados Unidos.&amp;nbsp; Nos dias atuais, no entanto, isto é possível. Tanto Schröder como Merkel disseram em 2002 e 2009, respectivamente, que as decisões relacionadas com “&lt;i&gt;questões existenciais da nação alemã são tomadas em Berlim&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b&gt;[5]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;“. Isso significa que a Alemanha há sempre de defender os seus próprios interesses, juntamente com as decisões conjuntas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mencionando a defesa de interesses alemães, entramos na questão da supranacionalidade. Não que este seja, necessariamente o caso da Alemanha, mas, por exemplo, a Política Europeia de Segurança e Defesa nos mostrou que não é amplamente efetiva justamente por tocar na questão da hegemonia dos Estados, uma vez que um consentimento é bastante improvável e, quando de uma importante decisão estratégica individual em detrimento ao coletivo, à estes não lhes é vantajoso abrir mão dos interesses particulares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Assim, pode-se concluir que o desafio da política externa alemã é continuação de sua política desde a reunificação, permanecendo: os aspectos de integração, multilateral, ajudas humanitárias, defesa dos Direitos Humanos, combate à pobreza e cooperando nas organizações das quais faz parte, como a OTAN, a ONU e na própria PESD, defendendo os objetivos conjuntos. É importante frisar a coletividade, pois, dado o passado histórico da Alemanha, ela deve ser sempre bastante cuidadosa para que seus desejos de crescimento e a notória hegemonia política e econômica exercida na região não se confundam com os mesmos desejos de superioridade despertados pelo nacional-socialismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Podemos nos arriscar e ir mais além, no paralelo das alianças estratégicas com a política externa alemã e citar os diversos envolvimentos armados, principalmente na África e Ásia, estabelecendo a hipótese que a Alemanha – apesar do desagrado do próprio povo alemão, bem como da comunidade internacional – envolve-se, justamente para estar presente ativamente em instituições como a OTAN, fazer alianças importantes com países igualmente importantes e um dos mais importantes: não agir isoladamente, mas em conjunto. Sobre as alianças estratégicas, podemos, mais uma vez, tecer um paralelo com Duroselle, no sentido de conhecer os “vizinhos” e evitar que sejam completos estrangeiros cada um com a sua própria legislação e regras, da mesma forma que a recíproca é verdadeira, isto é, a Alemanha não pode e não deve ser vista pelos vizinhos, como desconhecida e com regras e desejos próprios e antagônicos aos dos demais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="355" style="margin: 0px;" width="425"&gt;&lt;param name='movie' value='http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=andrpintopolticaexternadaalemanhatcc-13007298521162-phpapp01&amp;stripped_title=poltica-externa-da-alemanha-e-sua-agenda-de-segurana-para-a-unio-europeia' /&gt;&lt;param name='allowFullScreen' value='true'/&gt;&lt;param name='allowScriptAccess' value='always'/&gt;&lt;embed src='http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=andrpintopolticaexternadaalemanhatcc-13007298521162-phpapp01&amp;stripped_title=poltica-externa-da-alemanha-e-sua-agenda-de-segurana-para-a-unio-europeia' type='application/x-shockwave-flash' allowscriptaccess='always' allowfullscreen='true' width='425' height='355'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; PETRELLA, Ricardo. Europa – Perspectiva e desafios. Rio de Janeiro: II Conferência Nacional de Política Externa e Política Internacional – II CNPEPI. O Brasil no mundo que vem aí. Europa. Fundação Alexandre de Gusmão, 2007. p 115.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Idem, Ibid.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; SCHÖLLGEN, Gregor. Alemanha – parceiro no mundo. Disponível em &amp;lt;http://www.tatsachen-ueber-deutschland.de/pt/politica-exterior/main-content-05/alemanha-parceiro-no-mundo.html&amp;gt;. Acesso em 03/11/10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; DUROSELLE, Jean-Baptiste. Todo Império Perecerá: Teoria das Relações Internacionais. São Paulo: ed. UNB, 2000. p 59.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/desafios%20da%20politica%20externa%20alem%C3%A3%20o%20diplomatico.docx#_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; PERFIL DA ALEMANHA. Politica externa na era da globalização. Disponível em &amp;lt;http://www.tatsachen-ueber-deutschland.de/pt/politica-exterior/main-content-05/alemanha-parceiro-construtivo-brna-ue.html&amp;gt;. Acesso em 30/10/10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/andrepinto/Dropbox/VF-TCC_Andr%C3%A9%20Pinto_Pol%C3%ADtica%20Externa%20da%20Alemanha.docx#_ftnref1"&gt;[6]&lt;/a&gt; Idem, Elementos básicos da política externa. Disponível em &amp;lt;http://www.tatsachen-ueber-deutschland.de/pt/politica-exterior/indice/glossary05.html?type=1&amp;amp;tx_a21glossary%5Buid%5D=707&amp;amp;tx_a21glossary%5Bback%5D=117&amp;amp;cHash=e5dc7df3a0&amp;gt;. Acesso em 07/09/09.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-3316490516817282319?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/3316490516817282319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/desafios-da-politica-externa-alema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3316490516817282319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3316490516817282319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/desafios-da-politica-externa-alema.html' title='Desafios da Política Externa alemã'/><author><name>Hohopa!</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-f3bhRZydfjg/TlU61vMIpEI/AAAAAAAAEek/VXde7CIxYf0/s72-c/nie+wieder.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-6411810553180065142</id><published>2011-08-21T22:15:00.011-03:00</published><updated>2011-08-23T00:01:25.526-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dívida Soberana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><title type='text'>Os dois lados da moeda</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por Paulo Roberto Meirelles&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8t1OfLR_5TA/TlGu-Z79vwI/AAAAAAAAAAQ/RipljgZmlyo/s1600/sept-20-08-global-financial-crisis.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643484195209461506" src="http://2.bp.blogspot.com/-8t1OfLR_5TA/TlGu-Z79vwI/AAAAAAAAAAQ/RipljgZmlyo/s320/sept-20-08-global-financial-crisis.jpg" style="float: left; height: 263px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Na recente edição (Ed.7 – Ano XX) da revista internac&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;ionalmente conhecida como referência do mercado fina&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;nceiro &lt;i&gt;“Bloomberg Markets”&lt;/i&gt;, duas matérias antagônicas ocuparam a mesma edição. De um lado, se comenta o sufoco pelo qual a economia norte-americana se encontra. Com falta de dinheiro, o governo conseguiu a duras penas aumentar o valor máximo para emissão de novos títulos, podendo assim captar novos recursos para serem utilizados para o rescaldo da situação na qual a maior economia se encontra. O período &lt;i&gt;“quasi-calote”&lt;/i&gt; por parte do governo fez com que os mercados se comportassem de modo a se ter cautela com o futuro incerto que se abre. Enquanto o debate entre redução de custos x aumento de impostos se impõe no cenário político, um possível aumento do limite da dívida ainda sim demonstraria os períodos de dúvida que a economia passa. No cenário europeu, o recente pacote de austeridade implantado serve apenas de panos quentes na situação que se impõe no bloco econômico, com os receios de uma nova crise econômica na Itália.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;A mesma revista que demonstra toda sua preocupação e opiniões ora confiantes, ora desacreditadas de uma recuperação ao longo prazo, enaltece executivos de empresas de países emergentes e utiliza 8 páginas para descrever o modo pelo qual os clubes de investimento crescem diariamente atraindo as atenções do mundo inteiro. Esse “momento brasileiro” que tomou conta do cenário econômico. A intensa migração de estrangeiros bem capacitados para ocupar vagas em setores com falta de mão de obra criou um novo período em universidades pelo mundo. Aulas e estudos sobre o Brasil, bem como aulas de português, até então relegadas a poucos alunos vêm cada vez mais o interesse pelas cadeiras dentro desses estudos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Consonante à volatilidade do mercado, o Brasil cresce. Em dias em que uma única empresa teve o mesmo valor de mercado que um conjunto de bancos europeus, tivemos um aumento na confiança que a indústria deposita em nossa economia. Isso não nos deveria impressionar. Nosso país vem passando por um extenso período de reformas que pudessem nos trazer uma estabilidade no período pós-inflação que passamos no final dos anos 80. Seria um caminho natural que, com o tempo, tais processos levassem a uma economia mais austera, e que atraísse cada vez mais atenção para si própria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Mas a economia por si só não foi o principal vetor disso. O próprio mercado financeiro modernizou-se. As grandes empresas buscaram cada vez mais serem transparentes e aplicarem os princípios de governança corporativa, adquirindo o nível de “Novo Mercado”. Com isso, acabam ficando cada vez mais confiáveis para que o mercado de capitais aqui se torne atrativo e, como dito anteriormente, faça com que os clubes de investimento aqui se tornem cada vez mais atraentes. É o “momento brasileiro”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não quero chegar a nenhuma conclusão específica com essas breves linhas. Quero apenas demonstrar que, se de um lado o mundo financeiro se demonstra cada vez mais volátil, sensível a qualquer movimentação ou acontecimento das grandes potências, o Brasil vai se distanciando dessa “ressaca” que acomete os países que até então se demonstravam bem sólidos, e que tinham suas dívidas soberanas com as mais confiáveis para o mercado financeiro, a exemplo dos títulos do tesouro americano (US T’Bills), que são usados como referência no mercado global. Os lados da moeda se inverteram, e resta a nós saber utilizar essa nossa fase.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-6411810553180065142?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/6411810553180065142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/os-dois-lados-da-moeda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6411810553180065142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6411810553180065142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/os-dois-lados-da-moeda.html' title='Os dois lados da moeda'/><author><name>Paulo R Meirelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18242710624966268277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8t1OfLR_5TA/TlGu-Z79vwI/AAAAAAAAAAQ/RipljgZmlyo/s72-c/sept-20-08-global-financial-crisis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-2488022961431192759</id><published>2011-08-21T18:11:00.011-03:00</published><updated>2011-08-22T23:48:26.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo Árabe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><title type='text'>Revolta ou revolução?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por Max Gimenes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O ano de 2011 começou com o norte da África e o Oriente Médio em efervescência política e social. Desde então, as revoltas populares que explodiram em alguns países, como Tunísia e Egito, entraram para a pauta de discussões da sociedade brasileira.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A cobertura da mídia tradicional talvez tenha feito boa parte de nós enxergar essas mobilizações como luta deliberada desses povos por “liberdade” e democracia representativa. Mazelas foram trazidas à tona, e tudo como se o Ocidente tivesse acabado de descobri-las. Em paralelo, foram deixadas de canto necessidades econômicas imediatas do povo, não satisfeitas ante a opulência da elite.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Muitos ativistas de esquerda, no entanto, não ficam atrás quando o assunto é abordagem “ideológica”, aqui no sentido próximo de [Émile] Durkheim, de análise que parte da ideia à realidade, para depois tentar adaptar a última à primeira. A compreensão das transformações no mundo árabe passa necessariamente por uma análise desapaixonada do fenômeno, possível mesmo que o indivíduo tenha lado, como todos invariavelmente têm.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Este texto não tem como objetivo apresentar um estudo aprofundado e sistemático, mas apenas convidar à reflexão a respeito de uma questão não meramente semântica, mas eminentemente política. Como dizia Florestan [Fernandes], o debate terminológico não nos interessa por si mesmo, mas porque o uso das palavras traduz relações de poder e de dominação. Seria tarefa da burguesia, segundo ele, confundir os espíritos quanto ao significado de algumas palavras-chave. Ao passo que a revolucionários caberia a tarefa de desfazer tal confusão, jamais contribuir com ela.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O dicionário de política de [Norberto] Bobbio contribui com a reflexão. Poderíamos dizer que uma revolução nacional ou regional implica, ao menos a partir da Revolução Francesa, uma manifesta motivação ideológica, uma vontade de subversão total da ordem vigente em busca de algo que jamais existiu, que conduz a transformações no modelo sócio-econômico. Uma revolta, por seu turno, tem características diferentes, como o anseio vago por um regresso a princípios originários pervertidos ou insatisfações políticas e econômicas mais conjunturais, passíveis de serem parcialmente atendidas sem mudança estrutural, o que abafa o levante. No caso de Tunísia ou Egito, por exemplo, países de maioria muçulmana, o fator religioso corrobora a hipótese desse “olhar para trás” como motivação e não pode ser ignorado. Tampouco pode ser ignorada a influência das necessidades econômicas, como é evidente no episódio do rapaz que desencadeou protestos na Tunísia após atear fogo ao próprio corpo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Expressões como “revolução cidadã”, para utilizar o exemplo do processo de democratização da sociedade em curso no Equador, escapam a esta crítica por dizerem respeito a um elemento isolado, no caso a cidadania, e trazerem “revolução” em seu sentido corrente de rápida e/ou grande transformação. O que parece descabido é falar em Revolução Árabe ou Egípcia, por exemplo. A insistência desesperada em chamar de “revolução” acontecimentos mundo afora não mostra senão a debilidade de parcela da esquerda, aparentemente incapaz de manejar instrumentos legados sem fazê-lo de forma dogmática ou afetada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JyYLOP5fpck/TlF1xVAPJtI/AAAAAAAAAKQ/QxVaus9Opec/s1600/egito3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img border="0" height="273" src="http://1.bp.blogspot.com/-JyYLOP5fpck/TlF1xVAPJtI/AAAAAAAAAKQ/QxVaus9Opec/s400/egito3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez seja mais cauteloso enxergar o fenômeno como ajuste de contas do capitalismo global com os arranjos institucionais incompatíveis dessas sociedades, que impõe à livre circulação de capitais uma onerosa mediação desempenhada por ditadores parasitas, que são tolerados apenas na medida em que sua derrubada coloca em risco interesses hegemônicos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No caso do Egito, por exemplo, em que contribui para uma autêntica revolução a banalização do termo ao ser aplicado a um processo tutelado pelo imperialismo estadunidense e que pode vir a conduzir ao governo do Estado egípcio, ainda que “laico” e “democrático” formalmente, alguém como Mohamed ElBaradei, que não surpreenderia se fizesse uma administração corrupta e pró-EUA/capital financeiro e frustrasse o conjunto da população?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O fato de chamarmos um processo de revolução não o faz mais próximo de ser efetivamente uma revolução. Ao contrário, corre-se assim o risco, a despeito da boa vontade, de torná-la ainda mais distante.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;Este texto foi originalmente publicado no jornal &lt;/i&gt;O Kula&lt;i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-2488022961431192759?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/2488022961431192759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/revolta-ou-revolucao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2488022961431192759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2488022961431192759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/revolta-ou-revolucao.html' title='Revolta ou revolução?'/><author><name>Max Gimenes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882798101461891114</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H658niVuPdQ/TFofLynBJQI/AAAAAAAAAHA/bFCkfK8qsp4/S220/C%C3%A2mera+127photoshop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JyYLOP5fpck/TlF1xVAPJtI/AAAAAAAAAKQ/QxVaus9Opec/s72-c/egito3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-670859497578938812</id><published>2011-08-20T00:48:00.008-03:00</published><updated>2011-08-22T23:45:43.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><title type='text'>Obama esse "socialista europeu"</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por Marcio Moraes do Nascimento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ly3CiPc75A4/S6ylSXcebAI/AAAAAAAAEZY/AFBwZyjmIMM/s1600/obama+socialista.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ly3CiPc75A4/S6ylSXcebAI/AAAAAAAAEZY/AFBwZyjmIMM/s1600/obama+socialista.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 508px; margin: 0 0 10px 10px; width: 340px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quem se lembra a época das ultimas eleições presidenciais dos EUA das diversas “insinuações” feitas pelos setores do conservadorismo estadunidense em relação ao então candidato Barack Obama? Eram várias e de diversas matizes, porém, uma que me chamava bastante atenção era a “acusação” que Obama não passava de um “socialista” do tipo europeu, ou seja, algo que ficou conhecido como a socialdemocracia à partir do fim da Primeira Grande Guerra Mundial, o que para os adeptos do G.O.P.&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; era uma característica indefensável, ensandecidos gritavam nos comícios da dupla McCain e Palin a denunciar a traição de Obama aos valores que construíram a “América”. As coisas pioraram quando Obama apresentou seu programa de reforma (ou revolução para os indefectíveis republicanos) do sistema de saúde dos EUA, as acusações aumentaram e se tornaram histéricas, lógico, os ultradireitistas do Tea Party estavam à frente do escarcéu. Eminentes “cientistas políticos” (auxiliados pela Rede Fox do insuspeito Rupert Murdoch) que respondem pelo nome de Mike Huckabee e Sarah Palin, não sei se por puro devaneio, miopia política ou fundamentalismo, alegavam que Obama iria transformar a pátria dos “Founding Fathers”, nos “Estados Unidos Socialistas da América.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas não é que de certa forma esses fanáticos que infelizmente cada vez tem mais espaço na política dos EUA e mundial tinham sua pontinha de razão. Obama e as tradicionais formações socialistas europeias cada vez estão mais próximos, diante do atual quadro de crise sistêmica do capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vejamos o fenômeno que acomete os partidos europeus de denominação socialista ou trabalhista, todos sob o signo da Internacional Socialista (IS)&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; , na verdade uma internacional de partidos sociais democratas, liberais e outros que são inomináveis e abomináveis, por exemplo, o Partido Nacional Democrático (PND) do ditador egípcio Hosni Mubarack e o Agrupamento Constitucional Democrático (RCD) do ditador Ben Ali da Tunísia faziam parte dos quadros da Internacional Socialista, foram expulsos somente quando as ruas do Magreb derrubaram seus regimes nefastos, nesse caso, já notamos uma semelhança com a diplomacia de Obama e Hillary Clinton no episódio da propalada “primavera árabe”, a postura é bem parecida, não? Tiranos amigos, de repente são apeados do poder pelo povo oprimido, surpreendidos, os “incautos” do Departamento de Estado e da socialdemocracia européia, sem ter pra onde correr, passam a apoiar a deposição dos tiranos, que outrora eram tratados com grande deferência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Agora, centramos a posição dos diversos partidos de denominação “socialista” diante da crise econômica na Europa, sobretudo Grécia, Portugal e Espanha. Esses países são ou eram dirigidos - caso de Portugal - por partidos socialistas, respectivamente o PASOK&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Partido Socialista Grego), o PS (Partido Socialista Português), e o PSOE (Partido Socialista Obrero Espanhol). Acometidos por grave crise econômica, a receita para debelá-la foi a mesma, ou muito semelhantes, ou seja, pacotes de austeridade fiscal, drásticos cortes nos programas sociais, precarização do emprego, as mesmas velhas políticas dos organismos da governança global (FMI, Banco Mundial, etc.) que jogaram o mundo numa crise econômica sem precedentes no pós guerras. Como Obama não é Franklin Delano Roosevelt e não tem liderança para enfrentar a ultradireita do Partido Republicano, repetiu a receita, cedendo a chantagem ou colaborando com os mesmos, assim como a ex esquerda europeia cede em relação à troika (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia). O acordo aprovado no congresso dos Estados Unidos é um grande passo para acabar com o que sobrou do New Deal. O pacto entre Obama, o Tea Party e os lobistas de Wall Street, representa uma grande derrota para os mais pobres, vai assegurar cortes profundos na rede de proteção social estadunidense, programas como o Medicaid, o Social Security e o Medicare correm sérios riscos, assim como o Welfare State europeu. Como bem definiu o economista Joseph Stiglitz&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;i&gt;“as más ideias cruzam facilmente as fronteiras e as noções econômicas equivocadas de ambos os lados do Atlântico se reforçaram entre si. O mesmo se aplica à estagnação que essas políticas provocam”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É evidente que a aproximação entre as políticas do outrora partidos progressistas europeus e Obama, se dá muito mais pelo esgotamento do modelo dos partidos europeus, que ao longo dos anos já davam sinais de capitulação frente ao neoliberalismo ascendente nos anos Thatcher, Reagan e Helmut Kohl, processo esse aprofundado à partir do surgimento da malfadada Terceira Via&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; do ex primeiro ministro britânico Tony Blair e do sociólogo Anthony Giddens, um parêntese, o mesmo Giddens em impressionante artigo ao The Guardian, afirma: “Se Kadafi é sincero sobre a reforma, como penso ele é, a Líbia pode acabar como uma Noruega do Norte da África”&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (estava bem de ideólogo o Blair). A pretensa formação demasiadamente “liberal” de Barack Obama, não passou de mera fumaça, é claro que muitos se iludiram, o mesmo que vos escreve nesse espaço, foi entusiasta da campanha de Obama, por tudo de novidade que apontava no momento, porém os limites da política estadunidense são estreitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em artigo n´O Diplomatico de 24 de dezembro de 2008, apontava que era preciso estar preparado para se decepcionar com Obama, porém, infelizmente as decepções foram maiores do que supunha, entretanto, torço para que o atual mandatário da declinante super potência se reeleja, a opção representada pelos republicanos é nefasta em demasia, assim como torço para que forças verdadeiramente progressistas voltem a surgir na Europa, talvez o Bloco de Esquerda (Portugal), o Die Linke (Alemanha) e Nouveau Parti Anticapitaliste (França), no futuro possam se constituir em forças que reinvente a esquerda européia, mesmo porque a esquerdo pensamento progressista está sendo amplamente derrotado nesses três anos de crise econômica, a agenda ultraordoxa apesar de ser a responsável pela crise, continua a ser aplicada por diversos governos, como assinalou Flávio Aguiar&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 115%;"&gt;Quais são as propostas da esquerda? Não me refiro ao Brasil, onde elas existem, e são perfeitamente capitalistas, ainda que do tipo social-democrata, e isso é bom. No mundo, onde estão? Desconheço. Se alguém souber, me avise. O fato é que a esquerda está na UTI da história, e a direita na administração do hospital. A América do Sul é a exceção, não a regra. Os outros continentes estão à direita, não à esquerda&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Grand Old Party&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A atual Internacional Socialista em nada se parece com a   Internacional de Karl Marx e muito menos com a II Internacional de Lenin, Gramsci e Rosa Luxemburgo, apenas retomou o nome da organização que rachou em decorrência da posição da socialdemocracia europeia em relação a Primeira Grande Guerra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; Não por coincidência o Primeiro Ministro Grego, Georges Papandreou é o Presidente da Internacional Socialista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Um contágio de más ideias. Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18242&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Blair e Giddens apregoavam um tal de centro radical, do alto da minha ignorância ainda não consegui entender como o centro pode ser radical.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang="EN-US"&gt;My chat with the colonel. &lt;/span&gt;Disponível em: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2007/mar/09/comment.libya&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/blits/Downloads/Obamaessesocialistaeuropeu.doc#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Flavio Aguiar, só falta dizer que ele é negro. Disponível em http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5151 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-670859497578938812?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/670859497578938812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/obama-esse-socialista-europeu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/670859497578938812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/670859497578938812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/obama-esse-socialista-europeu.html' title='Obama esse &quot;socialista europeu&quot;'/><author><name>Marcio Moraes do Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10101821963067464299</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_NHs9WH3b4f4/SFgd9B__yXI/AAAAAAAAAAY/WiMTaqKGIXQ/S220/m_b65b6cc8bc1867f076d4a6fc0b457612.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ly3CiPc75A4/S6ylSXcebAI/AAAAAAAAEZY/AFBwZyjmIMM/s72-c/obama+socialista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-5713602260877088334</id><published>2011-08-19T16:20:00.005-03:00</published><updated>2011-08-19T16:22:27.541-03:00</updated><title type='text'>Quem somos?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-7416819118312440764" style="position: relative; width: 600px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Somos um grupo de amigos e ex-colegas de faculdade do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: 13px; line-height: 1.4; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: 13px; line-height: 1.4; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; line-height: 16px;"&gt;Motivados por determinados assuntos, disciplinas e professores, envolvíamo-nos sempre em discussões fervorosas e de difícil opinião consensual, com vontade de analisar e compreender os problemas das relações entre as nações, bem como a projeção do Brasil sob a ótica das Relações Internacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: 13px; line-height: 1.4; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: 13px; line-height: 1.4; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; line-height: 16px;"&gt;Foi com esse intuito, aliás, que muitos de nós estivemos juntos, em dezembro de 2008, na fundação de&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O Diplomático&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que à época fazia parte das diversas iniciativas da então gestão do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes: a Nova Ordem Acadêmica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: 13px; line-height: 1.4; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: 13px; line-height: 1.4; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; line-height: 16px;"&gt;Dois anos depois, apesar da interrupção da publicação e dos diferentes rumos que cada um de nós tomou, prendidos pelo anseio comum de retomar nossas discussões e análises, decidimos unir esforços para trazer, reformulado, nosso tão importante empreendimento: sejam bem-vindos, mais uma vez, a&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O Diplomático&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-5713602260877088334?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://odiplomatico.blogspot.com/p/quem-somos.html' title='Quem somos?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/5713602260877088334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/quem-somos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5713602260877088334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5713602260877088334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/08/quem-somos.html' title='Quem somos?'/><author><name>O Diplomático</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08355359319007501248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-iafgBwVirBk/Tf0y-WEyd3I/AAAAAAAAAA8/9yRYo5oNAGg/s220/o%2Bdiplom%25C3%25A1tico_LOGO.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-720740079868992469</id><published>2011-06-26T20:03:00.001-03:00</published><updated>2011-08-02T01:11:15.346-03:00</updated><title type='text'>O Diplomático de volta?</title><content type='html'>Sim, o blog &lt;b&gt;&lt;i&gt;O Diplomático&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;está sendo reestruturado por seus antigos editores e colaboradores para voltar ao ar em &lt;b&gt;julho de 2011&lt;/b&gt;. Aguardem notícias e participem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-720740079868992469?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/720740079868992469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/06/o-diplomatico-de-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/720740079868992469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/720740079868992469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2011/06/o-diplomatico-de-volta.html' title='O Diplomático de volta?'/><author><name>O Diplomático</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08355359319007501248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-iafgBwVirBk/Tf0y-WEyd3I/AAAAAAAAAA8/9yRYo5oNAGg/s220/o%2Bdiplom%25C3%25A1tico_LOGO.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-8354542960759416529</id><published>2009-08-17T14:45:00.025-03:00</published><updated>2009-08-31T16:54:32.703-03:00</updated><title type='text'>Editorial - Antes tarde do que nunca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Olá para todos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, como foi anunciado na edição anterior do nosso &lt;strong&gt;ODiplomático&lt;/strong&gt;, a partir deste número, estou como editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ainda não me conhece, sou aluna agora do sexto semestre matutino, curiosa com esse mundo grande e cheia de opinião sobre as coisas – nem sempre certas, mas normalmente ditas. Minha principal característica para os efeitos desta função é que o que me enche de vida é ver e ouvir o que os outros têm a dizer. Por isso, aguardo com a maior ansiedade a contribuição de todos os colegas para que o nosso blog seja cada edição ainda melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas as apresentações, passamos agora para esta edição. Estamos um pouco atrasados, mas vocês vão ver que vai ter valido a pena esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, preparamos uma Agenda bastante interessante que vai desde oferta de estágios e chamadas de pesquisa para graduandos, a feiras, seminários e encontros ligados à área de Relações Internacionais e Comércio Exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, temos uma entrevista que nosso querido amigo Max Gimenes fez com a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli. Na entrevista, que foi publicada pela revista Caros Amigos (parabéns, Max!), Maria Lucia destaca a importância de as dívidas dos países latino-americanos sejam revisadas já que, nas suas palavras “o endividamento tem sido um mecanismo contínuo, utilizado para sugar nossas riquezas e travar o desenvolvimento do nosso continente”. Quem não se lembra das aulas sobre o estouro da dívida brasileira na década de 80?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, temos três artigos. Um do Márcio Moraes (que dispensa apresentações) sobre o 51º Congresso da União Nacional de Estudantes (Conune), que contou com a participação de 4 delegados da Belas Artes e um observador – estão todos convidados a deixar suas impressões sobre o Conune aqui neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo, também do Max, sobre as nacionalizações do governo bolivariano na Venezuela. E o terceiro, de minha autoria, sobre a tentativa dos países do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) de reduzir a dependência que suas reservas têm em relação ao dólar.&lt;br /&gt;Temos ainda duas resenhas esta edição. Uma do professor Igor Fuser, que nos deixou na Belas Artes, mas continua escrevendo muito, sobre o livro A Revolução Venezuelana, de Gilberto Maringoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro, de um colega da USP, sobre o Amor nos tempos atuais. O Mauro resenha o livro Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman, e relaciona a superficialidade da vida hoje e sua influência nos relacionamentos pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, nesta edição, ao invés de publicarmos uma charge, como de costume, disponibilizaremos um vídeo. Em tempos de gripe A, não custa nada lembrar que toda campanha internacional tem um interesse por trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, passo a falar sobre a Enquete. Na última edição, 41% dos votantes apoiaram a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder refúgio político ao ex-militante da esquerda armada italiana Cesare Battisti; 29% discordou; 25% concordou em partes e 4% discordou em partes. O caso ainda está para ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta edição temos uma polêmica que deveria estar em todas as esquinas da sociedade brasileira, especialmente nas universidades e mais especialmente ainda nos círculos que discutem Relações Internacionais. O destino da imensa riqueza encontrada pela Petrobrás na camada abaixo do sal, o pré-sal. Como deve ser explorada, qual a melhor forma de extrair o petróleo e o gás de maneira que esteja a serviço do desenvolvimento do nosso país, quem deve fazer essa extração, o que e como fazer com o petróleo e, não menos importante, essa decisão deve ser tomada urgentemente ou é melhor ter mais elementos, mais pesquisas, para formar melhor uma opinião a respeito? Estas são algumas das perguntas que estão sendo feitas e respondidas, cada um de acordo com seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês estão acompanhando este processo? Esta é a pergunta da enquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem estiver interessado em saber mais sobre o assunto, enviaremos a apresentação em PowerPoint do engenheiro e presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, Fernando Siqueira, que esteve na nossa faculdade no final do semestre passado falando sobre o pré-sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-8354542960759416529?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/8354542960759416529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/editorial-antes-tarde-do-que-nunca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/8354542960759416529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/8354542960759416529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/editorial-antes-tarde-do-que-nunca.html' title='Editorial - Antes tarde do que nunca'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-6146744235601702311</id><published>2009-08-17T14:45:00.024-03:00</published><updated>2009-08-31T16:54:20.286-03:00</updated><title type='text'>Agende-se</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;UNIFEM: ONU e escola argentina dão 20 bolsas a jovens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até 19/08, brasileiros de 18 a 30 anos podem se candidatar, pela internet, ao auxílio de US$ 2 mil, que incentivará pesquisas sobre temas sociais e de gênero.&lt;br /&gt;Formulário disponível no site: www.catunescomujer.org/catunesco_mujer/form_inscripcion.php&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2º Colóquio Internacional História das Religiões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Link: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10872/agenda/2-coloquio-internacional-historia-das-religioes-teoria-e-metodologia.htm&lt;br /&gt;27 e 28 de agosto na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.&lt;br /&gt;Mais informações: historiadasreligioes@yahoo.com.br ou (11) 3670-8529.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Microsoft Research oferece bolsas e estágios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Link: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10918/microsoft-research-oferece-bolsas-e-estagios.htm&lt;br /&gt;Programas 2009-2010 de Estágios e de Bolsa de Estudos para Doutorado para estudantes latino-americanos abre inscrições no dia 17 de agosto.&lt;br /&gt;Mais informações:&lt;br /&gt;http://research.microsoft.com/en-us/collaboration/global/latam/latam-awards.aspx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Simpósio de Pós-Graduação em Relações Internacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Link: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10907/simposio-de-pos-graduacao-em-relacoes-internacionais.htm&lt;br /&gt;O simpósio será realizado de 12 a 14 de novembro, em São Paulo.&lt;br /&gt;O Programa San Tiago Dantas de Mestrado Acadêmico em Relações Internacionais recebe até 17 de agosto propostas de trabalho para apresentação na primeira edição do Simpósio de Pós-Graduação em Relações Internacionais.&lt;br /&gt;Mais informações: www.unesp.br/santiagodantassp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agenda Centro Brasileiro de Relações Internacionais – CEBRI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Atenção, a maioria dos eventos acontece no Rio de Janeiro onde se encontra a sede da instituição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/08/2009 Mesa-redonda: Colômbia, Honduras e Venezuela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21/08/2009 Seminário Jornalistas: União Européia e Mercosul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/08/2009 Almoço: Embaixador Uwe Kaestner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Calendário Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10/09/2009 Encontro Empresarial Brasil-Dinamarca - Meio Ambiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 a 12/09/2009 Rodada de Negócios na Adventure Sports Fair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22/09/2009 Encontro Empresarial São Paulo-Miami&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Feiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;10/09/2009 a 20/09/2009 no Pavilhão de Exposições do Rio Centro. Aberta ao público das 10 às 22 horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CARBONO ZERO – Feira e Conferência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;06/10/2009 a 08/10/2009 no Centro de Exposições Imigrantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FEIRA DE ENERGIAS - III Feira Internacional de Energias Alternativas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;04/11/2009 a 06/11/2009 no Centro de Exposições Imigrantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FIAM - 4ª Feira Internacional da Amazônia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;25/11/2009 a 28/11/2009 no EXPO CENTER&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-6146744235601702311?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/6146744235601702311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/agende-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6146744235601702311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6146744235601702311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/agende-se.html' title='Agende-se'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-61180680624114168</id><published>2009-08-17T14:45:00.023-03:00</published><updated>2009-08-31T16:53:58.026-03:00</updated><title type='text'>Bate-papo - Max entrevista</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Dívida pública faz a farra dos especuladores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Auditoria Cidadã mostra como funcionam os mecanismos que colocaram o Brasil e outros países da América Latina reféns do capital financeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Max Gimenes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista exclusiva (*), a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, conta como foi sua participação, a convite do presidente Rafael Correa, na comissão oficial de auditoria da dívida do Equador, em 2008. Presidentes de outros países, como Bolívia, Venezuela e Paraguai, demonstram a intenção de seguir o exemplo equatoriano. Para Maria Lucia, é preciso que o Brasil cumpra a Constituição Federal, que prevê a auditoria, para que a sociedade pare de pagar a conta à custa da privação de direitos sociais elementares, conta esta que a atual crise tende a tornar ainda mais cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Max Gimenes&lt;/span&gt; - Como se sentiu ao participar da auditoria da dívida do Equador, enquanto o Brasil continua a pagar, todos os anos, milhões de reais como juros de sua dívida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Lucia Fattorelli&lt;/span&gt; - A realização da auditoria oficial da dívida pública equatoriana foi um dos principais fatos políticos da história da América Latina, pois significa um importante passo no sentido de nossa verdadeira independência e retomada de nossa soberania. Sem dúvida foi uma imensa honra ter sido designada pelo presidente Rafael Correa Delgado para a comissão da Auditoria da Dívida Equatoriana (CAIC), para realizar a auditoria integral de sua dívida pública interna e externa, visando à busca da verdade sobre o endividamento público. Esse trabalho representou um desafio imenso, pois o decreto presidencial determinou a realização de uma auditoria dos últimos 30 anos do processo de endividamento, envolvendo a investigação de aspectos financeiros, contábeis, jurídicos e também seus impactos sociais e ambientais. Considerando que teríamos apenas um ano para realizar essa tarefa, a comissão foi subdividida em subcomissões que se dedicaram especificamente a cada tipo de endividamento: multilateral (dívida externa contratada com FMI, Banco Mundial, Corporación Andina de Fomento e outros organismos multilaterais); bilateral (dívida entre o Equador e outros países ou bancos públicos de outros países); comercial (dívida contratada com bancos privados internacionais) e interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Max Gimenes&lt;/span&gt; - O que foi apontado pela auditoria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Lucia Fattorelli&lt;/span&gt; - O resultado de todas as subcomissões apontou impressionantes ilegalidades e ilegitimidades verificadas em processos que sempre beneficiaram o setor financeiro privado, as grandes corporações e empresas privadas, em detrimento do Estado equatoriano e de seu povo, carente de tantos serviços públicos e de condições de vida digna, apesar das riquezas nacionais, como o petróleo. A sangria provocada pela dívida não permitiu que esses recursos servissem ao povo equatoriano. Uma das constatações mais importantes da comissão foi a incrível semelhança do processo de endividamento equatoriano com o brasileiro e o dos demais países latino-americanos. No caso da dívida externa comercial - com bancos privados internacionais de cuja investigação participei, a dívida atual representada por títulos Bonos Global é resultado do endividamento agressivo iniciado no final da década de 1970, durante a ditadura militar, majorado pela influência da elevação unilateral das taxas de juros pelo Federal Reserve a partir de 1979, por onerosas renegociações ocorridas na década de 1980, quando o Estado equatoriano assumiu inclusive dívidas privadas; seguido de renúncia à prescrição dessa dívida em 1992 e sua transformação em títulos negociáveis, denominados Bonos Brady em 1995, emissões de Eurobonos e nova transformação em Bonos Global em 2000. A dívida externa comercial equatoriana atual é fruto de sucessivas conversões equivocadas de uma mesma dívida que foi crescendo em função da alta de juros internacionais, assunção de dívidas pelo Estado, por seu valor nominal integral, inclusive dívidas privadas, processo que no Equador se denominou “Sucretización”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Max Gimenes&lt;/span&gt; - Qual a relação com a dívida brasileira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Lucia Fattorelli&lt;/span&gt; - O endividamento externo comercial do Brasil seguiu passos idênticos, verificando-se a coincidência de datas, nomes dos convênios e dos títulos da dívida, termos e condições estabelecidas nos diversos contratos, além de interferência expressa do FMI; enfim, quando analisava os documentos do endividamento equatoriano parecia que estava lendo os mesmos documentos aos quais já tivemos acesso no Brasil durante os trabalhos da Auditoria Cidadã da Dívida. Diante de tantas semelhanças, o ideal é que os demais países também realizem auditoria de suas dívidas públicas, pois o endividamento tem sido um mecanismo contínuo, utilizado para sugar nossas riquezas e travar o desenvolvimento do nosso continente. Várias iniciativas estão se conformando a partir do primeiro passo dado pelo presidente Rafael Correa: o Paraguai já está realizando uma investigação oficial sobre sua dívida externa, e na última reunião da ALBA (Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América), em novembro de 2008, Venezuela e Bolívia também anunciaram a intenção de fazer a auditoria integral de suas dívidas. O Brasil poderia estar em outro patamar de justiça social e desenvolvimento econômico se a auditoria da dívida prevista na Constituição Federal de 1988 tivesse sido realizada. É uma lástima que nenhum dos governos, nesses vinte anos, tenha respeitado esse preceito fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Max Gimenes&lt;/span&gt; - O que é e como funciona na prática a auditoria de uma dívida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Lucia Fattorelli&lt;/span&gt; - Auditoria da dívida, em resumo, significa a investigação de todos os processos de contratação, renegociação, troca e rolagem de dívida pública – interna ou externa. A auditoria se dá com base na análise de documentos oficiais (contratos, títulos e correspondências oficiais, por exemplo) e registros existentes em livros de escrituração contábil, além de dados estatísticos e outras publicações existentes. A auditoria da dívida envolve também a análise de cifras (valores contratados/pagos; comparações entre o valor renegociado e o valor de mercado, comissões diversas, taxas de juros), estudo e análise da legislação de regência e outras questões jurídicas aplicáveis e, adicionalmente, visa à identificação dos participantes nos diversos processos relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* A entrevista completa foi publicada pela revista Caros Amigos, edição de julho de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-61180680624114168?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/61180680624114168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/bate-papo-max-entrevista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/61180680624114168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/61180680624114168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/bate-papo-max-entrevista.html' title='Bate-papo - Max entrevista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-456693497801315417</id><published>2009-08-17T14:44:00.011-03:00</published><updated>2009-08-31T16:51:06.474-03:00</updated><title type='text'>Artigo - Conune</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Congresso da UNE e a hipocrisia da &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Márcio &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Moraes&lt;/span&gt;*&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os dias 15 e 19 de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;julho&lt;/span&gt; foi realizado o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes ao todo mais de 3.000 delegados (4 destes, eram da Belas Artes) de todos os cantos do país se credenciaram e tiveram direito a voz e voto neste Congresso. Como na maioria dos fóruns do movimento estudantil a organização não foi o forte o que prejudicou a participação dos estudantes nos 25 grupos de discussão. Além dos temas tradicionais do movimento de educação e estudantil (Reforma &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Universitária&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;regulamentação&lt;/span&gt; do ensino privado, &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;universalização&lt;/span&gt; do ensino superior público de qualidade, cotas, &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;ENADE&lt;/span&gt;) muitos debates das mesas de discussão versavam sobre temas &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;candentes&lt;/span&gt; das relações &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;internacionais&lt;/span&gt; como a crise &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;econômica&lt;/span&gt;, financeira e ambiental, o golpe de estado em Honduras, integração latino americana, reintegração de Cuba a &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;OEA&lt;/span&gt; e o fim do embargo a ilha &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;caribenha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto o grande destaque do Congresso girou em torno da campanha “O Pré Sal é nosso!” (que preconiza um novo marco &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;regulatório&lt;/span&gt; para o &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;setor&lt;/span&gt;, sobre controle estatal e defendendo que parte dos recursos &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;advindos&lt;/span&gt; da exploração das novas reservas, sejam aplicados &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;diretamente&lt;/span&gt; na educação) e a &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;polêmica&lt;/span&gt; em torno do Patrocínio de R$ 100 mil da &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;PETROBRÁS&lt;/span&gt; ao evento, os grandes meios de comunicação se apressaram em denunciar a capitulação da UNE frente ao governo federal -, observando que está é “chapa branca” ou governista como preferem as organizações mais á esquerda que são opositoras da &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;direção&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;majoritária&lt;/span&gt; da entidade – já que esse patrocínio expressaria a falta de independência da UNE. Nada mais hipócrita do que esse &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;estardalhaço&lt;/span&gt; da grande &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt; corporativa, é notório que todo ano essas empresas recebem milhões de reais dos Governo Federal, Estaduais e Municipais com a venda de espaços &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;publicitários&lt;/span&gt; em suas &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;TVs&lt;/span&gt;, rádios e revistas, em nenhum momento esses mesmos órgãos questionam, se as &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;polpudas&lt;/span&gt; verbas &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;publicitárias&lt;/span&gt; recebidas dos entes &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;governamentais&lt;/span&gt; estariam por lhe tirar a famosa “independência” editorial em relação ao poder estatal, fica a impressão que até mesmo de forma messiânica o jornalismo brasileiro se auto-denomina à prova de influencias externas, seja de governos ou de &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;lobbies&lt;/span&gt; empresariais, contudo esse discurso da independência como já foi dito nesse espaço de informação serve a certos interesses e construções ideológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contente, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt;, em diversas matérias, alerta para a mudança de postura da UNE, pois a entidade teria deixado de ser combativa, para ter uma abordagem passiva. Não é preciso ter muita memória para apontar a &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;esquizofrenia&lt;/span&gt; do discurso das oligarquias que controlam os meios de comunicação do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aponta o passado combativo da UNE como exemplo, porém, esse padrão de comportamento nunca foi apoiado pelos grandes &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;oligopólios&lt;/span&gt; da comunicação brasileira, pelo contrario estes dois entes da sociedade civil brasileira sempre estiveram em lados opostos. Lembrando um passado recente posso dizer que a &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt; apoiou a “&lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;ditaduríssima&lt;/span&gt;” brasileira (não é, Folha de São Paulo?), a UNE combateu; a &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt; escondeu a campanha das “&lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;Diretas&lt;/span&gt; Já”, a UNE foi pra rua pedir eleições democráticas para presidente do país; a &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt; elegeu Fernando &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;Collor&lt;/span&gt;, os estudantes pediram seu &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;impeachment&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UNE tem defeitos e eles são diversos, mas coadunar com o discurso hipócrita da &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt; é servir aos interesses de quem sempre esteve contra o &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-error"&gt;projeto&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error"&gt;democratização&lt;/span&gt; do país. Recentemente a UNE se posicionou contra a medida do governo federal que prevê financiamento por parte do &lt;span id="SPELLING_ERROR_41" class="blsp-spelling-error"&gt;BNDES&lt;/span&gt; a instituições de ensino superior em dificuldades financeiras, curiosamente os meios de comunicação não ecoaram a posição de desacordo da UNE, por que será? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Graduando do 8º semestre do Curso de Relações &lt;span id="SPELLING_ERROR_42" class="blsp-spelling-error"&gt;Internacionais&lt;/span&gt; Belas Artes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-456693497801315417?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/456693497801315417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/artigo-conune.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/456693497801315417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/456693497801315417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/artigo-conune.html' title='Artigo - Conune'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-4206466030272644744</id><published>2009-08-17T14:44:00.010-03:00</published><updated>2009-08-31T16:50:28.775-03:00</updated><title type='text'>Artigo - Venezuela</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Chávez e o significado de sua “macarronada bolivariana”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Max Gimenes&lt;/span&gt; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano de 2009 começou de modo atípico. Com o estouro da bolha imobiliária estadunidense no segundo semestre de 2008, deflagrou-se a crise financeira, que mais tarde atingiria também a economia real, sendo considerada a mais grave desde a que eclodiu em 1929. Todos os países, sem exceção, estão sujeitos a pagar caro durante pelo menos este ano e o próximo pela irresponsabilidade da desregulamentação e especulação financeiras. Presidentes buscam combater a crise, implementando medidas de seu ideário, para ao menos atenuar os efeitos dela junto a suas bases de sustentação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Venezuela, não seria diferente. Não é de hoje que Hugo Chávez afirma estar construindo em seu país o que chama de “socialismo do século XXI”. A oposição, venezuelana ou não, nunca levou esse projeto muito a sério, acreditando na tese de que o atual período não passaria de uma aventura e que o país logo voltaria à normalidade. Ou seja, ao bom e velho neoliberalismo. A crise, no entanto, abalou tal vertente há muito dominante, a do famigerado “pensamento único”. E, sem querer, abriu novas perspectivas para a esquerda em todo o mundo, a despeito do despreparo que esta tem demonstrado até o presente momento para aproveitar essas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Chávez, no entanto, foi perspicaz e começou o ano dando prosseguimento a uma agenda nacionalizante na Venezuela. O episódio mais recente foi a ocupação e o anúncio da expropriação da multinacional estadunidense produtora de macarrão Cargill, acusada de descumprir a cota de produção com preço tabelado. Os “especialistas” consultados, liberais nada moderados em sua maioria, atacaram a política chavista de aumento da presença estatal na economia. Eles ainda são do tempo em que a orientação usual apontava para o enxugamento do papel do Estado e para a liberdade total ao setor privado. Deu no que deu, mas a mídia canarinho pouco aprendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tabelamento de preços existe na Venezuela devido à sua inflação, de cerca de 30% em 2008, a maior da América Latina. A inflação, de modo breve, significa uma alta substancial e continuada no nível geral dos preços, concomitante com a queda do poder aquisitivo do dinheiro. Segundo a explicação liberal, num mercado em que há livre concorrência a inflação existe quando a procura supera a oferta. É a chamada inflação de demanda. Admitamos, a princípio, a validade do pressuposto, deixando momentaneamente de lado a existência dos monopólios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para combater a inflação, seria preciso intervir em um dos lados da balança, a fim de restabelecer o equilíbrio entre procura e oferta. Historicamente, governos alinhados ao ideário neoliberal buscaram conter a demanda, implementando a chamada política de metas de inflação, em que crescimento econômico, empregos e salários são sistematicamente sacrificados e reduzidos para domar a inflação dentro da cerca que circunda o centro da meta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma alternativa a isso seria aumentar a oferta, com investimentos em infraestrutura para a ampliação da chamada capacidade instalada. Assim, seria possível atender à demanda e ainda permitir a abertura de mais vagas de emprego, criando um círculo virtuoso de crescimento econômico capaz de permitir o combate à pobreza e a promoção de justiça social. Um governo socialista, ainda que sob o capitalismo, pode ser caracterizado justamente por esses objetivos: a construção de uma sociedade sem classes, em que não exista pobreza e desigualdade. Nela, os investimentos e a produção estariam a serviço do povo para atender a suas necessidades. Diferentemente do capitalismo, sistema em que os investimentos e a produção estão a serviço da busca pelo lucro, ainda que à custa de um enorme prejuízo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um governo promove melhoria nas condições de vida de sua população, principalmente nas daquela parcela com piores condições de vida, a procura por produtos no mercado aumenta, notadamente por produtos de primeira necessidade, como comida. Porém, ao mesmo tempo em que a procura aumenta, a oferta estaciona. Os investimentos capitalistas, orientados pela busca de lucro e não pela satisfação das necessidades das pessoas, diminuem. A possibilidade de lucros exorbitantes é ameaçada, logo o capitalista não se arrisca a investir. É coerente que não o faça e esperar o contrário é por demais ingênuo. Sem contar, é claro, o boicote ou sabotagem promovidos por uma parcela do empresariado que simplesmente não admite ver seus interesses serem contrariados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havíamos deixado de lado até aqui a questão do monopólio. Vamos a ela. Acontece que no fim do século XIX, após um processo de concentração e centralização do capital, deu-se uma mudança importante no caráter do capitalismo, que passou da livre concorrência para o regime de monopólio, cujo objetivo não é apenas o lucro, mas o lucro máximo (uma vez que ele tem o poder de determinar o preço de mercado das mercadorias). Essa nova qualidade do sistema, que tende a acirrar suas contradições internas, desembocou na crise de 1929. E pariu o que hoje chamamos de capital financeiro (fusão do monopólio industrial e bancário, sob o controle deste último, segundo o economista Rudolf Hilferding), que se consagrou com a busca incessante por lucratividade a partir da década de 1970, passado o incêndio apagado pelo Estado. Daí por diante, deu-se o fenômeno da financeirização da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deduz-se do que foi apresentado até aqui que, para combater a inflação neste momento de crise e rumar ao socialismo, a Venezuela não tem outra saída a não ser a de estatizar ao menos os setores estratégicos de sua economia no curto e médio prazos. Apesar de todo o ataque da mídia, as nacionalizações de Hugo Chávez são absolutamente coerentes e mostram a sua real disposição de cumprir as promessas que fez, concordemos com elas ou não, situação com a qual brasileiros certamente não estão acostumados. É também oportuno lembrar que o tal capital financeiro também incorporou meios de comunicação. Ou seja, a imprensa que brada contra nacionalizações não o faz senão para salvaguardar seus próprios interesses, travestindo-os de interesses do conjunto da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratar uma questão tão séria com zombarias como a presente na expressão “macarronada bolivariana”, termo cunhado em matéria do jornal Folha de S.Paulo (o mesmo que criou a “ditabranda”), não contribui para o debate. O tempo de caça aos comunistas acabou, mas isso não significa que o sonho marxista tenha seguido o mesmo destino. A questão, fosse levada a sério, teria de ser tratada de modo mais claro e objetivo. Estatização não é fim, é meio. Para quê? Para assegurar, no caso, cimento a quem quer construir seu teto e alimentos a quem deseja saciar sua fome. E tudo isso a preços justos. É democratização, e não o contrário, como insinuam alguns pretensos paladinos das liberdades individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acepção de “macarronada bolivariana”, portanto, pode ser entendida unicamente como aquela que chega ao prato de todos, sem distinção de classe, cor, orientação sexual etc. Terrível assim. Ainda que tentem embaralhar os papéis e torcer a realidade para que o exemplo não seja seguido, não podem frear as transformações que de fato vêm ocorrendo em nosso continente, cansado de promessas vãs que não enchem barriga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*  é estudante de Ciências Sociais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-4206466030272644744?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/4206466030272644744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/artigo-venezuela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4206466030272644744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4206466030272644744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/artigo-venezuela.html' title='Artigo - Venezuela'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-2811737122956316910</id><published>2009-08-17T14:43:00.014-03:00</published><updated>2009-09-04T20:26:51.907-03:00</updated><title type='text'>Resenha - O Amor Líquido</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SpsQYR9qXaI/AAAAAAAAAD4/nRT3yacZIxA/s1600-h/Resenha+-+O+Amor+L%C3%ADquido+-+Mauro+Henrique+dos+Santos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 205px; float: right; height: 320px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375908589521755554" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SpsQYR9qXaI/AAAAAAAAAD4/nRT3yacZIxA/s320/Resenha+-+O+Amor+L%C3%ADquido+-+Mauro+Henrique+dos+Santos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Amor Líquido [Ou algumas considerações acerca do amor moderno]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Mauro Henrique Santos *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é um artigo que nunca gostaria de escrever e muito menos que fosse necessária a sua indicação. Não por uma possível inutilidade, mas sim por um desejo idealista meu de que o Amor, instância para mim superior, fosse sempre imaculado e não influenciado por qualquer coisa que esteja fora dele mesmo. Mas infelizmente, neste sentido, como disse Marx:&lt;br /&gt;"O modo de produção dos bens materiais de existência determina necessariamente o processo de vida social, cultural e intelectual” [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o amor um fenômeno social e, portanto, construído historicamente, sofre influências desse mundo que se convencionou chamar de "pós-moderno" [2] e do modo de produção neoliberal, em que o "homem sem vínculos" [3] é eleito o nosso grande herói. Esse é o cerne do pensamento de Zygmunt Bauman, um dos nossos maiores sociólogos vivos, preocupação que pode ser vista melhor no seu livro, Modernidade Líquida e, em relação ao tema deste artigo, o Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de líquido é uma retomada da célebre frase de Marx: "Tudo que é sólido se desmancha no ar" [4]; em que o filósofo critica a atuação da burguesia de substituir todas as relações que eram sólidas como, por exemplo, o amor e a família, que tanto ele como seu companheiro de produção Engels, dissertariam depois [5]. Bauman estuda essas novas características modernas de conceitos líquidos, fluidos e leves que surgiram em oposição às ideologias fortes, pesadas e sólidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que todas essas características dos fluidos mostram, em linguagem simples, é que os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantêm sua forma com facilidade. Os fluidos, por assim dizer, não fixam o espaço nem prendem o tempo."[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica deste mundo líquido é o final da crença de que podemos alcançar um Estado de perfeição no futuro, que, pensando assim, "excluem-se" os valores sociais enquanto mantêm-se os individuais, com o seguinte pensamento: "Já que um mundo próspero não é possível então para quê gastarmos nosso tempo com isso?" [7].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podemos compreender a liquidez de Bauman simplesmente relacionada ao vazio ou ao randômico, mas sim associada à leveza de Ítalo Calvino, nas Seis propostas para o próximo milênio, em que esta seria ligada à determinação e à precisão e neste enfrentamento de forças a liquidez deixa e leva marcas nesse fluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido a liquidez é um sólido e o próprio autor afirma que a modernidade tem por característica o derretimento dos sólidos desde o seu princípio, mas como preparação para outros e novos sólidos. Podemos conferir que essa liquidez não está próxima do aleatório, mas sim do determinado e assim à leveza; aproximação que Bauman mesmo fez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há líquidos que, centímetro cúbico por centímetro cúbico, são mais pesados que muitos sólidos, mas ainda assim tendemos a vê-los como mais leves; menos “pesados” que qualquer sólido”.[8]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para iluminarmos mais ainda estas passagens evoco Valery que, aliás, aparece em outra citação já no início do livro: “É preciso ser leve como o pássaro, e não como a pluma” [9]. Em que expressa mais uma vez com clareza o exemplo da determinação precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à questão do amor líquido que, neste livro, é estudado por Bauman nas suas várias possibilidades, como sendo: amor ao próximo, ao cônjuge ou nós mesmos. Na era globalizada, que a velocidade, seja de informações ou contato, é de extrema importância, tudo passa a ser encarado como mercadoria [10] e, o amor, como conceito, passa então a sofrer algumas modificações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem criou ou se identificou em tribos, grupos, cidades, estados e etc., ou seja, necessita de relacionar-se, mas os relacionamentos modernos, segundo Bauman, são um dos valores mais ambivalentes; "pedimos" um relacionamento, mas ao mesmo tempo ansiamos para que seja leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo ritmo veloz e influência da mídia não usamos frequentemente a palavra relacionamento, que soa excessivamente pesada, mas sim "conectar-se" expressão identificada com o mundo virtual onde outro modelo ilustra o mundo líquido: as redes. Sejam elas sociais ou de relacionamentos, como os conhecidos Orkut e MSN, pessoas se conectam umas às outras e conservam as suas redes, em que as conexões entre pessoas são feitas por escolhas tanto para conectar-se ou desconectar-se, tudo isso num ambiente de movimentos em que o compromisso pode fechar portas para novas conexões ou experiências. Observe o crescente número de pessoas que se proclamam de "relacionamento aberto" ou os "casais semi-separados", tudo isso para não diminuírem suas "possibilidades românticas" e também quando qualquer conexão começa a dar problema ou, às vezes, muito antes disso, a reação é, ao invés de se pensar em resolver o problema, tem-se a "vantagem" de desconectar, excluir, deletar ou simplesmente bloquear para outro momento oportuno ou um “nunca mais" que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da velocidade e a noção de mercadoria, que juntas, tornam lícita e até mesmo justificam posições como o relacionamento aberto, em que, como numa aplicação na bolsa de valores, não titubeamos em vender uma ação quando ela está em baixa, da mesma forma, não hesitamos, segundo Bauman, de fazer o mesmo quando aparece uma nova possibilidade de "conexão" aparentemente mais lucrativa que a nossa atual. Este livro de Bauman não é uma coleção de formulas de sucesso para o amor (isso é coisa para os livros de auto-ajuda!) nem de como conservá-lo, mas ele traça um panorama definido sobre o momento único que vivemos, em que nunca houve tanta liberdade e facilidade na escolha de nossos parceiros - no sentindo de ser possível a possibilidade -, no entanto, isso nos remonta a um cenário dramático de incertezas, pois não sabemos se queremos ou não sair dessa situação [11], que é o que faz o autor não ter um prognóstico definitivo sobre o nosso rumo. Isso revela o que, Gioconda Bordon, disse, certa vez sobre o livro [12]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A sociedade neoliberal, pós-moderna, líquida, para usar o adjetivo escolhido pelo autor, e perfeitamente ajustado para definir a atualidade, teme o que em qualquer período da trajetória humana sempre foi vivido como uma ameaça: o desejo e o amor por outra pessoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou generalizando ou tendo uma visão pessimista do amor, que como disse no início, e ainda continuo com essa posição, é de uma instância superior, mas uma observação muito atenta deste livro e mesmo do pensamento de Bauman, é necessária, pois o estágio atual do mundo e do amor moderno seja como negação, percepção e adesão, nos afeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom pensamento e bom ócio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* é graduando em Letras na Universidade de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;______________________&lt;br /&gt;[1]. Karl Marx. A Ideologia Alemã. Boitempo, São Paulo, 2007.&lt;br /&gt;[2]. Termo muito usado por pensadores como Jean-François Lyotard que, entre outras diz, que a era das grandes narrativas, os mitos e os grandes esquemas ou escolas de pensamento haviam chegado ao fim.&lt;br /&gt;[3]. Esse é o héroi do livro de Roberto Musil, O Homem Sem Qualidades, que Bauman retoma.&lt;br /&gt;[4]. Karl Marx. O Manifesto do Partido Comunista. L&amp;amp;PM, São Paulo, 2001. Esta frase também é o título de um bom livro de Marshal Berman que também estuda a modernidade.&lt;br /&gt;[5]. Engels escreveu, por exemplo, A Origem da Família.&lt;br /&gt;[6]. Zygmunt Bauman. Modernidade Líquida. Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 2001. Pág. 8.&lt;br /&gt;[7]. Antonio Candido, num belo especial dedicado aos seus 90 anos, ano passado, abordou o assunto alertando para o perigo que marca o final dessas grandes ideologias, marca da nossa época, em que pode ser iminente que surja um discurso ufano ou mesmo "religioso-além-mundano”, com bastante força.&lt;br /&gt;[8]. Modernidade Líquida. pág. 8.&lt;br /&gt;[9]. Ítalo Calvino. Leveza. In Seis propostas para o próximo milênio. Companhia das Letras, São Paulo, 1990.&lt;br /&gt;[10]. Karl Marx, no primeiro capítulo d’O Capital, já nos alertava para a característica burguesa de considerar tudo como uma mercadoria.&lt;br /&gt;[11]. E talvez essa condição ideal nunca possa ser possível, pois Bauman diz adiante que "Todo amor é antropofágico” assim pode ser considerado como sendo um relacionamento por excelência "pesado" por mais que aspire à leveza.&lt;br /&gt;[12]. Jornal Gazeta Mercantil, Caderno Fim de Semana, em 31 de julho de 2004 &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-2811737122956316910?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/2811737122956316910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/resenha-o-amor-liquido.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2811737122956316910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2811737122956316910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/resenha-o-amor-liquido.html' title='Resenha - O Amor Líquido'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SpsQYR9qXaI/AAAAAAAAAD4/nRT3yacZIxA/s72-c/Resenha+-+O+Amor+L%C3%ADquido+-+Mauro+Henrique+dos+Santos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-8513753280989881175</id><published>2009-08-17T14:43:00.013-03:00</published><updated>2009-08-31T16:57:06.265-03:00</updated><title type='text'>Artigo - O dólar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O papel do dólar como moeda de reserva internacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Mariana Moura*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A crise é a mãe das possibilidades&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A uma semana do encontro dos 20 países mais ricos do mundo – o chamado G-20 - o presidente do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan, defendeu a reforma do sistema monetário internacional e propôs a substituição da moeda utilizada atualmente nas operações financeiras internacionais por uma que esteja “desconectada de interesses de um único país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal moeda utilizada em tais operações hoje é o dólar, moeda corrente dos Estados Unidos da América, e sua substituição é defendida também pelo Brasil, Índia e Rússia. Os Bric (termo cunhado pelo economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O’Neill, em 2001 e que se refere aos quatro países que estão sustentando o mundo durante a crise), possuem reservas internacionais no valor de US$ 2,8 trilhões, segundo dados da Bloomberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a China tem US$ 1,97 trilhão em reservas, uma boa parte em títulos dos EUA. Em setembro do ano passado, a nação superou o Japão como o maior credor dos Estados Unidos, e em dezembro detinha US$ 727,4 bilhões em bônus do Tesouro – em dólar. Mas, a moeda dos Estados Unidos só tem perdido valor em relação às moedas dos países que detêm as reservas. Em um mês, o de abril, o real se valorizou 11,2%, o rublo, 6,9%, e a rúpia, 6,4%, em relação ao dólar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ainda, não só o uso prioritário do dólar como moeda de reserva está dando prejuízo para estes países, como sustenta uma relação de dominação que já não é mais tão aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O privilégio de fornecer a divisa de reserva do mundo, o dinheiro que os países utilizam para efetuar negócios para além das suas fronteiras, é uma fonte de poder para o país que a controla mais valiosa do que a mais poderosa força militar. Uma vez que virtualmente todo dinheiro é criado ‘a partir do ar’ por meio de entradas em contabilidades bancárias, o país que fornece a divisa de reserva do mundo tem o poder de criar dinheiro suficiente para comprar o mundo”, afirmou o historiador Steven Lesh, em recente artigo (O 'soft power' dos EUA e os bancos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternativa apresentada pela china é ampliar o uso dos Direitos Especiais de Saque (DES) emitidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Criados em 1969 por proposta do presidente francês Charles De Gaulle, os DES são aceitos hoje apenas para pagamentos entre governos e instituições internacionais. A proposta é que sejam usados também em operações de comércio e financeiras, como a precificação de produtos comercializados internacionalmente (commodities), investimentos e balanços contábeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o valor dos DES é controlado pelos poucos países que mandavam no Fundo. Seu preço é definido pelo euro, o yen, a libra esterlina e (novamente e fundamentalmente) pelo dólar. Mantém a dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Banco Central chinês afirma, com propriedade, que, “teoricamente, uma moeda de reserva internacional deveria ser desconectada das condições econômicas e de interesses soberanos de um único país”. De um único país não pode, mas de apenas quatro sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Graduanda do 6º semestre do Curso de Relações Internacionais Belas Artes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-8513753280989881175?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/8513753280989881175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/artigo-o-dolar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/8513753280989881175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/8513753280989881175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/artigo-o-dolar.html' title='Artigo - O dólar'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-8367128301680929060</id><published>2009-08-17T14:41:00.004-03:00</published><updated>2009-08-31T16:45:11.458-03:00</updated><title type='text'>Resenha - A Revolução Venezuelana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SpsPyDaumpI/AAAAAAAAADw/M8QtHrWwBbs/s1600-h/Resenha+-+Gilberto+Maringoni+A+Revolu%C3%A7%C3%A3o+Venezuelana+-+Igor+Fuser.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 176px; float: right; height: 300px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375907932782107282" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SpsPyDaumpI/AAAAAAAAADw/M8QtHrWwBbs/s320/Resenha+-+Gilberto+Maringoni+A+Revolu%C3%A7%C3%A3o+Venezuelana+-+Igor+Fuser.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um retrato honesto da Venezuela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Igor Fuser *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lista dos demônios da mídia empresarial, o posto número 1 pertence, disparado, a Hugo Chávez, com sua boina vermelha e língua ferina. Raramente se passa um dia sem que alguma publicação da chamada "grande imprensa" despeje regulares doses de veneno contra o presidente venezuelano, apresentado como louco, fanfarrão, ditador ou incompetente. Essa cantilena se mantém há mais dez anos. Para ser exato, desde o início de 1999, quando o antigo coronel iniciou, após sua chegada ao governo, a transformação de um dos países de estrutura social mais iníqua no planeta – mais de 50% dos habitantes na miséria, em contraste com os lucros nababescos das exportações de petróleo – em uma referência mundial para todos os que cultivam os valores da justiça e da igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Gilberto Maringoni (A Revolução Venezuelana, Editora Unesp, 2009) merece ser saudado com um antídoto perfeito contra a manipulação informativa que, na imprensa brasileira, atingiu as raias de uma lavagem cerebral. Jornalista e historiador, Maringoni fala de um tema que conhece em primeira mão. Viajou várias vezes à Venezuela e lá entrevistou quase todos os nomes que valiam a pena no tumultuado enredo político local – dos caciques da oposição conservadora, como Teodoro Petkoff, às figuras mais graduadas do regime esquerdista, entre as quais o próprio Chávez, além das mais variadas fontes na esfera acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dados confiáveis em mãos, o autor desvenda o enigma oculto sob a campanha midiática anti-chavista: como é possível que um caudilho supostamente tão desastrado mantenha altíssimos índices de apoio popular durante tanto tempo? É errado reduzir, como insistem os detratores da experiência venezuelana, o prestígio de Chávez à bonança petroleira da última década. A Venezuela já viveu outros períodos de alta dos preços do petróleo, sem que a população tivesse tido acesso a mais do que umas magras migalhas do banquete. A marca da gestão chavista é algo que as primeiras gestões municipais petistas defendiam no Brasil e que, lamentavelmente, diluiu-se no lodaçal dos compromissos com as classes dominantes: a inversão das prioridades em favor das multidões oprimidas, ainda que ao preço do confronto aberto contra as elites privilegiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Venezuela, os gastos sociais aumentaram de 8,2% do PIB, em 1998, para 13,6% em 2006. Os índices de pobreza caíram de 55,1% para 27,5%. O salário mínimo se elevou numa escala sem precedentes em qualquer outro país do chamado Terceiro Mundo e milhões de venezuelanos passaram a ter acesso a uma infinidade de benesses antes inalcançáveis – desde serviços essenciais, como assistência médica e dentária, aos ícones do consumo descartável, como telefones celulares. Nesse cenário em que a mudança passa do plano da retórica para a existência cotidiana, torna-se fácil entender porque Chávez foi vitorioso em todas as freqüentes consultas eleitorais que promoveu, com apenas uma exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mérito de Maringoni é que ele não se limita a salientar as conquistas do processo político venezuelano, mas também aponta, sem medo de entrar em polêmica com os defensores mais entusiastas do chavismo, os limites do festejado "socialismo do século XXI". Concretamente: após dez anos de "revolução bolivariana", o velho modelo de desenvolvimento dependente latino-americano, erigido com base na exportação de produtos primários (no caso, o petróleo), permanece inalterado. Os ganhos desse modelo, é verdade, passaram a beneficiar, pela primeira vez, a maioria da população, sobretudo depois que Chávez retirou a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) das mãos da camarilha que a controlava, enquadrando a empresa sob o controle público. Mas o caminho ainda está no seu início: "O Estado continua ineficiente, lerdo, corrupto e avesso às interferências populares", escreve o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seja prematuro falar em uma verdadeira revolução na Venezuela, é inegável que o governo de Chávez mudou a face política daquela sociedade e, em certa medida, de toda a América do Sul. A influência venezuelana se faz presente em todo um conjunto de países onde, pela primeira vez, o poder de Estado passa a ser exercido em benefício das maiorias. Como afirma Maringoni, referindo-se à época de ofensiva conservadora mundial pós-1989: "A Venezuela é, com todos os problemas, o país onde mais se avançou, nesse período, na contestação ao neoliberalismo e no questionamento do poder global dos Estados Unidos." Aí reside a explicação para o ódio que Chávez desperta entre os donos da mídia brasileira e internacional. Ele é, de fato, um sapo difícil de engolir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* é jornalista, professor na Faculdade Cásper Líbero, mestre em Relações Internacionais, doutorando em Ciência Política na Universidade de São Paulo e membro do Conselho Editorial do Brasil de Fato, e ex-professor do curso de Relações Internacionais Belas Artes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-8367128301680929060?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/8367128301680929060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/resenha-revolucao-venezuelana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/8367128301680929060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/8367128301680929060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/resenha-revolucao-venezuelana.html' title='Resenha - A Revolução Venezuelana'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SpsPyDaumpI/AAAAAAAAADw/M8QtHrWwBbs/s72-c/Resenha+-+Gilberto+Maringoni+A+Revolu%C3%A7%C3%A3o+Venezuelana+-+Igor+Fuser.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-7717845164300113869</id><published>2009-08-17T14:40:00.011-03:00</published><updated>2009-08-31T16:43:42.074-03:00</updated><title type='text'>Imagem do Mês - Operação Pandemia</title><content type='html'>&lt;br /&gt;O pequeno documentário busca os interesses e os dados reais - para além do que é divulgado pela mídia - sobre a gripe causada pelo vírus Influenza A. vale a pena assistir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CcgCBiyGljM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CcgCBiyGljM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-7717845164300113869?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=CcgCBiyGljM' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/7717845164300113869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/imagem-do-mes-operacao-pandemia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7717845164300113869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7717845164300113869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/08/imagem-do-mes-operacao-pandemia.html' title='Imagem do Mês - Operação Pandemia'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-3114351555496021059</id><published>2009-05-01T23:44:00.007-03:00</published><updated>2009-05-02T00:33:18.840-03:00</updated><title type='text'>Nota da redação</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;(Não leia antes de ver o artigo “FEBEABA do Marconini” e os comentários a seu respeito)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da publicação desta edição de &lt;strong&gt;O Diplomático&lt;/strong&gt;, não imaginava eu que haveria tantas reações enérgicas ao artigo “FEBEABA do Marconini”. Pensei em postar simplesmente um comentário sobre a discussão, mas algumas colocações feitas dizem respeito não só à minha opinião mas também à minha atuação enquanto editor responsável por este espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil saber por onde começar, mas vamos lá. Explicarei como funciona o blog, em primeiro lugar, para evitar confusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;é, como diz em seu cabeçalho, “uma publicação coletiva e democrática”. E há lá também a seguinte inscrição: “Blog dos alunos de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo”. Pois bem, o que isso significa? Significa que todos os alunos de RI da BA podem participar da publicação (enviando textos, participando das reuniões do Conselho Editorial etc.). Se o fazem ou não, é uma outra questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, acabo de me lembrar que existe um Projeto Editorial que orienta &lt;strong&gt;O Diplomático&lt;/strong&gt;. Quem quiser saber mais pode solicitar uma cópia dele a qualquer um dos membros da gestão Nova Ordem Acadêmica. Este espaço é sério e o respeito a ele é uma exigência da qual não abro mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem colocou Paulo Meirelles em seu comentário, os artigos assinados refletem a opinião do autor, e não necessariamente a opinião da BA ou do CA. O Marcio, como aluno, tem o direito de escrever o que quiser desde que isso não vá de encontro à nossa linha editorial, que preza pela tolerância e pelo respeito. Não encontro no texto em foco qualquer trecho que possa ser qualificado como desrespeitoso, vejo-o antes como um artigo crítico que se contrapõe a uma opinião divergente, ambas com razão de existir. E, como todo artigo, expressa a “opinião pessoal” de alguém, com o perdão da redundância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tudo isso para demonstrar que o artigo do Marcio foi publicado no lugar correto, ao contrário do que aventa o aluno Lucas Fazioli Fedele. Se foi um devaneio ou se foi expresso de forma inadequada, é outro debate, do qual tratarei mais abaixo, quando chegarmos ao mito da imparcialidade. O tempo em que havia censura em grande medida já se foi, embora alguns pareçam sentir saudades. O texto não será excluído e nenhum tipo de ingerência aqui será aceito, ao menos enquanto eu for o editor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se apenas foi publicada a opinião do Marcio sobre tal palestra, isso se deve ao fato de ele ter sido o único aluno a escrever e enviar um texto. Aproveito para deixar registrado que o outro artigo que seria publicado (geralmente são ao menos dois) não o foi porque quem havia ficado responsável por ele não o enviou. De quem estou falando? De um tal Filipe Matheus, por acaso o mesmo que agora aparece para comentar a postagem afirmando ser o Marconini uma personalidade “inquestionável”. Inquestionáveis não são nem mesmo os deuses, pois podemos questionar a existência ou não deles. Imagine um ser humano... Ora, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a porta continua aberta, pois, ao contrário do que insinua o outro Lucas, o Parreira Lorini, não só publicamos o seu comentário inteiro neste espaço como também publicaríamos um artigo dele caso tivesse se dado ao trabalho de escrever um – interferimos apenas para fazer ajustes gramaticais e ortográficos e, como você parece escrever razoavelmente bem, não haveria tanto o que mexer. O seu questionamento sobre o espírito democrático dos que participam deste blog, no entanto, é inaceitável e demonstra total distanciamento seu em relação aos membros do CA. Como disse Voltaire (aproveitando que as citações estão em alta no fórum), “não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sobre o papel do CA e do blog, tenho a dizer que não é nosso dever central divulgar uma boa imagem do curso, mas estimular a capacidade crítica e reflexiva de cada estudante, buscando elevar seu grau de consciência e conhecimento. Feito isso, uma boa imagem dos alunos e do curso é conseqüência. O caminho para isso não é sendo condescendente (ou, para ficar claro, “puxando o saco”) de poderosos em geral nem tampouco assumindo o papel de agência de publicidade da instituição, até porque ela já deve ter uma contratada. É preciso ir além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso: quem discorda da atual gestão pode se organizar e formar uma chapa para concorrer ao CA no fim do ano, mas não vale querer deslegitimar uma representação que, é importante lembrar, foi eleita com o apoio de cerca de 85% do corpo discente. Outro aviso: isso dá trabalho. Corre-se o risco de noites mal dormidas para levar ao ar uma publicação que depois, em minutos, pode ser achincalhada sem o menor rigor ou respeito. Ainda sim, acredito que valha a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado tudo isso, tratarei de outro ponto. Não assisti à palestra, mas como todos os “revoltados” espernearam sem negar que as falas preconceituosas do Marconini reproduzidas pelo Marcio são verdadeiras, me pautarei nisso para levantar alguns questionamentos. Além do que o companheiro Marcio possui uma excelente reputação, tem credibilidade no curso e é uma pessoa que goza da minha absoluta confiança. (E talvez ele veja um pouco além, Lucas, por estar no sétimo semestre... creio não ser à toa que ele ocupa a presidência do CA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não vou conseguir abordar tudo com o rigor e a minúcia que gostaria. De qualquer forma, pensemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi a existência de comentários absolutamente contraditórios. O primeiro Lucas diz que debater um artigo vai contra o seu bom-senso. Política não é futebol nem religião, meu caro, é algo racional que pode e deve ser debatido. Ele afirma que o Marcio disse asneiras e que sua visão é “obtusa”. O que pode ser mais obtuso e pobre do que dividir as opiniões políticas em certas ou erradas? Pois é isso que ele faz ao dizer ter sido “comunista convicto, até o dia em que me provaram estar errado”. Coitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;não é imparcial. Causa choque a alguém essa afirmação? Pois não deveria causar a um universitário. Não existe imparcialidade nos veículos de comunicação, e os que dizem exercê-la nada mais estão fazendo do que vender a sua visão como se fosse a única possível ou verdadeira. Em jornalismo sério, fala-se de responsabilidade em relação às informações veiculadas e em honestidade de assumir seu ponto de vista de modo transparente. A atual gestão é composta majoritariamente de alunos de esquerda, e creio que isso não seja surpresa para ninguém, mas não é só. E não há sequer um extremista, tenham certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que disse o Lucas Parreira Lorini, a crise atual pode não ser conjuntural, mas estrutural. E será preciso escolher um modelo a seguir, que pode ser o da FIESP, de dar sobrevida a um sistema que explora muitos para assegurar o sossego de uns poucos. Projeto este que, como demonstrou a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, envolve muita corrupção, para manter longe do poder políticos que ousem desafiar o tal do status quo, ou seja, a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro projeto possível é o levado a cabo por tantos outros governos da América Latina, que têm como prioridade o povo (ausente da definição de Brasil de umdos Lucas). Venezuela e Bolívia têm analfabetismo hoje em torno de zero (segundo dados da ONU, antes que questionem). E a solução de outros problemas sociais avança. O povo passou a desempenhar algum papel, o Estado está se democratizando (muito embora a “grande mídia”, por estar a serviço de “grandes interesses”, tente demonstrar o contrário, criando um senso comum raso e falso, não permitido a alunos de RI que pretendam em algum momento da vida reivindicar a carreira de intelectual).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, enquanto estudantes considerarem uma palestra em que um indivíduo diz que é preciso dar “uma cacetada” em outro povo a melhor de um evento o país não irá muito longe mesmo. (E, conhecendo o professor Sidney, sei que a atividade com Marconini foi a exceção, jamais a regra, da Semana Diplomática.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, fica a pergunta: e se o Marcio tivesse chamado de “elefante bêbado” o Marconini? Por muito menos, Marcio foi acusado de uma série de coisas, inclusive de ser “arrogante”, justamente por alguém que em seu comentário desrespeitou outrem – no caso, Lucas Fedele foi arrogante com Marcelo, segundo a acepção que ele mesmo encontrou no dicionário para a palavra. Aliás, ele se diz contra cercear a expressão das opiniões, mas sugere a retirada do texto do Marcio do blog. Ah, e ele fala também em “nível intelectual”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que vivemos em uma sociedade livre. Ande pela sua cidade e verá que essa liberdade não é a mesma para todos, aposto que muitos gostariam de fazer RI na BA, mas ou não podem pagar os “míseros” mil reais cobrados ou tiveram uma formação tão precária que sequer sabem o que significa “relações internacionais”. É isso a liberdade para você? Pois, para mim, não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro o risco de ser acusado de ser panfletário mesmo sem citar Marx (e esse é um critério absurdo), mas não me importo. O Filipe diz lamentar o artigo do Marcio. Pois eu lamento o fato de haver entre nós aqueles que agem como o escravo que, para agradar ao seu senhor, matava outro escravo. É preciso levantarmos a cabeça e identificarmos os problemas que acometem este país, e isso não se dará com estudantes brigando entre si, ainda mais com um grupo defendendo aqueles que são responsáveis em certa medida pelo estado em que se encontra o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Max Gimenes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Se por “sequazes” do Marcio entende-se “os comunistas”, ou alguma variação disso, sinto-me pessoalmente ofendido. Chamar de “gente estragada” aqueles que lutam por um outro mundo possível e necessário, com justiça social e onde todo ser humano possa ser verdadeiramente livre, é um disparate. Ninguém precisa concordar com o texto acima, aliás é saudável que não o façam sem antes refletir criticamente, mas tenham a certeza de que ele foi escrito com responsabilidade e honestidade. E, obedecendo a regra da transparência, declaro: eis aqui um comunista, que não esconde as suas convicções atrás da máscara de uma suposta "isenção" nem distorce a realidade para melhor atendê-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-3114351555496021059?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/3114351555496021059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/05/nota-da-redacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3114351555496021059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3114351555496021059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/05/nota-da-redacao.html' title='Nota da redação'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-4845055956534889749</id><published>2009-04-25T01:03:00.011-03:00</published><updated>2009-05-01T17:58:24.169-03:00</updated><title type='text'>Editorial</title><content type='html'>&lt;br&gt;E eis que &lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;chega a sua quarta edição. E com novidades! A primeira é que este talvez seja o último número da publicação editado por mim, Max Gimenes, como o foram todos os anteriores. Para quem não sabe, estou com a matrícula trancada na Belas Artes pelo fato de, desde o início do ano, estar cursando Ciências Sociais na USP. É claro que eu fiz e continuo fazendo questão de colaborar com o CA, mas é razoável que este blog seja editado por alguém que esteja efetivamente matriculado no curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse alguém já existe, é a competentíssima Mariana Nunes de Moura Souza, aluna do sétimo semestre e que por acaso também atua profissionalmente na área de comunicação. Enfim, a partir de agora a Secretária de Comunicação do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes é ela! Com isso, Mariana passa a ocupar também uma das sete vagas do Conselho Editorial de &lt;strong&gt;O Diplomático&lt;/strong&gt;, assim como Aline Ossani, estudante do terceiro semestre, que se tornou Secretária de Movimentos Sociais no lugar do Yuri, que há algum tempo abandonou a gestão Nova Ordem Acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda novidade é que, para que esse período de transição ocorra sem maiores problemas, &lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;tornou-se uma publicação bimestral. A próxima edição, de maio/junho, será já provavelmente editada pela Mariana, mulher que pode certamente levar este blog em frente com qualidade literária e espírito crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seção &lt;strong&gt;Bate-papo Internacionalista &lt;/strong&gt;abaixo traz um trecho de uma entrevista com a filósofa Marilena Chaui, gentilmente liberado pela revista &lt;strong&gt;CULT&lt;/strong&gt; para nossa publicação. O único artigo desta edição, casado com a seção &lt;strong&gt;Imagem do Mês&lt;/strong&gt;, foi escrito pelo presidente do CA, Marcio Moraes do Nascimento, e versa sobre a opinião deste acerca da participação de Mario Marconini na Semana Diplomática, que ocorreu de 13 a 17 de abril na BA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte final desta edição, &lt;strong&gt;Resenhas&lt;/strong&gt;, também tem novidades: a opinião sobre dois livros foram trazidas. Aline Ossani, aluna do terceiro semestre, escreveu sobre &lt;em&gt;O menino do pijama listrado&lt;/em&gt;, de John Boyne (Cia. da Letras, 2007), obra que aborda o nazismo e o marcante período da II Guerra Mundial. E eu escrevi sobre &lt;em&gt;O Massacre&lt;/em&gt;, de Eric Nepomuceno (Planeta, 2007), ótima referência para quem busca entender os conflitos em torno da questão da terra no Brasil e o porquê do chamado “Abril Vermelho” promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a última enquete perguntou aos visitantes do blog quem eles gostariam de ver dando uma Aula Magna. 39% escolheram “Paul Singer”, que foi seguido de perto por “Ceso Lafer”, apoiado por 31%, enquanto apenas 7% manifestaram-se a favor de “Cristovam Buarque” (nome aqui grafado corretamente, em vez de “Cristóvão”, como havia saído na edição anterior). Entre as outras opções, que admitiam a escolha de mais de um nome, 17% escolheram “Celso Lafer ou Paul Singer, mas não Cristovam Buarque” e 9%, “Cristovam Buarque ou Paul Singer, mas não Celso Lafer”. 1% foi indiferente, e as alternativas “Celso Lafer ou Cristovam Buarque, mas não Paul Singer” e “Nenhum” tiveram ambas 0% dos votos. Desta vez &lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;quer saber a sua opinião sobre o caso Cesare Battisti. Participe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenham todos uma boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Editor&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-4845055956534889749?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/4845055956534889749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/editorial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4845055956534889749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4845055956534889749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/editorial.html' title='Editorial'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-4751971619788570348</id><published>2009-04-25T01:01:00.004-03:00</published><updated>2009-04-26T10:57:59.508-03:00</updated><title type='text'>Agenda Diplomática</title><content type='html'>&lt;br&gt;Este é o espaço dedicado às atividades do mês a que todos nós devemos estar atentos. Aproveitando o potencial de interação que um blog oferece, a Agenda Diplomática será um espaço sempre em construção, que cada um poderá completar por meio de comentários e/ou e-mails. Fiquem à vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&gt; Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (ENERI)&lt;br /&gt;De 30/4 a 3/5 na ESPM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; III Encontro de Mulheres Estudantes &lt;br /&gt;De 1º a 3 de maio em MG&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer dúvida, deixe um comentário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-4751971619788570348?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/4751971619788570348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/agenda-diplomatica_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4751971619788570348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4751971619788570348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/agenda-diplomatica_25.html' title='Agenda Diplomática'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-7237753239834923031</id><published>2009-04-25T00:53:00.008-03:00</published><updated>2009-05-02T00:31:45.687-03:00</updated><title type='text'>Bate-papo Internacionalista</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entrevista a Juvenal Savian Filho e Eduardo Socha, para a revista&lt;/em&gt; CULT&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Refrear, neste caso, uma declaração talvez mais entusiasmada seria um gesto insensato: Marilena Chaui é, sob vários aspectos, uma das personalidades mais admiráveis do país. Pois não basta dizer que sua trajetória como educadora se confunde com a própria difusão da filosofia universitária no Brasil. Essa constatação, evidente quando se observa a formação de nossos departamentos de filosofia, deriva de apenas uma das linhas de atuação da pensadora. Sua ativa participação nas discussões sobre os rumos da educação brasileira atestam a continuidade do engajamento, que vai além dos muros universitários da FFLCH-USP, onde leciona há 40 anos. Comprovando que também é possível romper com a elitização do ensino de filosofia sem abandonar o rigor que caracteriza a verdadeira atitude filosófica, seu livro &lt;em&gt;Convite à filosofia &lt;/em&gt;tornou-se uma introdução surpreendente ao filosofar e referência praticamente obrigatória para o ensino médio. &lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Em razão de sua militância no campo político-partidário - outra linha de atuação -, seu nome hoje integra o panteão dos intelectuais que forneceram as coordenadas teóricas para a consolidação da democracia em nossa história política recente. Membro fundador do PT, teve experiência no Poder Executivo como secretária de Cultura de São Paulo, na gestão de Luiza Erundina; experiência esta que, segundo a própria filósofa, requisitava um jogo de cintura incompatível com o princípio de autonomia da atividade intelectual, esta sim sua vocação declarada. Distante do Executivo, não deixou porém de atuar como conselheira e porta-voz dos ideais emancipatórios e democráticos dos diversos movimentos de esquerda.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Como se não bastasse, sua pesquisa acadêmica, voltada à filosofia de Espinosa e de Merleau-Ponty, marcada pela interpretação austera dos textos, pelo respeito filológico ao "espírito de letra" dos pensadores, conquistou o reconhecimento nacional e internacional. Distinções como a Ordre des Palmes Académiques, conferida pela Presidência da República francesa (1992), e os dois títulos de doutorado honoris causa, um pela Universidade de Paris 8 (2003), outro pela Universidade de Córdoba (2004), são exemplos que por si testemunham o alcance notável de sua produção.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Sim, claro, existem os críticos de seu trabalho. Mas, infelizmente, poucos merecem ser ouvidos ou lidos. Dizemos infelizmente, porque o primitivismo e a esterilidade de grande parte dessa crítica confirmam a precariedade intelectual de nossos debates, de nosso atual estado de coisas. A tais críticas, que tão logo expoem suas fissuras de raciocínio, caberia apenas o riso da indulgência não fosse o espaço midiático que ocupam, não fosse a agressividade de suas manifestações, o preconceito, o ressentimento e o desvirtuamento rasteiro; as atitudes lamentáveis que afinal determinam o modus operandi de uma parcela da direita brasileira.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Na entrega do honoris causa pela Universidade de Paris, disseram: "Para alguns, a filosofia é uma carreira universitária. Para outros, mais raros, ela é um combate. Era, certamente, o caso de Espinosa. E é também, sem dúvida, o de Marilena Chaui". Talvez isso explique a resistência e a polivalência da pensadora em um país com tantas adversidades. Talvez isso justifique também o espírito enérgico pelo qual manifesta suas convicções na educação, na política, em sua pesquisa acadêmica. Mas o segredo maior parece ser o apreço pelo tempo necessário à reflexão. Na mesma cerimônia, Claude Lefort lembrou que a eloquência e a rapidez de sua inteligência não ocultam paradoxalmente o traço que melhor caracteriza a filósofa: a paciência do pensamento.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Marilena prepara atualmente o segundo volume de &lt;em&gt;A nervura do real&lt;/em&gt;, continuação de sua obra sobre política em Espinosa. Nesta entrevista, concedida à CULT, a filósofa fala sobre a atual crise financeira, a popularidade do governo Lula, a inclusão da filosofia no ensino médio e também sobre sua trajetória de vida.&lt;br /&gt;                              &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CULT - Diante da crise, a senhora acredita que estamos vivendo um momento histórico privilegiado para a reorganização da esquerda, para a reavaliação de seu conteúdo programático, para novas formas de mobilização popular? Ou a oportunidade será absorvida pelo redemoinho ideológico do liberalismo, agora em versão "light", de caráter mais keynesiano?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Marilena Chaui - Penso que as duas possibilidades estão dadas. Considero este um momento privilegiado, pois o fim do neoliberalismo (e não do capitalismo, claro!) abre um campo de reflexões novas para a esquerda e, uma vez que as atenções da economia e das políticas governamentais se voltam novamente para a esfera da produção e do trabalho (aquilo que significativamente os economistas agora chamam de "economia real"), também se abre um campo para práticas de classe por parte dos trabalhadores, assim como se torna possível o reaparecimento de movimentos sociais dirigidos aos direitos econômicos, sociais e políticos. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Pois está colocada em questão a operação própria do neoliberalismo, qual seja, a de dirigir todos os recursos públicos para os interesses do capital, levando à privatização dos direitos sociais, ao transformá-los em serviços privados a serem adquiridos no mercado. O pensamento e a práxis se abrem porque a percepção da irracionalidade do mercado desmantela a crença em sua suposta racionalidade autônoma, crença que durante 30 anos assegurou a hegemonia ideológica do chamado "pensamento único". &lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Ou seja, quando se fala em "economia real" para se referir à esfera da produção, o que se anuncia é a retomada da discussão do núcleo do modo de produção capitalista, isto é, o valor produzido pelo trabalho, e havia sido justamente isso que o monetarismo neoliberal julgara ter liquidado para sempre ao supor que poderia tratar o capital como moeda e não como resultado do processo de trabalho. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Sem dúvida, a abertura do tempo histórico será um processo longo e difícil e por isso mesmo, a curto prazo, irá prevalecer a tentativa de um neoliberalismo moderado, temperado com idéias keynesianas. Porém, o simples fato de vermos os governos e partidos de direita propondo medidas de cunho social-democrata já indica os limites da tentativa de manter o capital financeiro na direção da economia. Além disso, observa-se que as medidas econômicas e políticas colocam novamente na cena a figura do Estado nacional, que o "pensamento único" e a chamada globalização haviam decretado extinto. &lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Em outras palavras, não é tanto a figura do Estado nacional que importa aqui e sim o fato de que com ele reaparece a figura da sociedade civil, na qual se dá a luta de classes, que o neoliberalismo também considerava extinta. Não se trata de um retorno à situação anterior ao neoliberalismo - essa é a crença da direita, ao tentar dar um jeito numa política neoliberal com pitadas social-democratas - e sim de algo novo que, como tal, suscitará um pensamento novo e uma práxis nova. Em suma, o neoliberalismo, dirigindo os fundos públicos exclusivamente para o capital, se caracterizou pelo encolhimento do espaço público republicano e democrático e pelo alargamento do espaço privado dos interesses de mercado; seu fim, portanto, pode significar a reabertura do espaço público e o encolhimento do espaço privado.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CULT - A senhora disse que o governo atual "não é o governo dos nossos sonhos, não é exatamente da esquerda", que não teria o perfil de esquerda. Considerando, portanto, essa ambiguidade ideológica que se reflete na própria agenda do governo, a senhora acredita que políticas assistencialistas, além do carisma e da identificação popular do presidente, são suficientes para explicar sua boa avaliação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;MC - Sim e não. Sim, porque num país em que o corte de classe sempre definiu os governos, isto é, em que as políticas voltadas para os direitos sociais, políticos e culturais de todos os cidadãos nunca foram desenvolvidas ou, quando o foram, nunca foram prioritárias, em que as carências da maioria da sociedade sempre foram ignoradas em nome dos privilégios da minoria, as ações deste governo instituem práticas de inclusão sem precedentes na história do Brasil e, em grande parte, são responsáveis pela avaliação positiva do governo. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Não, porque a avaliação positiva do governo perpassa todas as classes sociais, indicando que há aprovação de outras ações governamentais, além daquelas voltadas para a transferência de renda e inclusão social; há aprovação da política externa, marcada pela independência, do PAC, da maneira como o Brasil sofrerá menos que outros os efeitos da crise financeira etc. &lt;br /&gt;Penso também que é preciso dar um basta à tentativa de caracterizar o governo e o presidente da República como populistas. O populismo (tal como concebido pela sociologia brasileira, já que o conceito não é homogêneo para todas as sociedades) é a política da classe dominante para exercer o controle sobre as classes populares e/ou sobre a classe média tanto por meio de concessão de benefícios pontuais quanto por meio da figura do governante como salvador e protetor. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Ora, todos esses traços estão ausentes no governo Lula: o atual presidente da República não pertence à classe dominante, não concede benefícios pontuais e sim assegura a instituição de direitos com os quais se institui uma democracia, consequentemente, a figura do governante não tem a marca da transcendência, necessária à dimensão salvífica e protetora do dirigente não democrático.  &lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Aliás, um dos pontos mais caros à mídia, que serve como ponta de lança nos ataques dirigidos ao presidente, é exatamente sua condição de classe: um operário sem diploma universitário, que não fala várias línguas, que comete gafes em situações de etiqueta e cerimonial etc. Ou seja, a mídia entra em contradição consigo mesma quando junta populismo e presidente operário sem diploma universitário. &lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;&lt;em&gt;A íntegra da entrevista está disponível na edição de março da revista &lt;a href="http://revistacult.uol.com.br/website/edicao/content.asp?edtCode=48BD31BE-2058-4145-A30B-D187665721B8"target="_blank"&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;CULT&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-7237753239834923031?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/7237753239834923031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/bate-papo-internacionalista.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7237753239834923031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7237753239834923031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/bate-papo-internacionalista.html' title='Bate-papo Internacionalista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-7654311506065485367</id><published>2009-04-25T00:52:00.003-03:00</published><updated>2009-05-02T00:30:31.104-03:00</updated><title type='text'>Opinião Internacionalista + Imagem do Mês</title><content type='html'>&lt;br&gt;Para ver o seu artigo publicado nesta seção, escreva para nós (&lt;a href="mailto:novaordemacademica@gmail.com"&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/a&gt;). Como assunto da mensagem, coloque a palavra “&lt;strong&gt;Opinião&lt;/strong&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-7654311506065485367?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/7654311506065485367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/opiniao-internacionalista-imagem-do-mes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7654311506065485367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7654311506065485367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/opiniao-internacionalista-imagem-do-mes.html' title='Opinião Internacionalista + Imagem do Mês'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1101425290785572050</id><published>2009-04-25T00:37:00.004-03:00</published><updated>2009-04-25T00:51:27.502-03:00</updated><title type='text'>O FEBEABA (Festival de Besteiras que Assola a Belas Artes) do Marconini</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Marcio Moraes do Nascimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKGZgsD9WI/AAAAAAAAADY/nmDpDrH0NZI/s1600-h/la18.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKGZgsD9WI/AAAAAAAAADY/nmDpDrH0NZI/s320/la18.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328469081962313058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na semana do dia 13 a 17 de abril, foi organizada pela Coordenação do Curso de Relações Internacionais da Belas Artes a Semana Diplomática.  Dentre todos os convidados me chamou a atenção a Palestra do Sr. Mario Marconini, representante da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (FIESP) e que tinha como tema de sua exposição “A Crise e as suas Repercussões no Comércio Internacional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o palestrante se ateve de forma superficial ao tema, parecia não ter muito a dizer, e o pouco que disse a respeito não passou de um festival de obviedades, o que era de se esperar já que a atual crise põe em cheque muito dos interesses defendidos pelo palestrante e sua instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que para superar suas deficiências o Sr. Marconini apelou para as típicas e esperadas piadas de cunho fartamente preconceituoso. Seu principal alvo foram os governantes da América Latina. Falou de Hugo Chávez, de Cristina Kirchner, de Evo Morales, não sobrou pedra sobre pedra. Do presidente brasileiro, falou: “Parece um elefante bêbado”. Eu, cá com meus botões, pensei: o que vem a ser um “elefante bêbado”, será que alguém já viu um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras pérolas do Sr. Marconini: “O Brasil deveria dar uma cacetada na Bolívia”; “ONGs de direitos humanos não podem protestar contra a OMC, virou moda”. Ouvindo esse Sr., lembrei-me do Stanislaw Ponte Preta e seu FEBEAPA (Festival de Besteiras que Assola o País). O palestrante transformou a noite em que participou da Semana Diplomática num FEBEABA (Festival de Besteiras que Assola a Belas Artes). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma desafortunada, não pude questionar o palestrante em relação a suas afirmações preconceituosas e obtusas, pareceu-me que as perguntas eram pré-estabelecidas e ninguém pôde fazer um questionamento mais incisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de dizer ao Sr. Mario Marconini que, mesmo representando um projeto de poder (o projeto de poder da FIESP, que se encontra explicitado nos relatórios da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal) diametralmente oposto ao de diversos chefes de Estado da América Latina, isso não lhe dá o direito de desrespeitá-los de forma tão grosseira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas frases de efeito arrancaram gracejos da platéia, porém essas teriam sido mais propícias se ditas num boteco e não num ambiente acadêmico, numa palestra para um público que aprende a respeitar os valores da democracia e da diplomacia. Dizer que o Brasil deveria dar uma “cacetada” na Bolívia contradiz completamente a nossa bela tradição diplomática, reconhecida no mundo inteiro com uma das melhores escolas da área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me fosse permitido falar na ocasião, diria que as ONGs de direitos humanos exercem um papel importante já que os direitos humanos, sociais e trabalhistas são vilipendiados cotidianamente pelas transnacionais e pelo agronegócio, e que isso é um assunto que deve ser tratado em organismos como a OMC. Talvez ele relativizasse o que disse, me pareceu o tipo de pessoa que faz isso, daqueles que acreditam em “ditabrandas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria saber do palestrante por que, ao se referir à Bolívia, insinuou que esse país não tinha povo. Qual o motivo? Talvez pelo fato de o presidente dessa nação ser índio e seu povo ser majoritariamente de origem indígena? Lembrei-me de duas coisas: primeiro, do Cônsul boliviano que esteve na Belas Artes na Semana Diplomática de 2007 que, com humildade e simpatia, nos explicou os problemas sociais do país, fruto de anos de espoliação do povo por parte de governantes descompromissados com o bem-estar da população. E, segundo, que a FIESP deve apoiar as instituições congêneres do departamento de Santa Cruz de la Sierra, que a todo momento proclama o golpe, numa demonstração de fascismo político e desrespeito à vontade popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Marconini considera o governo Lula de esquerda, e complementa: “Mesmo sendo de esquerda, eles não são protecionistas”. Primeiro, o Governo Lula não é de esquerda, no máximo é um governo de centro-esquerda, e olha que estou sendo bonzinho, pois na coalizão governista convivem partidos de centro-direita, sem contar o famigerado presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. E, segundo, queria saber de onde o palestrante tirou que a esquerda é protecionista, já li muita teoria de esquerda e nunca li uma coisa dessas. Ao contrário, a esquerda é internacionalista por essência, é só lembrarmos do velho Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão que tenho de tudo isso é que não cabe no nosso curso, tão bem coordenado por uma pessoa que é referência moral e intelectual a todos os alunos de Relações Internacionais da Belas Artes, esse tipo de palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se Mario Marconini sempre é assim ou se estava num dia ruim, talvez exasperado com as consequências da Operação Castelo de Areia. O que espero sinceramente é que o FEBEABA do Marconini nunca mais venha nos visitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1101425290785572050?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1101425290785572050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/o-febeaba-festival-de-besteiras-que.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1101425290785572050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1101425290785572050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/o-febeaba-festival-de-besteiras-que.html' title='O FEBEABA (Festival de Besteiras que Assola a Belas Artes) do Marconini'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKGZgsD9WI/AAAAAAAAADY/nmDpDrH0NZI/s72-c/la18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-7520919991117859162</id><published>2009-04-25T00:35:00.002-03:00</published><updated>2009-04-25T00:37:29.324-03:00</updated><title type='text'>Resenhas</title><content type='html'>&lt;br&gt;Para ver a sua resenha de filme e/ou livro publicada nesta seção, escreva para nós (&lt;a href="mailto:novaordemacademica@gmail.com"&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/a&gt;). Como assunto da mensagem, coloque a palavra &lt;strong&gt;“Resenha”.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-7520919991117859162?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/7520919991117859162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/resenhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7520919991117859162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7520919991117859162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/resenhas.html' title='Resenhas'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-4768982137111071326</id><published>2009-04-25T00:31:00.004-03:00</published><updated>2009-05-01T16:33:40.327-03:00</updated><title type='text'>O menino do pijama listrado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKEzj3TGfI/AAAAAAAAADQ/hduNtKZen_c/s1600-h/capa+do+livro.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKEzj3TGfI/AAAAAAAAADQ/hduNtKZen_c/s320/capa+do+livro.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328467330468092402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Aline Ossani&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do olhar de uma criança, John Boyne nos apresenta seu livro &lt;em&gt;O menino do pijama listrado&lt;/em&gt;, no qual contrasta a inocência em meio ao ódio e o preconceito deixado pela história do holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto se passa no complexo de Auschwitz, o maior entre os 2 mil campos de concentração e trabalhos forçados construídos pelos nazistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno, o personagem principal, tem 8 anos e mora com seus pais e sua irmã em uma grande e confortável casa em Berlim. Seu mundo desmorona quando certo dia, ao chegar em casa, se depara com Maria, a empregada, arrumando suas coisas, até mesmo aquelas que ele escondia e não eram da conta de ninguém, pois estavam de mudança. Seu pai fora designado pelo seu chefe, o Fúria, para um trabalho em outra cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como característica de quase todos os homens, as mudanças despertam certos sentimentos de angústia e inquietações e, com Bruno, não foi diferente. Achou a nova casa pequena e se entristeceu por não ter vizinhos nem garotos de sua idade para brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma visão da janela do seu quarto o intrigava. Avistava pessoas vestidas com as mesmas roupas, todos usavam pijama cinza listrado com um boné cinza na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movido por seu espírito aventureiro, Bruno saía para explorar os arredores da casa. Em uma de suas explorações se deparou com uma cerca que dividia sua casa do local para onde estavam indo as pessoas de pijama listrado. E também conheceu Shmuel, um garoto da sua idade com quem, a partir daquele dia, passaria a se encontrar e passar tardes e mais tardes conversando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque do livro é exatamente na construção dessa amizade livre de preconceitos em tempos de guerra. Os garotos não tinham conhecimento do marco da história em que viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno pensava que o outro lado da cerca era mais alegre e sempre insistia a Shmuel para que o levasse para lá. E não demorou para que isso acontecesse, mas ele se decepcionou com o que encontrou: pessoas tristes, magras, com olhos fundos e as cabeças raspadas. Viu também alguns soldados, que riam e seguravam armas. O que Bruno não imaginava era que essa sua aventura não teria volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de um oficial nazista, o personagem principal é vítima dos meios de dizimação em massa dos quais o pai era o mandante. O ódio aos judeus dominava o pensamento nazista e estes viam a raça como a chave para o entendimento da história do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro choca seus leitores por tratar de maneira singela e surpreendente um fato que marcou e marcará a história para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-4768982137111071326?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/4768982137111071326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/o-menino-do-pijama-listrado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4768982137111071326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4768982137111071326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/o-menino-do-pijama-listrado.html' title='O menino do pijama listrado'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKEzj3TGfI/AAAAAAAAADQ/hduNtKZen_c/s72-c/capa+do+livro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-5279935107996046737</id><published>2009-04-25T00:27:00.007-03:00</published><updated>2009-05-01T16:55:26.871-03:00</updated><title type='text'>Eric Nepomuceno, um jabuti*</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKDq2UiJ9I/AAAAAAAAADA/7t4IIVhHLYM/s1600-h/livro_omassacre_eric_nep%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 166px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKDq2UiJ9I/AAAAAAAAADA/7t4IIVhHLYM/s320/livro_omassacre_eric_nep%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328466081292101586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Max Gimenes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite do dia 29 de outubro do ano passado, em São Paulo, ocorreu a cerimônia de entrega das estatuetas da 50ª edição do Prêmio Jabuti, cujos vencedores já eram conhecidos desde o dia 23 do mês anterior. O concurso literário, um dos mais tradicionais e prestigiados do país, é organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade que reúne diversas empresas do setor livreiro nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1958, quando o prêmio foi idealizado pelo então presidente da CBL, Edgar Cavalheiro, os primeiros colocados de cada categoria recebem prêmios em dinheiro. Já as estatuetas são estendidas também aos segundos e terceiros lugares. E, nesta edição de 2008, é justamente um livro detentor de uma segunda colocação – na categoria de livro de reportagem – que merece nota, seja pela relevância do tema ou pela maestria com que foi escrito. Ou ainda pelo desejo manifesto do autor de ver a justiça sendo feita neste país em que ele tanto demonstra acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de &lt;em&gt;O Massacre – Eldorado do Carajás: uma história de impunidade&lt;/em&gt; (Planeta, 2007), de Eric Nepomuceno, jornalista, escritor e tradutor respeitado por seu trabalho e pela coerência e retidão com que o desempenha. A obra, que conta com um belo projeto de miolo e de capa, traz fotos de Sebastião Salgado, fotógrafo mineiro reconhecido mundialmente por seu estilo singular de captar imagens e momentos, sem dúvida um dos mais respeitados repórteres fotográficos da atualidade, com atuação marcada principalmente por voltar suas lentes para a vida daqueles que vivem à margem da sociedade, dos excluídos em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao avançar pelas primeiras páginas de &lt;em&gt;O Massacre&lt;/em&gt;, o leitor logo percebe a profundidade do mergulho que está prestes a dar na história contemporânea do Brasil – e também que está diante de um iminente clássico desta. Ao longo das cinco décadas de premiação do Jabuti, criadores e criaturas entraram para a história literária brasileira, como Jorge Amado, premiado na categoria romance da primeira edição do concurso por &lt;em&gt;Gabriela, Cravo e Canela&lt;/em&gt;. Eric Nepomuceno, a seu modo, arrisca-se certamente a trilhar caminho semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez iniciada a leitura, embarca-se em uma viagem no tempo de cerca de onze anos. Chega-se à tarde do dia 17 de abril de 1996. O leitor é também levado a viajar no espaço – sem sair do lugar, é claro – rumo à região Norte do Brasil. Mais precisamente, até a margem da rodovia PA-150, a escassos quilômetros de Eldorado do Carajás, no local conhecido como Curva do S. Lá, uma marcha pacífica organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com cerca de 2500 trabalhadores oriundos da ocupação da fazenda Macaxeira, rumava para Belém a fim de levar suas reivindicações ao governo estadual. No caminho, porém, decidiram bloquear a estrada como forma de protesto ante o descaso das autoridades em relação às suas reivindicações, que incluía comida e ônibus para que chegassem à capital paraense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada seria desobstruída com brutalidade: cerca de 150 policiais militares – armados inclusive com itens alheios ao seu arsenal, como foices e carabinas – promoveram uma verdadeira matança, abrindo fogo contra uma multidão indefesa, em que havia até mesmo mulheres e crianças. Do lado dos sem-terra, dezenove foram os mortos e 69, os feridos – dos quais três viriam a falecer posteriormente em decorrência de complicações causadas pelos tiros. Isso sem contar os traumas psicológicos e os fantasmas da lembrança, que assombram até hoje os dias e as noites de grande parte dos sobreviventes. Do lado policial, onze foi o número de feridos, mas, ao contrário da versão que as elites locais ensaiaram sustentar à época, não houve confronto. Eric é categórico: essa classificação é um atrevimento, o que houve de fato foi uma carnificina premeditada, em que praticamente todos os mortos o foram com os mais macabros requintes de crueldade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do poder público, não haveria nada a esperar. Este tinha lado na trincheira. Foi do então governador do Pará que partiu a ordem para a ação da polícia. Os grandes proprietários de terra tinham muita influência nas decisões políticas, e os seus interesses eram os que prevaleciam. A relação era mesmo promíscua: os fazendeiros eram acusados ainda de ter criado um fundo para auxiliar a PM no combate aos sem-terra. Ao final do festival de horrores, conta-se, deram até festa para comemorar o “sucesso” da operação – no caso, tirar a vida dos dirigentes do movimento. Infelizmente, os assassinos teriam mesmo muito a comemorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após dois inquéritos – um militar e um civil – e julgamentos obscuros, somente duas pessoas seriam condenadas: um coronel da PM e seu subordinado de maior patente. Ambos ficaram nove meses recolhidos em estabelecimentos da polícia. Hoje, estão em liberdade. De resto, estão todos livres, leves e soltos. Daí ser o livro de Eric indispensável. Segundo o próprio, ele não tem a intenção de revelar informações bombásticas, mas de recordar um evento brutal e de soprar as brasas desse trágico momento, para que as lembranças não virem cinzas mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de hoje o MST reconhecer ter errado em sua avaliação – segundo Nepomuceno, os dirigentes achavam que as matanças haviam sido suspensas e que havia espaço para radicalização –, é possível fazer um balanço equilibrado e ponderar que resultados foram obtidos com a marcha: se, por um lado, ficaram os traumas e as famílias dilaceradas, por outro, o governo federal do então presidente Fernando Henrique Cardoso foi levado a desocupar a Macaxeira, a instalar o assentamento e a mudar a sua política com relação à reforma agrária frente à pressão da opinião pública. O assentamento se estruturou, superou a agricultura de subsistência e é hoje referência na luta pela democratização da terra. Foi também do massacre que surgiu o chamado “Abril Vermelho”, jornada de ocupações promovida pelo MST no mês de abril para exaltar a resistência daqueles que perderam a vida lutando por dignidade. E, além disso, a partir de então o 17 de abril passou a ser o Dia mundial de Luta pela Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Nepomuceno levou cerca de três anos, do início de 2004 a junho de 2007, para nos presentear com essa bela obra. Consultou testemunhas, livros, processos, relatórios, boletins, inventários, dossiês, inquéritos, artigos, ensaios, jornais e revistas para reconstituir os fatos. Ele narra com altiva sensibilidade a peleja desses brasileiros desafortunados. Leva ao leitor o sofrimento e a angústia que seguramente imperaram na ocasião. Toca o coração daqueles brasileiros que têm respeito e amor pelo próximo. E toca também a mente daqueles que se recusam a achar aceitável que 1% da população concentre 46% das terras em suas mãos enquanto 10% não têm terra ou teto, segundo dados de 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentados no livro. A situação, alarmante, em pouco mudou até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve pesquisa a respeito do motivo da escolha do jabuti como símbolo do prêmio nos traz uma reflexão bastante interessante. O jabuti seria o animal, de acordo com o folclore brasileiro, que se distingue pela paciência e pela tenacidade com que vence os desafios e, por essa razão, fora escolhido para representar a atividade de escritores, editores, livreiros e gráficos. O jabuti aceitaria sempre os desafios em que a vitória, de antemão, parece sorrir ao adversário, ilusão que logo se desfaz, pois o vencedor é o perseverante e pachorrento personagem do nosso folclore. “Diante do desafio, ele parece sempre sustentado pela convicção íntima de que será o vitorioso, não importam os obstáculos”, diz o site da CBL. Eric Nepomuceno simboliza, com mais propriedade do que qualquer outro premiado, as qualidades de um jabuti. Hoje, o triunfo parece sorrir aos autores do massacre. Escrever um livro que vai contra a corrente do poder estabelecido parece tempo perdido, mas não para Eric, que carrega dentro de si uma chama de esperança na conquista de dias melhores. Chama um tanto pertinaz, diga-se. Para a sorte de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem pensar que a jornada terminou no dia 20 de abril, quando as vítimas foram enterradas. Porém as cicatrizes continuam abertas. A busca por justiça não é movida por rancor, vingança ou revanchismo; estes sentimentos espúrios são a marca dos algozes. Uma sobrevivente, a certa altura, diz a Eric: “Eu queria esquecer o massacre, mas não dá. Quando a gente anda na rua, encontra sempre uma viúva, um outro mutilado, um órfão...”. Eric Nepomuceno discorre sobre um tema de relevância e atualidade inquestionáveis, imprescindível para o entendimento da nação em que vivemos. Ele mereceu ser premiado, sem dúvida, mas a melhor recompensa e reconhecimento que poderia almejar é a justiça. O prêmio veio rápido, é verdade. A justiça, no entanto, ameaça vir a passos lentos, talvez mais vagarosos até que os de um jabuti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Adaptado do portal &lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2597/9/"&gt;&lt;strong&gt;Correio da Cidadania&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, originalmente publicado em novembro de 2008.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-5279935107996046737?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/5279935107996046737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/eric-nepomuceno-um-jabuti.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5279935107996046737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5279935107996046737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/04/eric-nepomuceno-um-jabuti.html' title='Eric Nepomuceno, um jabuti*'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SfKDq2UiJ9I/AAAAAAAAADA/7t4IIVhHLYM/s72-c/livro_omassacre_eric_nep%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1719815874323276775</id><published>2009-03-05T16:27:00.005-03:00</published><updated>2009-03-07T00:09:10.079-03:00</updated><title type='text'>Editorial</title><content type='html'>&lt;br&gt;Passado o Carnaval, agora o ano começa pra valer. Aulas, pesquisas, provas, trabalhos e muita vontade de riscar as folhas novas do caderno ou do fichário. E eis que chegamos à terceira edição de &lt;strong&gt;O Diplomático&lt;/strong&gt;, que, apesar do pequeno atraso, continua uma publicação mensal e presente na vida de quem busca discutir as relações internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ofensiva de Israel em Gaza cessou, mas o que os nossos leitores consideram ser o primeiro passo para uma negociação justa de paz ainda não ocorreu. A opção mais votada na enquete do mês passado, com 39%, dizia que “Israel deve retornar à sua fronteira original, menor do que a atual e que foi expandida após conflitos anteriores, como a Guerra dos Seis Dias”. Na seqüência, com 30%, ficou a alternativa que afirmava que “Israel deve interromper, imediatamente e sem impor condições, o bloqueio à Gaza, permitindo assim a entrada de alimentos, remédios e energia”. Empatadas em terceiro lugar, com 13%, aparecem as opções de que “Israel deve reconhecer a legitimidade do Hamas e parar de tentar matar todos os seus líderes” e “O Hamas deve reconhecer a existência do Estado de Israel e, dessa forma, parar de pregar a sua destruição". Por fim, 4% optaram por “O Hamas deve interromper o lançamento de foguetes unilateralmente e sem pré-condições”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como prometido por &lt;strong&gt;O Diplomático&lt;/strong&gt;, trazemos nesta edição a cobertura da posse do recém-eleito presidente dos EUA, Barack Obama, feita por Paulo Meirelles, que esteve lá na terra do Tio Sam e assistiu ao megaevento com os próprios olhos. O outro artigo, também escrito por alguém que andou viajando por aí nas férias para estudar de perto as RIs, é de autoria de Ramon Bonifácio, e nos traz saudáveis questionamentos acerca da globalização e da inserção e importância do nosso continente nesse famigerado processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista deste mês, menos bombástica que a do mês passado, mas muito rica, foi feita com o ex-professor do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo Marcus Ianoni, que recentemente escreveu um artigo para o jornal &lt;strong&gt;Valor Econômico&lt;/strong&gt;, dissecando sob a ótica da sociologia política a questão da elevada taxa de juros no Brasil. Aqui ele discorre sobre seu artigo e também, como não poderia deixar de ser, aborda os motivos de sua saída da Belas Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim, há a imagem do mês, uma charge sobre a carnificina na faixa de Gaza, e a estréia de uma nova seção, chamada “Resenhas”. Nela, serão publicadas resenhas de filmes e livros, recém-lançados ou não, que de alguma forma possam contribuir para uma boa reflexão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1719815874323276775?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1719815874323276775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/editorial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1719815874323276775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1719815874323276775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/editorial.html' title='Editorial'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-6043116029474919488</id><published>2009-03-05T15:41:00.014-03:00</published><updated>2009-03-07T00:19:22.282-03:00</updated><title type='text'>Bate-papo internacionalista</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entrevista a Max Gimenes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente &lt;a href="http://www.jubileubrasil.org.br/artigos/artigo-taxas-de-juros-um-caso-de-politica-por-marcus-ianoni/"target="_blank"&gt;artigo&lt;/a&gt; publicado pelo jornal &lt;strong&gt;Valor Econômico &lt;/strong&gt;(“A taxa de juros no Brasil: um caso de política”), o professor Marcus Ianoni, doutor em sociologia política, colocou em questão a alta taxa de juros praticada no Brasil. Aqui, ele fala mais a respeito do que chama de “sistema de captura” do Estado brasileiro e, conseqüentemente, de sua política econômica por rentistas e pelo setor financeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizendo preferir “não comentar assuntos institucionais da Belas Artes”, ele conta também, mas bastante cautelosamente, o porquê de sua saída da instituição, o que certamente deixará saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;em&gt;Recentemente o senhor publicou um artigo no jornal Valor Econômico, no qual se propõe a analisar a alta taxa de juros no Brasil, atualmente a maior do mundo, sob a ótica da sociologia política, na qual o senhor é doutor, em vez de partir da perspectiva econômica convencional. É possível afirmar que a luta pela redução da taxa de juros é sobretudo política?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; No artigo, procurei enfatizar um elemento explicativo para os juros altos no Brasil que, em geral, não é levado em conta pelos especialistas. Denominei esse elemento de “sistema de captura”, que é um elemento de natureza política. Isso não quer dizer que a única explicação para os altos juros no Brasil seja de caráter político, mas sim que a captura da política monetária dos grupos de interesse financeiro é um elemento explicativo muito importante para se entender o motivo pelo qual o Brasil tem sido um verdadeiro campeão mundial em juros reais elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;em&gt;No artigo, o senhor afirma que “a taxa de juros no Brasil é alta porque o Estado, especialmente por intermédio do Banco Central, está capturado por uma coalizão política na qual se destacam os rentistas e o setor financeiro”. Explique melhor para nós como funciona essa coalizão e de que modo ela capturou o Estado brasileiro e sua política macroeconômica.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; Numa perspectiva sociopolítica, a coalizão que dá sustentação ao Estado, entendido enquanto “pacto de dominação”, não se reduz apenas às forças político-partidárias que compõem o presidencialismo de coalizão, que configura o sistema político-institucional de governo. A coalizão abrange também forças da sociedade civil e do mercado que dão sustentação, sob várias formas, ao pacto de dominação. Entre essas forças, destacam-se, sobretudo desde 1994, os rentistas e as finanças, que possuem grande poder de influência sobre a política macroeconômica, sobretudo, as políticas monetária, cambial e fiscal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vivemos uma crise financeira global, de proporções ainda desconhecidas, que teve como uma de suas principais razões a falta de regulação econômica. Como regular a economia de acordo com o interesse da sociedade, em vez de deixar, como ocorre hoje, que os “regulados” interfiram nas decisões dos “reguladores” por meio de seus grupos de interesse e lobbies?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; Isso passa por uma democratização da democracia, pela democratização do processo decisório público, para que ele não seja capturado por interesses de uma minoria plutocrática. No artigo, sugiro, por exemplo, a ampliação da composição do Conselho Monetário Nacional, hoje extremamente insulado, o que facilita a sua captura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;em&gt;Existe relação entre o lobby para que a regulação atenda aos interesses dos “regulados” e a corrupção de agentes públicos?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; Lobby não é sinônimo de corrupção. O lobby é inerente às sociedade complexas, com economia de mercado, é uma expressão da organização de interesses. No entanto, grupos lobistas, articulados a agentes públicos, podem recorrer à corrupção para alcançar seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Voltando à questão do juro, é sabido que uma taxa de juros alta está intimamente ligada a outro tema espinhoso, o da dívida pública. Explique para nós essa relação e como a recém-criada CPI da Dívida pode ajudar o Estado brasileiro a se libertar dessa sangria de recursos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; No Brasil, parte significativa dos títulos da dívida pública estão vinculados à taxa de juros de curto prazo, cujo valor básico é estabelecido pela Selic. Sendo assim, o aumento da Selic impacta no aumento do estoque da dívida pública indexada aos juros regulados pelo COPOM, órgão do Banco Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nesse cenário de captura do Estado brasileiro, como ampliar a participação da sociedade civil nas decisões sobre política econômica e impedir que os grupos de interesse do setor financeiro consigam avançar na contramão e aprovar, por exemplo, a autonomia do Banco Central?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; O Banco Central, de fato, tem autonomia operacional para implementar a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, com base no regime de metas de inflação. Creio que esse insulamento do Banco Central e do CMN deve ser reestruturado em duas frentes: 1) pela mudança no atual padrão de relação delegativo entre o Congresso Nacional e a autoridade monetária; 2) pela participação da sociedade civil no Conselho Monetário Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não seria possível deixar de questioná-lo sobre sua saída do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Conte-nos como se deu o processo de desligamento e o que o senhor tem feito desde que deixou a instituição.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; Na verdade, minha opção não foi por sair especificamente da Belas Artes, foi por sair do ensino superior privado. Quero aprofundar-me na produção de pesquisa e de conhecimento e, pelas características do sistema de ensino superior no Brasil, essa função é fundamentalmente desempenhada pelo setor público. Continuo pesquisando, prestando concursos e aguardando a tramitação de meu pedido de bolsa para pós-doutoramento junto às agências públicas de fomento à pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Voltemos a uma pergunta feita ao ex-coordenador, Raimundo Vasconcelos, e ao supervisor acadêmico, Alexandre Estolano, para sabermos a resposta dessa vez pela ótica de um professor: a lógica de mercado, caracterizada por objetivar principalmente o lucro e de acordo com a qual o cliente tem sempre razão, atrapalha a autonomia dos professores e a promoção de uma educação de qualidade?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; O lucro, no ensino privado, não leva, necessariamente, à postura de dar sempre razão ao cliente. No entanto, concordo, com base no que pude observar até aqui, que essa tendência pró-consumidor tenha crescido nas práticas do ensino superior privado, o que não me parece uma boa estratégia, nem empresarialmente falando, nem para que a educação cumpra adequadamente sua função social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático - &lt;em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Quais são, em sua opinião, os pontos fortes e fracos do curso de RI da BA? Se pudesse deixar uma mensagem ao seus ex-alunos, qual seria?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ianoni -&lt;/em&gt; Prefiro não comentar assuntos institucionais da BA, uma vez que já me desliguei dessa escola. Aos meus ex-alunos, diria: meus caros, valorizem o curso que vocês fazem, estabelaçam com seu curso de graduação uma relação séria, produtiva e voltada a uma visão de cidadania, de construção coletiva da sociedade nacional e internacional do século XXI!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-6043116029474919488?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/6043116029474919488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/bate-papo-internacionalista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6043116029474919488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6043116029474919488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/bate-papo-internacionalista.html' title='Bate-papo internacionalista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-245811534161072489</id><published>2009-03-05T15:33:00.009-03:00</published><updated>2009-03-07T00:24:51.481-03:00</updated><title type='text'>Opinião internacionalista</title><content type='html'>&lt;br&gt;Para ver o seu artigo publicado nesta seção, escreva para nós (&lt;a href="mailto:novaordemacademica@gmail.com"&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/a&gt;). Como assunto da mensagem, coloque a palavra “&lt;strong&gt;Opinião&lt;/strong&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-245811534161072489?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/245811534161072489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/opiniao-internacionalista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/245811534161072489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/245811534161072489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/opiniao-internacionalista.html' title='Opinião internacionalista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-5535669954451234062</id><published>2009-03-05T15:33:00.008-03:00</published><updated>2009-03-05T15:40:28.243-03:00</updated><title type='text'>Agenda diplomática</title><content type='html'>&lt;br&gt;Este é o espaço dedicado às atividades do mês a que todos nós devemos estar atentos. Aproveitando o potencial de interação que um blog oferece, a Agenda Diplomática será um espaço sempre em construção, que cada um poderá completar por meio de comentários e/ou e-mails. Fiquem à vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&gt; Dia 8 de março, às 10h, na Avenida Paulista: Marcha Mundial das Mulheres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais, &lt;a href="http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=aMarcha"target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-5535669954451234062?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/5535669954451234062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/agenda-diplomatica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5535669954451234062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5535669954451234062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/agenda-diplomatica.html' title='Agenda diplomática'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-3835955470671923818</id><published>2009-03-05T15:30:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T15:31:32.906-03:00</updated><title type='text'>A posse de Barack Obama</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Paulo Roberto Franceschini Meirelles, de Washington (EUA)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 de janeiro de 2009, com certeza será uma data memorável. Um dia após o feriado Martin Luther King Day, em que os norte-americanos relembram o ícone da defesa dos direitos civis e principalmente do movimento negro do país nos anos 1960. Ele discursou em seu palanque, aos pés do monumento de memória a Abrahan Lincoln, presidente-herói da unificação norte-americana e da libertação dos escravos, a seguinte frase: &lt;em&gt;"I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character"&lt;/em&gt; (Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama é muito mais do que um simples presidente, ele é um ícone da nação, e do novo momento que o mundo aguarda. Ele é o primeiro presidente negro do país, o primeiro que não vem de uma história de favores políticos e nem de nenhuma oligarquia. Obama não vem de uma família puramente norte-americana. Não há van que venda lembranças da cidade que não tenha pelo menos um ou mais itens com a face de Obama gravada. O metrô estampa a face do futuro presidente em seu bilhete comemorativo. Boa parte dos empregados está liberada de trabalhar nesse dia. 2 milhões de pessoas estão sendo esperadas para o evento (o distrito de Columbia tem apenas 593 mil habitantes). Casas estão sendo alugadas por mais de US$ 1000 o dia para pessoas que queiram assistir ao evento. Em resumo: a posse de Obama está sendo o maior evento do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chegado o fim de semana da posse! As festividades começam com um mega show aos pés do Lincoln Memorial. Além disso, o lugar escolhido foi o mesmo do discurso citado acima. O lugar ficou lotado e, a menos de uma hora antes do show, já era impossível a entrada no local. Começara o evento. Artistas se intercalavam com celebridades para poder relembrar pessoas importantes na história americana, principalmente pelos seus discursos. Foram citados muitos presidentes, que com suas ações puderam iluminar a mente de muitas das pessoas de hoje. Obama entra no palco descendo as escadarias. Uma multidão de 200 mil pessoas começa seu grito de guerra "O-BA-MA". Em seu discurso, o presidente reflete aquele preciso momento. O momento de milhares de esperanças somadas, cristalizadas em uma pessoa. Cheguei até a me perguntar. O que leva tantas pessoas assim a criar um afeto por um simples indivíduo. A resposta que obtive foi: não é indivíduo, mas sim o momento que ele representa. No dia seguinte, Barack decidiu que seria um dia de serviços à comunidade, de modo que ele e sua família foram pintar escolas e centros comunitários. Mas uma vez, discursos e pessoas cheias de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, chega a terça-feira da posse. A cidade está “musical”, as pessoas nas ruas cantam, celebram. O clima é de paz, de compaixão entre as pessoas. Os vendedores de rua aproveitam este momento e vendem todos os tipos de quinquilharias que podem. Tem Obama estampado em algum lugar, vende. A cidade em si está um caos, as ruas estão simplesmente lotadas, as estações de metrô, fechadas pelo excesso de pessoas. Nas ruas, um formigueiro humano anda pelas redondezas do National Mall na tentativa de pelo menos ver nem que seja o telhado do Capitólio. Mesmo assim, é praticamente impossível, e a cada quarteirão, mais pessoas se juntam à fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas expectativas, muitas esperanças, muitos sonhos e desejos. Ao mesmo tempo, uma história de realização pessoal e de força de vontade nos é apresentada. Relembra muito a eleição de Lula no Brasil em 2002 e todas as expectativas nela contidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-3835955470671923818?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/3835955470671923818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/posse-de-barack-obama.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3835955470671923818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3835955470671923818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/posse-de-barack-obama.html' title='A posse de Barack Obama'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-2826024748374042022</id><published>2009-03-05T15:20:00.005-03:00</published><updated>2009-03-05T15:29:51.066-03:00</updated><title type='text'>Globalitarismo na América do Sul</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Ramon Bonifácio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Seria este movimento (globalização) de fato uma nova ordem ou seria ele meramente uma reprodução de velhas tendências?”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;              &lt;br /&gt;Este artigo pretende articular o significado da globalização econômica com a maneira que essa globalização é reproduzida no espaço sul-americano. O globalitarismo que, segundo Santos (2001), é a reprodução da globalização econômica perversa. No desenvolvimento do texto será apresentada a hipótese de que as instituições multilaterais surgem para modificar e contrabalançar o peso da balança de poder do sistema mundial,* dando maior importância às instituições presentes e atuantes na América do Sul, como Mercosul e Comunidade Andina. E, a regime de conclusão, tratar-se-á da emergência de regimes políticos de esquerda na última década em países da América do Sul, como Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, Evo Morales na Bolívia e Hugo Chávez na Venezuela. Fato que, em hipótese, iria contra o paradigma neoliberal do discurso da globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novo Mapa do Mundo: a ditadura da globalização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a insurgência da robótica, da engenharia genética, da informatização nos processos produtivos, atrelados ao desaparecimento de fronteiras que a Internet sugere, parece que as novas bases técnicas surgem para alguns, mas estarão ao alcance de todos rapidamente. Se tomarmos como base de análise todo o espaço mundial, facilmente verificaremos que os territórios onde ocorre esta “globalização para todos” encontram-se em pontos localizados do globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, que criou o Mercosul, a América Meridional entrou em um novo momento nas relações internacionais. Após o período de ditaduras militares que assolaram praticamente todo o subcontinente latino-americano, nas décadas de 1960, 1970 e 1980, a abertura democrática inspirava nesses países ares de liberdade e potencial inserção desse bloco regional na condição de grupo de países desenvolvidos. Com a chegada ao poder de presidentes como Carlos Saúl Menem na Argentina, Carlos Andrés Peres na Venezuela, Alberto Fujimori no Peru e Fernando Collor de Mello no Brasil, as experiências neoliberais estender-se-iam sobre esta parcela do espaço mundial como um todo na última década do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses governos seguiam o modelo de desenvolvimento colocado pelo Consenso de Washington, que se pautava pela visão de um mundo harmônico, global, que compreendia a valorização do individualismo e da iniciativa privada, o mercado mundial e a transferência dos ativos nacionais para as empresas oligopólicas globais, em nome da elevação da produtividade.** Fazendo com que tanto a política interna como a externa seguissem os dogmas de desenvolvimento do Fundo Monetário Internacional (FMI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A junção dos países sul-americanos em blocos regionais, como Mercosul e Pacto Andino, tratar-se-ia então de uma tentativa de afirmação de independência com relação aos países hegemônicos ou seria a busca de uma posição mais privilegiada no ciclo de reprodução ampliada do capital, ou seja, busca de independência comum aos Estados Sul-Americanos ou adequação à realidade preexistente?&lt;br /&gt;Esta exposto no artigo 1º do Tratado de Assunção, que ratifica a criação do Mercado Comum do Cone Sul, no qual se encontrava presentes representantes dos quatros Estados criadores do órgão, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Os Estados Partes decidem constituir um Mercado Comum, que deverá estar estabelecido a 31 de dezembro de 1994, e que se denominará ‘Mercado Comum do Sul’ (MERCOSUL). Este Mercado Comum implica:&lt;br /&gt;A livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários, restrições não tarifárias à circulação de mercado e qualquer outra medida de efeito equivalente;&lt;br /&gt;O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros econômico-comerciais regionais e internacionais;&lt;br /&gt;A coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os Estados Partes; e&lt;br /&gt;O compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislações, nas áreas pertinentes, para lograr o fortalecimento do processo de integração."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressupõe-se então que os Estados envolvidos a partir desse momento articulam e promovem suas ações em comum acordo. De forma que o Mercosul tenha se tornado uma instituição política e econômica que busca a união de toda a comunidade do Cone Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao analisarmos a atuação dos órgãos multilaterais presentes no território sul-americano, vemos que seus objetivos e o seu próprio papel no jogo das civilizações parecem bastante controversos, já que em um momento atuam na esfera comercial de forma comum com uma única política para todos os membros e em outros atuam de forma bilateral, privilegiando assim um ou outro Estado. A chegada ao poder de governos nacionalistas em pleno movimento de “quebra de fronteiras” acaba por confrontar as idéias do Pensamento Único diretamente. De tal forma que esse quadro resulta em batalha de interesses em que Estados, outrora pequenos, buscam sua posição e direito a voz nas reuniões das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas fronteiras estão sendo estabelecidas. A afirmação do nacionalismo resguarda a idéia recorrente de globalização, criando assim um movimento dialético no atual curso de nossa história de implosão e explosão da comunidade internacional. Dois conceitos então aparentemente contraditórios se afirmam como produtores desse processo, a fragmentação e a globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*KEOHANE, Robert. &lt;em&gt;After Hegemony: cooperation and discord in the world political economy&lt;/em&gt;. Princeton University Press, 1984.&lt;br /&gt;**CERVO, Amado Luiz. &lt;em&gt;Relações Internacionais da América Latina – Velhos e Novos Paradigmas&lt;/em&gt;. Brasília: Funag, 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-2826024748374042022?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/2826024748374042022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/globalitarismo-na-america-do-sul.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2826024748374042022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/2826024748374042022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/globalitarismo-na-america-do-sul.html' title='Globalitarismo na América do Sul'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-4347171561897534789</id><published>2009-03-05T15:09:00.008-03:00</published><updated>2009-03-05T15:19:52.616-03:00</updated><title type='text'>Imagem do mês</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Roberta Canesso&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br&gt;&lt;br&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SbAWYXw4NVI/AAAAAAAAACo/-XeWEhybrj8/s1600-h/gaza.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 349px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SbAWYXw4NVI/AAAAAAAAACo/-XeWEhybrj8/s400/gaza.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309768568621512018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-4347171561897534789?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/4347171561897534789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/imagem-do-mes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4347171561897534789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4347171561897534789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/imagem-do-mes.html' title='Imagem do mês'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SbAWYXw4NVI/AAAAAAAAACo/-XeWEhybrj8/s72-c/gaza.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-3906815536784516720</id><published>2009-03-05T15:08:00.004-03:00</published><updated>2009-03-07T00:26:24.551-03:00</updated><title type='text'>Resenhas</title><content type='html'>&lt;br&gt;Para ver a sua resenha de filme e/ou livro publicada nesta seção, escreva para nós (&lt;a href="mailto:novaordemacademica@gmail.com"&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/a&gt;). Como assunto da mensagem, coloque a palavra &lt;strong&gt;“Resenha”.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-3906815536784516720?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/3906815536784516720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/resenha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3906815536784516720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3906815536784516720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/resenha.html' title='Resenhas'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-7174763104126042453</id><published>2009-03-05T15:02:00.005-03:00</published><updated>2009-03-07T00:21:33.973-03:00</updated><title type='text'>Em tempos dramáticos, a validade do apelo melodramático</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Max Gimenes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SbAUGQE7E3I/AAAAAAAAACQ/Y_B4QOdYJ8Q/s1600-h/leitor-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SbAUGQE7E3I/AAAAAAAAACQ/Y_B4QOdYJ8Q/s320/leitor-poster01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309766058297201522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Baseado no livro homônimo de Bernhard Schlink, o filme &lt;em&gt;O leitor &lt;/em&gt;tem em seu elenco a ganhadora do Oscar de melhor atriz de 2009, Kate Winslet, que interpreta uma humilde cobradora de bonde que acaba por envolver-se sexualmente com um jovem (Michael, interpretado por David Kross) cerca de 20 anos mais novo. A mistura de literatura e sexo torna o caso dos dois curioso, mais próximo da inocência que do vulgar. Até que Hanna, a cobradora, some de maneira enigmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa se passa na Alemanha dos anos 1950, após a derrocada nazista. E o nazismo não passa incólume. Após o sumiço de Hanna e o longo tempo que ela e Michael passam longe um do outro, os dois se encontram em um julgamento de crimes cometidos por nazistas. Ele como estudante de direito, ela como ré. A temática do nazismo parece esgotada, mas com &lt;em&gt;O leitor &lt;/em&gt;percebemos que sempre há espaço para uma abordagem nova, diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inusitado é a superação da forma geralmente maniqueísta ou simplista por meio da qual o tema é tratado. Aqueles que julgam ser conhecedores da verdade absoluta e inquestionável terão motivos para entrar em crise com suas certezas. Um colega de curso de Michael considera criminosos todos que deixaram de se levantar de alguma forma contra as barbaridades empreendidas pelos nazistas. A tese parece válida... mas será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme levanta uma série de questões interessantes para reflexão e uma delas é justamente deixar de lado preconceitos e buscar entender as motivações que levaram uma parcela da sociedade dos países dominados pelo nazi-fascismo a apoiá-lo, ainda que tacitamente. A sugestão de que o mundo, no período da Segunda Guerra, não se dividia entre pessoas boas, de um lado, e nazistas, de outro, soa algo óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanna é levada a julgamento e abdica de se defender, curiosamente, o que constitui o mistério a ser revelado pelo espectador. Suspense este intimamente ligado ao porquê de ela ter de certo modo participado do regime do Füher. Já repararam como a ignorância ajuda e eleger e a manter regimes e políticos da pior espécie no poder? Às vezes parece acaso; às vezes, não. E não se trata de absolver os crimes cometidos, mas de buscar compreendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura, como mostra o filme, tem poder: liberta mentes, derruba barreiras, amplia horizontes e, assim, possibilita a construção do novo – como uma sociedade de homens e mulheres livres, por exemplo. Livres não por serem definidos assim no papel, numa lei ou algo do gênero. Livres por terem sido emancipados, por poderem pensar com suas próprias cabeças. Livres da manipulação do poder, seja ele político ou econômico. O acesso ao saber, nota-se, é o melhor que se pode fazer contra as tiranias e todo o mal que delas advém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem classificar &lt;em&gt;O leitor &lt;/em&gt;como melodramático, e talvez o seja mesmo, mas esse ainda parece ser um valioso instrumento para abrir olhos, tocar corações e inquietar mentes em tempos de crise econômica e descrença política. Indicado para quem busca mais que entretenimento, para quem busca uma boa reflexão – e, sobretudo, forças para lutar por dias melhores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-7174763104126042453?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/7174763104126042453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/em-tempos-dramaticos-validade-do-apelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7174763104126042453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7174763104126042453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/03/em-tempos-dramaticos-validade-do-apelo.html' title='Em tempos dramáticos, a validade do apelo melodramático'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SbAUGQE7E3I/AAAAAAAAACQ/Y_B4QOdYJ8Q/s72-c/leitor-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-6192929448342971513</id><published>2009-01-15T18:41:00.003-02:00</published><updated>2009-01-15T18:45:02.455-02:00</updated><title type='text'>Editorial</title><content type='html'>&lt;br&gt;O ano de 2008 foi bastante turbulento. Quem, no início dele, imaginaria George W. Bush estatizando empresas ou o eleitorado americano ousando votar em um presidente negro e mais liberal que os demais candidatos cotados para o cargo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de se retirar, o ano velho ainda deixou mais uma marca, como se a crise financeira já não bastasse: em 27 de dezembro, três dias após a publicação da primeira edição deste blog, eclodiu mais um conflito no Oriente Médio, a envolver Israel e o Hamas, grupo que controla a faixa de Gaza e que é considerado terrorista pelos israelenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso faz com que seja difícil desejar um feliz ano-novo, tendo em vista as perspectivas de guerra de proporções ainda desconhecidas. As coisas pareceriam menos piores se não fosse o silêncio de Obama, que, entre outras coisas, anunciou que manterá o secretário de defesa do atual governo, notadamente belicista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta segunda edição, trazemos dois artigos sobre o conflito em Gaza, um de Denis Araujo e outro de Max Gimenes, e uma imagem comentada pelo presidente do CA, Marcio Moraes, sobre as manifestações que agitaram a Grécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobertura da posse do presidente estadunidense, que ocorrerá no dia 20 de janeiro, está confirmada para a edição de fevereiro de &lt;strong&gt;O Diplomático&lt;/strong&gt;, como nos assegurou Paulo Meirelles, já a postos nos EUA. Se depender da opinião dos leitores deste blog, as primeiras medidas de Obama no cargo serão: “Retirar imediatamente as tropas estadunidenses do Iraque e do Afeganistão” (50%), “Acabar com o embargo a Cuba e dialogar com o regime de Raúl Castro” (39%) e “Fechar a prisão de Guantánamo em Cuba” (28%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para matar a curiosidade de quem sempre se perguntou o porquê da demissão de Raimundo Vasconcelos como coordenador do curso, há a parte final da entrevista com ele. E também a versão da supervisão acadêmica, dada por e-mail pelo professor Alexandre Estolano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-6192929448342971513?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/6192929448342971513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/editorial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6192929448342971513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6192929448342971513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/editorial.html' title='Editorial'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-944555102904627257</id><published>2009-01-15T18:34:00.014-02:00</published><updated>2009-01-15T19:07:31.368-02:00</updated><title type='text'>Bate-papo Internacionalista</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entrevista a Max Gimenes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;Confira abaixo a parte final da entrevista concedida por e-mail pelo ex-coordenador do Curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Raimundo Ferreira de Vasconcelos e Vasconcelos, afastado da instituição no fim do ano passado em um processo, digamos, nada transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta segunda parte, Raimundo nos diz quais são as suas expectativas para os estudantes de RI em uma conjuntura de crise global e em meio à eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA. E assegura: “em melhores mãos [o curso de RI da BA] não poderia estar”, afirmação esta que tem se mostrado verdadeira e assim desejamos que continue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta também, é claro, a sua versão sobre o que o levou a ser demitido, fato que até hoje desperta a curiosidade de inúmeros alunos e que é alvo de muitos boatos. A instituição à época alegara o abono de faltas, o que não engana a ninguém por mais ingênuo que seja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;entrou em contato com a Supervisão Acadêmica e a resposta dela você pode ler ao fim da entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático – &lt;em&gt;A Supervisão Acadêmica alegou à época o abono de faltas como motivo de sua demissão, o que nos parece uma desculpa no mínimo insuficiente. O que verdadeiramente o levou a ser demitido?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Raimundo – &lt;/em&gt;Oficialmente, alegaram o abono de faltas que todos já sabem, e que sequer chegou a se confirmar; alegaram ainda que contribuí para a não realização da matrícula de uma aluna que vinha transferida de outra IES. Neste último caso, a confusão é enorme. Creio que a referida aluna ainda esteja na IES; trata-se da Camila Aquino, do turno matutino (atual AM8RI), a qual deixou de se matricular na DP de Sociologia porque perdera o prazo de inscrição. Tentei ajudá-la até onde me cabia, mas a Secretaria-Geral atrapalhou-se e ainda colocou toda a culpa sobre mim. A aluna deixou de se inscrever no prazo regulamentar e foi passar as férias de fim de ano com os pais numa cidade do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornar no semestre seguinte, falou comigo sobre a possibilidade de ainda realizar a referida inscrição. Assim, eu contatei a secretária-geral, a qual me informara, via telefone, não ser possível; perguntei-lhe se a reitoria autorizaria e, como resposta, ela acreditava que não, mas mesmo assim resolvi tentar, encaminhando um e-mail. Fiquei sempre cobrando um retorno e nada, enquanto a Camila também me cobrava. Para minha surpresa, na última cobrança que fiz à secretaria-geral, e já havia se passado bem umas 3 semanas, obtive a resposta de que a reitoria havia concedido um novo prazo para inscrição, mas que já havia se encerrado, pois durara menos de uma semana. Indaguei por e-mail à secretária-geral o porquê da Camila não ter sido avisada do novo prazo e mais uma surpresa me veio com a resposta: ela (secretária-geral) havia encaminhado o comunicado via e-mail e segundo a própria, uns 200 alunos haviam conseguido se inscrever (exceto a Camila). Indaguei porque eu, enquanto coordenador, não havia sido avisado do novo prazo e eis a resposta no e-mail: “esse assunto não lhe diz respeito, mas tão-somente à secretaria e aos alunos”. Ora, eu não era alheio ao tema, mas, com efeito, matrícula é atribuição sim da secretaria. Como o próprio juiz trabalhista reconheceu: se eu não tinha poderes para abonar faltas, como o teria para concretizar matrículas? Alegaram até que eu permiti que a senhora Mãe da Camila ouvisse, de viva voz, um diálogo telefônico entre mim e a secretária-geral, o que também não é verdade, visto que não dispunha de viva-voz em minha residência, quando atendi ao telefonema da secretaria. Enfim, a Camila conhece toda a história e poderá confirmá-la.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Afora isso, restam-me conjecturas e especulações, tentando também entender o que de fato motivou minha demissão e por justa causa. Sei que não era o coordenador da preferência de meu imediato superior hierárquico, o qual me encarava mais como um concorrente do que como subordinado que de fato eu era; jamais atendeu a meus telefonemas com a desculpa de estar ora em reunião, ora ausente do local de trabalho; uma simples quebra do sigilo telefônico comprovará isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demissão consumada, tentei também falar via telefone com o reitor que também não me atendeu; e nisso há mais uma surpresa para mim, pois várias vezes o ouvi autodenominar-se transparente e democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, os demais coordenadores não demonstravam simpatia pelo curso de RI, muito pelo contrário. Para citar apenas um episódio, lembro-me bem da matéria sobre o referido curso inserida no Jornal Belas Artes, segunda edição, a qual foi motivo de chiliques por parte de dois dos demais coordenadores, sentindo-se diminuídos e/ou ofuscados pela mesma, embora não o afirmassem com todas as letras. Tais relatos servem apenas para ilustrar o ambiente hostil com o qual me deparava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal hostilidade era extensiva até mesmo a funcionários que resolvessem cursar RI; foi o caso do Evandro Almeida que, em dado ano, deixou de ganhar o prêmio como melhor funcionário-bolsista e o fato de cursar RI não foi mera coincidência. Até ocorrer a minha demissão, ele também estava jogado na IES, sem chefia, sem função definida, praticamente restrito a recolher lixo no departamento de manutenção. Eis o preço por ele a pagar por ter cursado RI. Até tentei ajudá-lo, mas não houve tempo hábil para tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quem sabe um dia saibamos os reais e verdadeiros motivos dessa, ao menos para mim, surpreendente demissão, ainda mais por justa causa. Só sei que, como nas demais organizações, prego que se destaca leva porrada, vitimado pela incapacidade, inveja, arrogância e outros sentimentos e atitudes menos edificantes.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático – &lt;em&gt;O senhor se arrepende de alguma coisa que fez durante o tempo em que foi coordenador do curso de RI na Belas Artes? O que mudaria se pudesse voltar no tempo?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me arrependo de nada, em absoluto. Faria tudo exatamente do mesmo modo que fiz. Nem mesmo me arrependo de ter passado pela Belas Artes, ao contrário, regozijo-me pelas realizações que ousei empreender; tivesse eu uma carga horária maior, teria feito ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia, ingressei com carga horária de 16h só na coordenação e, no primeiro semestre de 2006, ela foi reduzida para 9h, passando então a elevar-se gradativa e semestralmente conforme o número de alunos no Curso (a IES alega que tal redução ocorrera de comum acordo, o que chega a ser hilário, o empregador propor redução de salário e o empregado falar que está de pleno acordo). Não obstante a reduzida carga horária, ainda consegui elaborar e propor acordos de cooperação internacional na área acadêmica; atitude essa pioneira para a Belas Artes, primeiro com IES do Canadá, seguida por outra na cidade do Porto (Portugal). O terceiro acordo desse tipo deu bem mais trabalho, negociado com uma IES da Argentina. Após chegar ao consenso com a instituição platina, encaminhei cópia do contrato – em espanhol – à supervisão acadêmica para ser apreciado e assinado. O fato é que o acordo enviado acabou emperrando no departamento criado por aquela supervisão (sua encarregada detinha 15h de carga horária só para cuidar do departamento), sob alegação de que deveria se estender a todo o centro universitário. Mera desculpa, pois os acordos por mim negociados eram extensivos a todos os cursos e, na realidade, a dificuldade residia mesmo no fato de que tal encarregada do recém-criado departamento de curadoria/parcerias não conseguia ler em espanhol. Perdeu-se assim a terceira e última parceria internacional por mim negociada para o(s) curso(s).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático – &lt;em&gt;A lógica de mercado, caracterizada por objetivar principalmente o lucro e de acordo com a qual o cliente tem sempre razão, atrapalha a autonomia dos professores e a promoção de uma educação de qualidade?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Raimundo –&lt;/em&gt; Lamentavelmente, há uma forte pressão para transformar o ensino privado em mercadoria e o alunado em cliente, o que acaba por interferir na relação docente/discente. O problema não reside no lucro em si, o qual não sempre impede o ensino de qualidade, haja vista excelentes IES de caráter privado: ESPM, FGV, Ibmec etc. Não obstante, há limites nessa autonomia, visto que deve existir um maior compromisso docente com uma boa proposta pedagógica, com as diretrizes educacionais e institucionais, e com o próprio alunado, procurando fornecer-lhe os ensinamentos e instrumentos para atuação no mercado de trabalho e em seu viver, ou seja, esforçar-se para formar um cidadão e não apenas um trabalhador. Em resumo, o ensino com qualidade embasa-se no seguinte tripé: bom projeto pedagógico, excelente quadro docente e uma boa infra-estrutura, com destaque para a biblioteca, sem esquecer ainda da profissionalização na gestão educacional, devendo ser ainda transparente e democrática de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático – &lt;em&gt;Quais perspectivas tem hoje o curso de RI? Como a crise financeira global e a eleição de Barack Obama podem influenciar nesse sentido?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Raimundo –&lt;/em&gt; Comecemos aqui pelo final. Podemos dizer que o mundo escolheu o Obama e no meu entender foi a melhor escolha; ocorre que ele se elegeu para governar os EUA, ou seja, defenderá sua política externa e internacional. Por conta disso, muitas expectativas serão frustradas, pois não devemos esperar, por exemplo, os EUA menos protecionistas ou tão mais multilateralistas quanto gostaríamos, mas por certo menos belicosos e talvez mais flexíveis enquanto negociadores, ao menos enquanto estiverem fragilizados pela crise atual que, diga-se de passagem, é passageira, após o que o império do norte ressurgirá com mais força, pois ainda é de longe a maior economia do mundo. Já se disse com propriedade e a história já nos confirmou que todo império perecerá e com os ianques não será diferente, mas ainda demorará para que tal aconteça; não disponho de competência para tamanha estimativa de prazo. O fato é que seus rivais mais próximos, União Européia e China ainda não reúnem condições de substituí-los na cena mundial. O sistema monetário e financeiro internacional clama por reformulações regulamentatórias, assim como o papel das instituições de Bretton Woods também carecem de atualização, principalmente o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, já que a Organização Mundial do Comércio (OMC) possui diálogo mais próximo da realidade, embora não esteja de todo regulamentada. Nesse sentido, visualizo relevante papel para os cursos de RI, os quais têm muito a contribuir para fomentar o reordenamento de um mundo mais estável, mais pacífico, mais democrático e mais harmonioso, embora não se elimine de todo os conflitos, sejam eles de interesse, sejam de concepção. E isto mantém a importância dos cursos de RI, na medida em que esses conflitos estão para a atuação do internacionalista assim como a escassez está para a atuação do economista, ou seja, o mundo jamais prescindirá desses dois profissionais com escopo e visão suficientes para entender, descrever, explicar e por vezes até antecipar sua dinâmica e funcionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático – &lt;em&gt;O senhor conhece bem o atual coordenador de RI da Belas Artes, Sidney Ferreira Leite. Diria que o curso está em boas mãos?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Raimundo –&lt;/em&gt; Sentia-me orgulhoso do quadro docente de RI altamente qualificado, seja pela titulação, seja pela experiência acumulada. Impossível listar a todos neste breve espaço e, assim, sublinho apenas uma magnífica contratação realizada no terceiro semestre e em dose dupla: reforçavam o curso os professores Nilson Araújo e Luisa Moura; além de respeitáveis profissionais e caráter exemplar, possuem ainda o perfil de “gente fina, elegante e sincera”. E do mesmo naipe adveio o professor Sidney Leite, além de excelente profissional e grande figura humana, é do tipo a quem se pode confiar um cheque em branco. Em melhores mãos o Curso não poderia estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O outro lado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como devem fazer todos aqueles que prezam pela democracia, pela tolerância e que perseguem incansavelmente a justiça, &lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;foi atrás do outro lado, da versão da instituição para saber o que ela tinha a dizer a respeito do episódio da demissão do professor Raimundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, encaminhamos um e-mail com duas perguntinhas bastante objetivas (também feitas ao Raimundo) ao supervisor acadêmico da BA, o professor Alexandre Estolano: 1. “O que efetivamente levou à demissão do professor Raimundo?” e 2. “A lógica de mercado, caracterizada por objetivar principalmente o lucro e de acordo com a qual o cliente tem sempre razão, atrapalha a autonomia dos professores e a promoção de uma educação de qualidade?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu ao e-mail, mas dirigindo-se ao aluno Max, e não ao CA, do qual afirmou desconhecer a existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao primeiro questionamento, Alexandre Estolano afirmou “que a decisão de afastamento do professor é de autonomia da direção da entidade mantenedora, nos termos de seu estatuto e da constituição federal, que garante autonomia administrativa à Instituição de Ensino Superior”. E prossegue: “nunca ví [sic] entre as atribuições de um CA ou DA a apuração de atos que só dizem respeito a administração [sic] da instituição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é claro que a demissão do coordenador de um curso é do interesse dos alunos desse curso. Se o dever de um CA é representar os alunos, então também é sua obrigação descobrir as motivações do desligamento, ainda mais quando este é levado a cabo de modo obscuro. Se o professor Estolano nunca viu um CA apurar casos como esse, é porque nunca conheceu um de verdade, talvez seja a primeira vez. A BA deve, sim, satisfações. Se não ao CA, ao menos à justiça, e o processo por lá está em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à última questão, o supervisor acadêmico diz que “demandaria uma longa análise e não uma abordagem simplista como a apresentada na questão”. É uma maneira grosseira de fugir da pergunta, mas não chega a surpreender. Diz ele, no entanto, que uma resposta preliminar seria “não”, por mais incrível que possa parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta preliminar e definitiva seria “sim” e quem nos mostra isso é a própria BA, atualmente com algumas salas cheias em que os alunos não conseguem aprender e nas quais o professor se estressa e mal consegue ensinar. Turmas fechadas no período da manhã e alunos desse turno empurrados para aulas à noite, geralmente muito cheias. O que leva a isso senão a busca pelo lucro? Será mesmo que ela não atrapalha em nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar a forma como alguns docentes são pressionados por alunos que, por pagarem, acham que têm sempre razão e, portanto, devem ter suas vontades satisfeitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria interessante ver onde ficaria a autonomia do professor caso o coitado ousasse de alguma forma contrariar a supervisão acadêmica e sua visão oblíqua de educação. Nunca ficaríamos sabendo, afinal o supervisor acadêmico se esconde por atrás do véu da “autonomia administrativa” para tomar atitudes que podem tranqüilamente ser consideradas arbitrárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-944555102904627257?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/944555102904627257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/bate-papo-internacionalista.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/944555102904627257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/944555102904627257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/bate-papo-internacionalista.html' title='Bate-papo Internacionalista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1183075932426697545</id><published>2009-01-15T15:23:00.004-02:00</published><updated>2009-01-15T15:31:31.940-02:00</updated><title type='text'>Agenda Diplomática</title><content type='html'>&lt;br&gt;Este é o espaço dedicado às atividades do mês a que todos nós devemos estar atentos. Aproveitando o potencial de interação que um blog oferece, a Agenda Diplomática será um espaço sempre em construção, que cada um poderá completar por meio de comentários e/ou e-mails. Fiquem à vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;De 27 de janeiro a 1º de fevereiro&lt;/u&gt;, em Belém (PA): Fórum Social Mundial 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço aberto de encontro – plural, diversificado, não-governamental e não-partidário – que estimula de forma descentralizada o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mais solidário, democrático e justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos alunos irão e podem ajudar a conseguir ônibus para quem tem interesse de ir mas ainda não acertou nenhum meio de transporte. Se você quer ir e ainda não sabe como, escreva um e-mail para &lt;novaordemacademica@gmail.com&gt;, colocando como assunto da mensagem a palavra “&lt;strong&gt;FSM&lt;/strong&gt;”. Quem ficar também ficará por dentro do que aconteceu. Sem dúvida, haverá informes daqueles que por lá passarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais e/ou fazer a sua inscrição, acesse: &lt;a href="http://www.fsm2009amazonia.org.br" target="_blank"&gt;http://www.fsm2009amazonia.org.br&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dia 9 de fevereiro&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/u&gt;: Volta às aulas de todos os cursos do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, podemos ir pensando desde já na forma como recepcionaremos os nossos futuros colegas de curso. Qualquer idéia para o trote e para integrar a bixarada é bem-vinda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1183075932426697545?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1183075932426697545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/agenda-diplomtica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1183075932426697545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1183075932426697545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/agenda-diplomtica.html' title='Agenda Diplomática'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-4239725455762227166</id><published>2009-01-15T14:03:00.004-02:00</published><updated>2009-01-15T14:08:04.511-02:00</updated><title type='text'>Opinião Internacionalista</title><content type='html'>&lt;br&gt;Para ver o seu artigo publicado nesta secção, escreva para nós (&lt;a href="mailto:novaordemacademica@gmail.com"&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/a&gt;). Como assunto da mensagem, coloque a palavra “&lt;strong&gt;Opinião&lt;/strong&gt;”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-4239725455762227166?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/4239725455762227166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/opinio-internacionalista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4239725455762227166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4239725455762227166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/opinio-internacionalista.html' title='Opinião Internacionalista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1745574706235695881</id><published>2009-01-15T14:01:00.008-02:00</published><updated>2009-01-15T14:21:35.469-02:00</updated><title type='text'>A Saideira de George W. Bush</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Denis Araujo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (autor do blog &lt;a href="http://silenciocotidiano.blogspot.com" target="_blank"&gt;O Silêncio Cotidiano&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do ano de 2008, o mundo foi sacudido por uma enxurrada de grandiosos acontecimentos. As eleições presidenciais dos EUA, o desmantelamento da trégua entre Israel e Hamas, problemas diplomáticos entre Brasil (sim, o Brasil mesmo, quem diria) e Equador, sem contar a crescente xenofobia no Paraguai e a real enxurrada ocorrida em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entre outros acontecimentos. Muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos fatos ocorrem no dia, no momento preciso e depois se encerram. O incêndio começa e é apagado pelos bombeiros. A lâmpada acende com um simples toque no interruptor e apaga da mesma maneira. Tudo fica registrado nos jornais, nas revistas, nos livros, na internet e na história. Mas não é o que ocorre em uma explosão. Não uma explosão qualquer dessas granadas de mão que derrubam um muro, tampouco um míssil teleguiado que destrói uma casa. Estou falando dessas grandiosas bombas de fabricação caseira, mal calculadas quimicamente e que nem mesmo o fabricante tem a noção do perigo que tem em mãos. Uma bomba que, ao explodir, libera milhares de faíscas e estilhaços que vão por todos os lados, atingindo tudo e a todos. Sim, senhoras e senhores. Estou falando de uma bomba chamada “George W. Bush”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No céu da faixa de Gaza não brilharam e nem brilham fogos de artifício e chuva de prata. Por lá o que se vê são rajadas de tiros, grandiosa quantidade de fumaça preta resultante de centenas de explosões provocadas por poderosos mísseis de Israel... E dor, muita dor. O sofrimento incalculável novamente toma conta do povo palestino, este que acreditou na ilusão do cessar-fogo promovido entre a nação judaica e o Hamas. Infelizmente o mundo cairá em mais uma mentira: o governo israelense continuará culpando os militantes palestinos por terem que tomar a atitude da guerra. E também continuará com o jogo sujo de acharem que possuem o direito de fazer o que estão fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que ninguém irá detê-los? A resposta é simples: as centenas de mortes que estão sendo provocadas poderiam, sim, ter sido evitadas. Logicamente que não por conta de um acordo de paz promovido entre as partes da guerra, mas sim por uma decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. A Líbia (único país árabe com representatividade no conselho) solicitou, com urgência, a votação e aprovação de sua proposta de cessar-fogo na região (no caso, a aparente primeira proposta para mediar o caso). E teria sido simples e unânime, se não fosse o veto dos EUA. Obviamente que já era de se esperar uma reação desta magnitude. A cadeira americana no Conselho de Segurança tem o direito de vetar este tipo de proposta. E mesmo se não possuíssem tal direito, teriam o feito da mesma maneira. E por quê? Simplesmente porque o presidente Bush resolveu tomar sua saideira, já que a proposta inicial de trégua não continha todos os anseios americanos e israelenses. Tenho total certeza de que, cedo ou tarde, o conflito irá cessar com uma trégua promovida após a aprovação de uma proposta bem feita e que possua todos os tópicos de interesse comum entre EUA e Israel. A guerra será pausada, mas não encerrada. Além disso, nada justificará a não-aprovação imediata da primeira proposta de trégua lançada, afinal muitos inocentes teriam sido salvos. Os mais de 700 mortos poderiam, hoje, ser a metade ou menos ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia vinte de janeiro ocorrerá a cerimônia de posse do recém-eleito Barack Obama, que ocupará o cargo de George na Casa Branca. Além das festividades programadas, também é aguardado o fim de um ciclo: o ciclo de um dos presidentes (se não o campeão) com menor aprovação popular de toda a história presidencial norte-americana. Muitos erros e equívocos marcam a passagem do republicano em todo o seu governo, que surpreendentemente, como num passe de mágica, durou mais de um mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Sr. Bush, além de presidente, é um ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, é mais um dia na Casa Branca em Washington D.C. George acorda bem cedo para realizar o seu jogging diário. Volta para casa, dá um beijo nas crianças e na esposa. Toma seu café bem servido com ovos e bacon. Depois de uma boa ducha, seus criados o vestem, o penteiam e ajeitam sua gravata. E lá está o presidente americano, admirando a foto de seu pai em uma bela moldura no “hall of fame” presidencial, sonhando em como ficará a sua foto ao lado de tantas outras figuras célebres como Bill Clinton, JFK, Roosevelt, Lyndon Johnson, Abraham Lincoln, entre outros. Bush respira fundo, risca no calendário os dias que vão passando e lá está o dia vinte de janeiro circulado com uma caneta de tom avermelhado. Lá está o fatídico dia em que entregará seu posto ao democrata Barack Obama. “Fazer o quê”, não é mesmo, Seu Bush? Pois é, tudo o que acende apaga e tudo que era doce se acabou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é mais um dia na Casa Branca e nem tudo está perdido. Faltam poucos dias, então vamos viver estes como se fossem os últimos, não é mesmo Mister Bush? Claro que sim! Reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU, vamos acompanhar bem de perto para que nada saia errado. O quê? Mortos na Palestina? Não. Israel? Mentira! Votar? Mas votar o quê? Um cessar-fogo? Depois de entender o que isso significa, Bush percebe que está no direito de vetar a pausa do conflito (entende-se este conflito como sendo um verdadeiro massacre). E é isso que os EUA fizeram. Vetaram. A Organização das Nações Unidas provou, mais uma vez, seu fracasso nas negociações e no impedimento de uma guerra, e mais uma vez o mundo e os palestinos ficaram a mercê das decisões norte-americanas. O que era uma rápida chuva de verão conseguiu se transformar em uma enorme tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um bebê que segura uma tesoura afiada, o presidente dos EUA provou, novamente, que não consegue medir a conseqüência dos seus atos. E se souber, comprovou sua eterna hipocrisia e de todo o seu governo, manchando também a imagem do seu povo, esta que não vai tão bem assim há um bom tempo. Pacotes e medidas econômicas para conter a crise são votadas às pressas e com aprovação de Bush, na tentativa de socorrer o seu país. Mas impedir a morte de tantos inocentes é algo que os EUA ainda não sabem fazer. Ou pior: talvez não queiram fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, é mais um dia na faixa de Gaza. Mais um dia de sofrimento inocente, mais um dia de explosões e mortes. George W. Bush tomou a sua saideira. E no momento somente podemos aguardar como o restante do mundo e os grandes líderes poderão lidar com esta guerra. E torceremos, esperançosos. Mas não somente pelo fim da guerra. Torceremos, também, para que Barack Obama dê um belo trago inicial, diferente do último de seu antecessor.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1745574706235695881?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1745574706235695881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/saideira-de-george-w-bush.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1745574706235695881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1745574706235695881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/saideira-de-george-w-bush.html' title='A Saideira de George W. Bush'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1131010565109274940</id><published>2009-01-15T13:58:00.001-02:00</published><updated>2009-01-15T14:00:13.916-02:00</updated><title type='text'>Ofensiva militar em Gaza: paz sem voz não é paz, é medo</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Max Gimenes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente se pergunta por que há tanto tempo esse povo (entenda-se árabes e israelenses) brigam uns contra os outros. E esse é de fato um questionamento-chave, é o ponto de partida para que seja possível decifrar um conflito de raízes tão antigas e profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após duas semanas de conflito, que teve início em 27 de dezembro, contabiliza-se oficialmente 784 mortos do lado palestino, em sua grande maioria civis e incluindo na conta mulheres e crianças. Do lado israelense, as baixas somam 13. Sim, cerca de 60 vezes menos. Logo, é importante que chamemos desde o início o litígio de massacre, e não de “guerra”. Parece mais adequado ante a falta de paridade das forças e pelo fato de a incursão militar e os bombardeios serem praticados por apenas um dos lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Hamas não lança foguetes contra Israel? Não são terroristas malvados? Não se aproveitam dos civis inocentes utilizando-os como escudos para se defender dos ataques israelenses? Voltemos às raízes mencionadas no primeiro parágrafo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário entender o surgimento do Estado de Israel, ainda mais em tempos como o atual, em que jornalistas ignorantes ou mal-intencionados insistem em comparações esdrúxulas. Houve quem tentou usar exemplo com o Brasil no lugar de Israel e também quem pedisse para imaginarmos que Israel fosse a Argentina e Gaza, o Uruguai. Isso seria para facilitar a compreensão. Nada mais falso, as suposições citadas acima e veiculadas por grandes meios de comunicação só nos afastam de uma questão fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época dos regimes nazi-fascistas, houve o Holocausto – matança que deixou cerca de 6 milhões de judeus mortos. Porém, com o fim da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos aliados, as perseguições cessaram. Nesse cenário, ganhou força o Sionismo, movimento nacionalista judaico que defendia a criação de um Estado que abrigasse os judeus na região próxima de Sion, nos arredores de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1947, uma resolução da ONU determinou a criação do Estado de Israel na região onde hoje ele está localizado e que à época era ocupado por árabes. A área engloba Jerusalém, considerada santa para judeus e muçulmanos e que passaria à condição de objeto de disputas. A ONU também decidiu pela criação de um Estado Palestino, o que nunca ocorreu e o que nunca pareceu incomodar muito os governantes do Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que é justo pensar que os judeus de Israel já estão fartos com a histórica perseguição que seu povo sofreu, também é absolutamente compreensível que palestinos e árabes em geral tenham oferecido resistência ao reconhecimento do Estado israelense, criado na região por demanda externa (não havia uma movimento de judeus ali reivindicando um Estado) em uma conjuntura que precedeu a famigerada Guerra Fria, na qual Israel funcionaria como aliado importante do EUA. Quem lá vivia anteriormente foi desalojado. Após as ofensivas contra vizinhos, os israelenses ainda aumentaram o tamanho original de seu território, agravando a situação, o que precisa ser revertido para ser possível o início de uma negociação séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comparar usando a América Latina como exemplo, como querem certos articulistas da grande imprensa, seria mais fácil pensar em índios e portugueses. Que tal? A julgar pela ofensiva de Israel em Gaza, os objetivos se assemelham: subjugar e, na impossibilidade disso, dizimar o outro povo, chamado de “não-civilizado” para atenuar o peso de tantos cadáveres na consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, voltemos então ao Hamas. Esse agrupamento político-religioso ganhou a última eleição palestina. Portanto, trata-se de um governo eleito democraticamente e, como expressão do desejo do povo palestino, deve ser respeitado. As práticas do Hamas, se comparadas às dos governos estadunidense e israelense, tornam-se até angelicais. É mais lógico atribuir o rótulo de terrorista ao Partido Republicano dos EUA ou aos partidos da coalizão que governa Israel, sem dúvida alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível paz com lançamento de foguetes pelo Hamas? Não. Mas o que causou essa reação? O controle da fronteira e o bloqueio à entrada de alimentos, remédios e energia em Gaza. Independentemente de qual das duas ações pareça mais assustadora, a segunda resulta em mais mortes e danos. Há relatos de palestinos mortos até de frio. O que evidencia que, ao contrário do que dizem alguns “analistas”, a trégua que vigorava até pouco tempo atrás não foi rompida pelo Hamas unilateralmente, ela já havia sido desrespeitada também por Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento, escolas e a Universidade Islâmica de Gaza foram bombardeadas, o que é condenável até por leis de guerra. O governo de Israel quer destruir o Hamas, como se o partido laico – e absolutamente corrupto e ineficiente – Fatah fosse a solução. O fracasso dessa força moderada na busca por melhorar a condição palestina é justamente um dos motivos que levaram esse povo a radicalizar. Tentar combatê-los como tem sido feito leva a população civil da Palestina a se solidarizar com seus líderes e a protegê-los. Nada mais natural para um povo que está apostando suas últimas fichas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual tem sido a reação pelo mundo afora? As notícias, apesar da proibição da imprensa em Gaza (atitude suspeita, não?), tem chegado aos quatro cantos do mundo. O presidente hiperativo da França, Nicholas Sarkozy, tentou articular com seu colega, o ditador líbio Muamar Kadafi, uma proposta de cessar-fogo. A dupla parece afinada, mas o projeto não emplacou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro presidente a se destacar foi o impulsivo Hugo Chávez, que expulsou o embaixador de Israel e mais alguns membros da diplomacia israelense em represália à ofensiva sangrenta. Há quem veja exagero na atitude do mandatário venezuelano, mas exagerada é na verdade a passividade com a qual assistem ao massacre certos presidentes. Pressão diplomática como medida contra quase oito centenas de mortes (por enquanto) e contra crimes de guerra? Parece bastante razoável, e Chávez foi o único a fazê-lo, tornando-se sensação entre árabes e pacifistas. Boicote econômico seria outra arma com grande potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de manifestantes também têm tomado as ruas das principais cidades ao redor do globo, inclusive do Brasil. Israel, com sua ação violenta, corre o rico de reavivar o anti-semitismo mundo afora. Combatem extremistas árabes utilizando como meio o extremismo à sua maneira. A intolerância é, sem dúvida, o principal obstáculo para a paz. Sem reconhecimento da legitimidade do Hamas, é improvável a aceitação por parte deste do Estado de Israel – que é uma realidade e cuja existência não pode ser ignorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o atual governo de Israel, com o apoio dos EUA, quer enfraquecer os palestinos e torná-los perdedores conformados. Que pensem várias vezes antes de se levantarem contra o Império e seus representantes. Essa é a paz que atualmente busca Israel. Mas a isso se dá outro nome. Paz sem voz não é paz, é medo. E medo os palestinos não têm, irão certamente até o fim com a resistência. Até a última gota de sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1131010565109274940?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1131010565109274940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/por-max-gimenes-muita-gente-se-pergunta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1131010565109274940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1131010565109274940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/por-max-gimenes-muita-gente-se-pergunta.html' title='Ofensiva militar em Gaza: paz sem voz não é paz, é medo'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-3219121653066357520</id><published>2009-01-15T13:26:00.005-02:00</published><updated>2009-01-15T13:46:02.248-02:00</updated><title type='text'>Imagem do mês</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SW9ZRDQ8kDI/AAAAAAAAAB4/VqeHCbMDcgw/s1600-h/christmas_postcard.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 274px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SW9ZRDQ8kDI/AAAAAAAAAB4/VqeHCbMDcgw/s400/christmas_postcard.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291546236652654642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Marcio Moraes do Nascimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Infeliz Natal? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Morte do jovem Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, assassinado por um policial em Atenas, no dia 6 de dezembro de 2008, desencadeou uma série de manifestações contra o governo grego. Com índices crescentes de desemprego entre a juventude, o combalido governo do país tenta se equilibrar no poder, mesmo com uma ínfima maioria no Congresso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A polêmica e instigante imagem ao lado nos traz reflexões pertinentes, tanto em relação ao atual momento da política grega (a foto é de uma árvore de Natal em frente ao Parlamento grego) sacudida por manifestações que nos faz relembrar o “Maio de 1968” francês e indo mais além ao questionar de forma sistêmica um dos pilares da sociedade de consumo em plena crise econômica mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual crise global e o conseqüente agravamento das questões sociais deve representar uma nova oportunidade de ascenso dos movimentos sociais, esse ator um tanto esquecido pela ortodoxia do pensamento em Relações Internacionais, portanto é aguardar para analisar como os atores das RI irão se comportar nesse novo cenário internacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-3219121653066357520?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/3219121653066357520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/imagem-do-ms.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3219121653066357520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/3219121653066357520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2009/01/imagem-do-ms.html' title='Imagem do mês'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SW9ZRDQ8kDI/AAAAAAAAAB4/VqeHCbMDcgw/s72-c/christmas_postcard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-6074368821648065565</id><published>2008-12-24T01:35:00.007-02:00</published><updated>2008-12-26T18:56:23.378-02:00</updated><title type='text'>Editorial</title><content type='html'>&lt;br&gt;Antes de qualquer coisa, &lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;agradece a todos que ajudaram a eleger a atual gestão do Centro Acadêmico de Relações Internacionais, sem a qual não existiria este espaço. Muito obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaramos o desafio de criar um blog para que todos os alunos tivessem um espaço aberto para discussão e reflexão, em que pudessem publicar seus textos e tivessem assegurado o seu direito de livre expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma publicação autônoma e não terá, em nenhum momento, medo de praticar um jornalismo investigativo e responsável, ainda que amador. Além, é claro, de abrir espaço aos alunos para que digam aquilo que pensam. Independentemente de quem possamos incomodar, aqui será feito o que nos parecer justo e necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colegas estudantes de RI, sintam-se em casa. Comentem nos tópicos, votem nas enquetes, escrevam também o artigo de vocês. E, em seguida, não receiem em mandá-lo para nós. Eis o nosso e-mail: &lt;strong&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/strong&gt;. Sugestões para futuros entrevistados também são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta primeira edição, especial por muitos motivos, nos esforçamos para fazer jus à tarefa que nos foi confiada: representar todos os alunos de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês poderão conferir a primeira parte de uma entrevista exclusiva com o ex-coordenador do curso, Raimundo Ferreira de Vasconcelos e Vasconcelos. E também dois artigos: um elaborado por Marcio Moraes, presidente do Centro Acadêmico, e o outro, por Leonardo Delmondes, membro da comissão eleitoral que organizou as últimas eleições para o CA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2009 promete trazer vários desafios e, como não acreditamos em Papai Noel, teremos de nos esforçar para compreendê-los e superá-los. Por fim, e ainda em tempo, um feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações! É o que deseja o Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes a todos os nossos colegas da BA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-6074368821648065565?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/6074368821648065565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/editorial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6074368821648065565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6074368821648065565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/editorial.html' title='Editorial'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1093124646626817455</id><published>2008-12-24T01:25:00.006-02:00</published><updated>2008-12-26T19:10:43.912-02:00</updated><title type='text'>Bate-papo Internacionalista</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Entrevista a Max Gimenes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista concedida por e-mail, o ex-coordenador do curso de Relações Internacionais da Belas Artes, Raimundo Ferreira de Vasconcelos e Vasconcelos, esclareceu alguns pontos obscuros de sua saída da Belas Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático &lt;/strong&gt;preza pela transparência e nos parece justo abrir este espaço para que o principal responsável pelo nascimento e consolidação do nosso curso expresse o seu lado da história, que foi vergonhosamente abafado na ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta primeira edição, o professor Raimundo, pernambucano de 49 anos, economista e educador com doutorado em sociologia (USP) e economia política (PUC-SP) e docente de MBA no Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG), nos conta a sua atual dedicação à pesquisa para recuperar o tempo em que esteve dedicado quase integralmente ao nosso curso e revela também os desafios que enfrentou para que hoje nós possamos nos orgulhar de estudar em “um dos melhores cursos de RI da capital paulista”, nas palavras do próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda parte da entrevista, que faremos suspense e deixaremos para a segunda edição, a ser publicada em janeiro de 2009, traremos a versão de Raimundo acerca de sua demissão e o que ele espera para o futuro dos estudantes de RI frente a mudanças como a crise financeira global e a eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como além de diplomáticos somos também democráticos, solicitamos por e-mail um esclarecimento sobre o ocorrido junto à Supervisão Acadêmica. A resposta, nada amistosa, não serve para elucidar o que aconteceu, mas revela a postura prepotente de quem se considera acima do bem e do mal. O que nos respondeu o supervisor acadêmico, que disse desconhecer a eleição da atual gestão do CA, também será mostrado com exclusividade na próxima edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático – O que o senhor tem feito desde que deixou a Belas Artes?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Raimundo – Para minha grata satisfação, tenho lido bastante e pesquisado acerca da Economia Política Internacional, a fim de recuperar o “atraso” temporal, visto se tratar de atividades quase inconciliáveis com a coordenação de um curso, ainda mais com dedicação integral e exclusiva, embora com remuneração monetária parcial.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Tenho também me dedicado à elaboração de textos, proferido palestras sobre a crise global, realizado algumas consultorias acadêmicas e ministrado alguns módulos em cursos MBA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Diplomático – Conte-nos, por favor, os desafios enfrentados para abrir e consolidar o curso de RI na instituição em que estudamos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo – Então senta que lá vem história...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro desafio foi reverter a reprovação do MEC, pois o curso fora inicialmente montado por uma consultoria educacional, a qual o havia focado em Teoria da Administração e Gestão de Comércio Exterior, obtendo assim conceito D da equipe de avaliadores da Sesu/MEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda visita dos examinadores do MEC (finais de 1999) durou dois dias e, desta feita, a implantação do curso já estava sob minha coordenação (free lancer). Tive, portanto, menos de 24h para modificar sua estrutura curricular em tempo hábil de ainda submetê-la ao crivo dos referidos examinadores, focando-a, desta feita, na Geopolítica com ênfase em três grandes áreas: Política Externa e Internacional, Integração Regional, e Direito Internacional (Público, Privado, Ambiental, Humanitário, além dos Tratados e Convenções Internacionais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante essa nova proposta curricular, o então presidente da Comissão do MEC exclamou: “agora está com cara de RI... não fosse essa alteração, o curso seria reprovado pela segunda vez e em definitivo”. E, por conta do novo resultado apresentado, concederam-nos mais três meses de prazo, a fim de se fazer os demais ajustes no projeto pedagógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo o que eu precisava: mais prazo; iniciei então a formatar o novo projeto pedagógico, pautando-me pelos padrões de qualidade exigidos pelo MEC quanto à oferta de cursos. Eram 16 ou 17 itens ao todo só na esfera pedagógica; e, após examinados pelo MEC, foram considerados satisfatórios (no projeto anterior, elaborado pela consultoria, constavam como ora inexistente, ora insatisfatório cada um deles; parece que o maior acerto (único?) deles recaiu sobre a escolha do coordenador do curso, com o perdão da imodéstia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso sublinhar que a IES [Instituição de Ensino Superior] me disponibilizou, à época, toda sua infra-estrutura e staff, prometendo apoio pata tudo o que eu viesse a solicitar, concedendo-me inclusive liberdade para selecionar e contratar a equipe docente, a qual posso afirmar ter escolhido a dedo, apresentando ao MEC uma equipe docente para os dois primeiros semestres. Lembro-me aqui de mais uma exclamação do Prof. Dr. Henrique Altemani, o então presidente da Comissão do MEC: “o Raimundo está provando ser possível, em São Paulo, reunir uma boa equipe para lecionar Relações Internacionais”. Diga-se de passagem, a equipe docente obtivera conceito A já nessa fase de implantação do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral, a IES já possuía uma boa infra-estrutura; obtive então todo o apoio institucional para equipar a biblioteca de RI: foram adquiridos os livros-texto dos dois primeiros semestres; assinados os principais periódicos da área; adquiridos alguns vídeos em VHS. Também solicitei a cada docente contratado a entrega de um exemplar de sua dissertação e/ou tese, reforçando assim o acervo. Para resumir, o curso obteve aprovação do MEC com conceito A nessa fase de implantação (início de 1999; todavia, sua liberação pelo MEC só saiu em novembro de 2001, não havendo tempo hábil para divulgar e nem mesmo constar do edital do vestibular; daí ter iniciado somente no segundo semestre de 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassado o obstáculo da implantação, iniciava-se o da divulgação. E, nessa seara, a tradição se impunha. Como atrair a atenção para um curso novo, numa área até incipiente no Brasil – a exceção da UnB (1974), Universidade Estácio de Sá/RJ (nos anos 1980) e PUC-SP (que o iniciara em 1995) – e recém-acolhido por uma IES octogenária e de longa tradição acumulada no campo das artes. Era a pergunta que eu mesmo me fazia, à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após refletir bastante, ocorreu-me a idéia de criar um slogan e, assim, surgia a bandeira brasileira ladeada pela da ONU seguidas do mote: “dialogando com o mundo”. Essa singela criação se juntou a outros dados e informações sobre o curso que resultaram num belo folder preto com letras na cor laranja, tendo ainda o mapa-múndi em relevo. É claro que no tocante ao design/tonalidades, pude contar com o talento da prata da casa, pois santo de casa também faz milagres. Procurei reunir ainda um bom conteúdo ilustrativo a ser inserido no sítio institucional. Por ora, era basicamente do que dispúnhamos em termos de material publicitário, pois apesar da promessa anteriormente aludida a divulgação na grande mídia resumia-se a anúncios esporádicos postados no fim de semana nos jornais Folha e Estadão, cujo anúncio relacionava todos os cursos da IES, finalizando com o de RI. Não que eu pretendesse jogar RI em primeiro plano, mas também não precisava ser o último (é uma questão de saber organizar...) sob o risco de não ser lido por quem se interessasse por RI. E anúncio exclusivo para RI nem pensar, mesmo sendo um curso novo, visto ser a política institucional no sentido de ou se divulga todos ou não se divulga ninguém isoladamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ancorado pelo folder citado e pelo sítio institucional, além dos esporádicos anúncios em jornais, iniciamos o processo seletivo dos candidatos, os quais passei a entrevistar pessoalmente na IES após realizarem uma prova que continha redação, questões objetivas, interpretação de um texto em inglês (escolha minha; também elaborava as questões), além de um questionário sócio-econômico institucional no qual RI (e demais cursos) inseriam algumas questões acerca da área, denominada prova específica. Com o decorrer do tempo, percebi que perdíamos alguns candidatos pelo escasso ou ausente conhecimento da língua inglesa. Após essa constatação, passei a considerar o inglês como prova classificatória e não eliminatória, admitindo no curso também candidatos com inglês básico, desde que apresentasse uma boa redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de abril de 2002, passei a representar a IES, ao proferir palestras sobre RI em várias escolas de ensino médio, atuar no plantão de dúvidas, enfim, participar ativamente das chamadas feiras de profissões, a fim de vender o nosso peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na divulgação do processo seletivo/vestibular inserida no sítio institucional, também todos os cursos eram listados, RI por último; o fato é que, finalizada a seleção, julho de 2002, RI contava com apenas 12 alunos matriculados. O pró-reitor acadêmico, à época, decidiu que ou iniciávamos mesmo assim ou não iniciaríamos nunca mais; ele estava com a razão, pois daqueles 12 “apóstolos” matriculados (havia até um traidor entre eles, o qual já mostrou suas garras logo no 3º semestre, assistido por outros traidores de última hora que quase acabaram com o curso; tive de engolir alguns sapos para salvar a lagoa...), somente 9 iniciaram o curso. Ganhamos aqui um grande aliado: a propaganda boca-a-boca que a partir de então só fez aumentar e gradativamente atrair mais alunos ao curso, tanto que a segunda turma já atraiu um público maior: 44 ingressantes matriculados, mesmo porque é relativamente mais fácil captar alunos para o primeiro semestre (2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa divulgação boca-a-boca devia-se à boa aceitação do Curso pelos alunos atuais e ingressantes, os quais muito elogiavam sua matriz curricular e seu quadro docente. Percebi então a necessidade de fornecer mais combustível para a tal publicidade, procurando atender ao interesse desse alunado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, organizei a I Semana Diplomática, em outubro de 2002, a fim de discutir a segurança internacional, convidando para tanto palestrantes ilustres como os pioneiros no estudo de RI no Brasil, como o Prof. Dr. Fernando Mourão (USP) e o Prof. Dr. Oliveiros Ferreira (USP e PUC), além do Prof. Dr. Henrique Altemani (USP e PUC), dentre outros. Do corpo diplomático compareceram o cônsul-geral de Israel, em São Paulo, e um embaixador do Itamaraty que não me recordo o nome (atualmente in memorian). Para a abertura do evento, convidei e fui atendido pelo Coral Belas Artes com 30 componentes, o qual fez uma belíssima apresentação em 5 canções e dentre elas, Rosa de Hiroshima (esta, a pedido meu). Aqui uma curiosidade: como só dispúnhamos de 9 alunos e 6 docentes, convidei alunos do curso de Administração da Belas Artes, além dos demais coordenadores de curso, a fim de preencher ao menos parte dos 148 lugares do auditório Raphael Dazzanne; pedi ainda a colaboração do maestro no sentido de que, após a apresentação, os integrantes do coral permanecessem na platéia, ampliando-a. A curiosidade está na fita VHS sobre o evento: quem a assistir perceberá cada um dos cantores sussurrar no ouvido do colega: “vamos sair de um em um para não dar na vista”, cumprindo o prometido; e não se deve culpá-los por isso, afinal o tema em debate fugia aos interesses dos mesmos. Vale sublinhar que a IES ofereceu um coquetel para recepcionar os convidados do quadro diplomático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quórum da platéia para a II Semana Diplomática, segundo semestre de 2003, já não era mais problema, embora não lotasse ainda o auditório; na edição do segundo semestre de 2004, atribuí a organização do evento à diretoria do nosso primeiro Centro Acadêmico de Relações Internacionais [C.A.R.I.] que, com o apoio logístico e moral tanto institucional quanto da coordenação, cumpriu muito bem o seu papel; e por me encontrar enfermo, à época, o prof. Sidney Leite me substituiu, contando ainda com o apoio dos demais membros-colegiados. Extinta a diretoria do CA, da quarta edição da Semana Diplomática em diante, a organização do evento fora por mim atribuída à Febaspjr-RI [a Empresa Júnior, hoje denominada Acesso Consultoria Internacional], que também deu conta do recado, adquirindo experiência nessa seara, pois era esse o meu objetivo com tal atribuição. Para já falar do outro evento permanente do curso, reuni as diretorias da Empresa Júnior (EJ), a então recém-eleita (2007) e a que se despedia, a fim de realizar um balanço das atividades, também presente o prof. Glauco Santos, coordenador da EJ. Minha intenção era dar uma sacudidela nos empresários juniores e dinamizar a EJ; e, em meio a críticas e sugestões, sugeri que organizassem um modelo de simulação da ONU: surgia assim o I BAMUN, organizado pela diretoria da EJ com grande competência e sucesso, superando minhas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro desafio gratificante foi a criação da revista &lt;strong&gt;Data Venia&lt;/strong&gt;. A intenção era que fosse impressa, mas face à alegação institucional de elevar os custos, além de sugerir a busca de um patrocinador, resolvi lançá-la on line mesmo. Após seu lançamento, ouvi críticas dando conta de que eu intentava me promover, quando de fato almejava promover o curso e, por conseguinte, a própria IES que o acolhera, até porque constituía espaço para publicação destinado à comunidade febaspiana. &lt;strong&gt;Data Venia &lt;/strong&gt;sofreu uma censura institucional na edição número 11, cujo conteúdo parece ter desagradado aos mantenedores do curso. Desde a primeira edição e logo na primeira página, constava que seu conteúdo não necessariamente coincidiria com o pensamento dos mantenedores. Fomos “convidados” a alterar para: “seu conteúdo é de inteira responsabilidade dos autores que subscreverão suas respectivas matérias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um desafio recaiu sobre a implantação do CEMPPRI. Somente na terceira tentativa encaminhada, em que, desta feita, propomos que seu encarregado realizaria de início um trabalho voluntário e ainda seria auxiliado por monitores também em caráter voluntarioso, é que logramos aprovação institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos com elevada freqüência realizar eventos no início de cada semestre letivo, a fim de recepcionar calouros e veteranos. Um obstáculo que sempre se apresentava era nas visitas de palestrantes muito ilustres, e em particular do corpo diplomático, pois não conseguíamos contar com a presença da reitoria ou seu representante para prestigiar o convidado (não remunerado, é preciso dizer), ao compor a mesa, lá no auditório. Na época das pró-reitorias, o pró-reitor acadêmico geralmente comparecia, nem que fosse para cumprimentar o convidado e permanecer por alguns instantes; na visita do cônsul-geral do México em São Paulo, por exemplo, tive de ficar justificando sua ausência. No último evento dessa natureza, a professora Luisa Moura, coordenadora do CEMPPRI, conseguiu trazer o ilustre ex-ministro, Francisco Rezek; quase morri de vergonha, pois além de não contar com a presença da reitoria ou representante legal, o encarregado do Laboratório da Imagem e do Som (LIS) ainda esqueceu de enviar o responsável pelas filmagens; com certo esforço, conseguimos ao menos que o evento fosse registrado em fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio já ter me alongado muito e finalizo a questão ratificando que o respaldo do sítio institucional, do quadro docente, da biblioteca, dos empreendimentos supramencionados e, sobretudo, da propaganda boca-a-boca do nosso alunado, além do apoio institucional via infra-estrutura e respectivos quadros técnico e administrativo cuja escassez profissional em dados momentos era de certo modo compensada pelo esforço, dedicação e uma pitada de boa vontade, tudo isso contribuiu para a consolidação deste que é, sem sobra de dúvidas, um dos melhores cursos de RI da capital paulista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1093124646626817455?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1093124646626817455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/bate-papo-internacionalista.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1093124646626817455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1093124646626817455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/bate-papo-internacionalista.html' title='Bate-papo Internacionalista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-7522219906609440018</id><published>2008-12-24T01:16:00.004-02:00</published><updated>2008-12-26T19:12:26.063-02:00</updated><title type='text'>Agenda Diplomática</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Este é o espaço dedicado às atividades do mês a que todos nós devemos estar atentos. Aproveitando o potencial de interação que um blog oferece, a &lt;strong&gt;Agenda Diplomática &lt;/strong&gt;será um espaço sempre em construção, que cada um poderá completar por meio de comentários e/ou e-mails. Fiquem à vontade!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;-&gt; De 17 a 20 de janeiro, em Salvador (BA): 12º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da União Nacional dos Estudantes (UNE)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atividade reunirá delegados de Centros e Diretórios Acadêmicos de todo o Brasil para debater, principalmente, questões ligadas à educação e articulação e mobilização estudantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os três dias de debates, plenárias e deliberações, os estudantes terão também a oportunidade de discutir ponto a ponto o Anteprojeto de Reforma Universitária da UNE e somar ao documento suas propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como representantes do nosso CA, teremos a presença de Mario Moraes como delegado e Max Gimenes como suplente. Quem tiver interesse de participar da viagem deve mandar um e-mail para &lt;strong&gt;novaordemacademica@gmail.com &lt;/strong&gt;o mais rápido possível, colocando como assunto da mensagem a palavra “CONEB”. Após o encontro, provavelmente na edição de fevereiro, será publicado aqui um informe sobre o que foi discutido em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais, acesse: &lt;strong&gt;http://www.une.org.br&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&gt; De 27 de janeiro a 1º de fevereiro, em Belém (PA): Fórum Social Mundial 2009&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço aberto de encontro – plural, diversificado, não-governamental e não-partidário – que estimula de forma descentralizada o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mais solidário, democrático e justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos alunos irão e podem ajudar a conseguir ônibus para quem tem interesse de ir mas ainda não acertou nenhum meio de transporte. Se você quer ir e ainda não sabe como, escreva um e-mail para &lt;strong&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/strong&gt;, colocando como assunto da mensagem a palavra “FSM”. Quem ficar também ficará por dentro do que aconteceu. Sem dúvida, haverá informes daqueles que por lá passarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais e/ou fazer a sua inscrição, acesse: &lt;strong&gt;http://www.fsm2009amazonia.org.br&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-7522219906609440018?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/7522219906609440018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/este-o-espao-dedicado-s-atividades-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7522219906609440018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7522219906609440018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/este-o-espao-dedicado-s-atividades-do.html' title='Agenda Diplomática'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-4827923600174174808</id><published>2008-12-24T01:12:00.002-02:00</published><updated>2008-12-24T01:13:31.545-02:00</updated><title type='text'>Opinião Internacionalista</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br&gt;Para ver o seu artigo publicado nesta secção, escreva para nós (&lt;strong&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/strong&gt;). Como assunto da mensagem, coloque a palavra “Opinião”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-4827923600174174808?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/4827923600174174808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/opinio-internacionalista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4827923600174174808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/4827923600174174808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/opinio-internacionalista.html' title='Opinião Internacionalista'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-7230369061727545092</id><published>2008-12-24T01:10:00.001-02:00</published><updated>2008-12-24T01:28:24.086-02:00</updated><title type='text'>A hora e a vez de Barack Obama*</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Marcio Moraes do Nascimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simbolismo da vitória de um afro-americano em um país marcado pelo ódio racial, onde, há pouco, negros eram mortos se tivessem a “ousadia” de exercer o seu direito de voto, bem como do verdadeiro “movimento” que o apoiou, incluindo sobretudo setores excluídos da política de um modo geral como a juventude, os negros, os hispânicos, gera uma enorme expectativa nos setores progressistas da política internacional. Até que ponto Obama conseguirá superar os limites do sistema político estadunidense e habilitar uma agenda que contemple os setores que o apoiaram majoritariamente desde o inicio das primárias do Partido Democrata?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama enfrentará dificuldades para concretizar seu discurso de mudança e realizar o esperado desejo de superar a herança fundamentalista dos neoconservardores de George W. Bush. Obama desde sua vitoriosa campanha se equilibra muitas vezes em perigosas contradições tendo cada vez mais sendo obrigado a exercitar o seu talento para a conciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internamente caberá ao presidente eleito implantar políticas sociais visando remediar o legado de Bush, promovendo redistribuição de renda e um novo sistema de cobertura médica, que inclua milhões de pessoas excluídas do sistema de atendimento médico. Decerto a crise econômica dificultará o cumprimento das promessas e resultará em grandes desafios para a área social e econômica do governo Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano internacional, Obama deve buscar novas alternativas, visando melhorar a imagem do país no exterior, algo que sua própria eleição, dado o seu caráter inovador, já propiciou de certa maneira. Basicamente deverá promover novo enfoque para áreas sensíveis da agenda internacional atual, como a questão ambiental e a dos direitos humanos. Neste ponto é fundamental o fechamento da prisão de Guantánamo; a equipe e o próprio Obama sinalizam para o fechamento desse símbolo ao desrespeito dos direitos humanos em dois anos, o que é um recuo, já que em campanha o candidato chegou a defender o imediato fechamento da prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a “Guerra ao Terror”, Obama apresenta um discurso mais beligerante em relação ao Afeganistão, afirmando ser este o principal foco de combate ao terrorismo internacional da Al Qaeda, opinião esta que recebeu destaque por parte da mídia internacional e aprovação de diversos analistas internacionais. Quanto ao Iraque, a atitude de Obama foi mudando de uma posição de frontal desacordo com a ocupação e de clamor por uma retirada imediata das tropas da aliança anglo-americana do território iraquiano para uma posição mais conservadora e hoje é corrente entre seus auxiliares que uma saída do país do Oriente Médio só seria viável daqui a dois anos; a manutenção de Robert Gates no Pentágono e a nomeação de Hillary Clinton como chefe da diplomacia dos EUA notadamente devem corroborar com esse posicionamento mais conservador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América Latina, é guardada com grande expectativa que tipo de comportamento o presidente eleito terá em relação a Cuba. Em campanha, Obama chegou a comentar que se reuniria com o presidente cubano Raúl Castro, resta saber se a posição do começo da campanha, que rendeu severas criticas por parte dos republicanos, o fez recuar ou se a expressiva votação recebida por parte dos hispânicos na Flórida o convenceu de que é plenamente viável acabar com o embargo à ilha de Fidel. Os governantes da América Latina, esperançosos em uma nova atitude do novo governo, desde já cobram essa postura do novo governo, assim como uma postura de diálogo positivo com lideranças do subcontinente, o que sinalizaria um novo termo nas relações entre os EUA e a América Latina, superando desconfianças históricas, agravadas pelos oito anos da gestão de George W. Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expectativa é imensa, porém as dificuldades serão diretamente proporcionais. Até que ponto o novo presidente e sua equipe estarão munidos de capacidade para superar questões delicadíssimas e conduzir propostas de políticas públicas assertivas que possibilitem ao novo governo não cair na armadilha de ser um mero gestor das crises internas e externas?  Resumindo, é preciso estar preparado para se decepcionar com Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Na próxima edição, teremos um artigo sobre a posse de Barack Obama escrito diretamente dos EUA pelo nosso enviado especial, Paulo Meirelles. Brincadeiras à parte, o Paulo realmente está lá e assegura que fará uma cobertura completa do evento que promete atrair para si os holofotes da mídia de todo o mundo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-7230369061727545092?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/7230369061727545092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/hora-e-vez-de-barack-obama_24.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7230369061727545092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/7230369061727545092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/hora-e-vez-de-barack-obama_24.html' title='A hora e a vez de Barack Obama*'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-6483270506502239207</id><published>2008-12-24T01:07:00.001-02:00</published><updated>2008-12-24T01:10:02.633-02:00</updated><title type='text'>A barbárie neoliberal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Leonardo Delmondes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período do Império Romano, os povos tomados pela força eram integrados ao império, suas fortunas eram saqueadas e os homens tinham a opção “misericordiosa” de se tornarem escravos a serviço de um senhor que o comprava por um preço razoável. As fronteiras do império estavam em constante expansão e inevitavelmente isso levava também à expansão da cultura romana. Tudo o que estava dentro das fronteiras do império era considerado como “o mundo civilizado”; tudo o que estava dentro das fronteiras do império e, sendo assim, todos os que estavam além dessas fronteiras eram considerados bárbaros, agrupados em uma mesma massa povos com diferenças bastante gritantes entre si, como os Vândalos dos Celtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O império via esses povos do além-fronteira como verdadeiros párias que tinham culturas rústicas baseadas em sangue e sacrifício, coisas totalmente inaceitáveis aos olhos do mundo civilizado, não importavam quais fossem as suas justificativas. É fato que em muitos pontos os chamados bárbaros tinham sim sangue e violência impregnados em sua moral, mas será que jogar no Coliseu homens para se digladiarem até a morte para o deleite de uma multidão estava tão longe disso assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o império não levava em consideração as bases dessas culturas, ele simplesmente as desprezava, pois a sua ideologia na época era a dominante. Transportando isso para os dias atuais, é bem fácil fazer um comparativo com o império e a ideologia que também são dominantes. Ao longo da década de 1990, depois da vitória dos EUA na Guerra Fria, a ideologia neoliberal passou a ser bastante dominante em todo o mundo; o fim do comunismo representaria uma nova era de paz e prosperidade baseada em um mercado que seria justo com todos e traria crescimento mundial. Daí em diante, junto à ideologia neoliberal, veio também o estranho conceito de que paz e prosperidade estavam intimamente ligadas ao consumo. Inicia-se então uma sociedade de consumo sob a bandeira estadunidense como exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que estava além desse conceito, como o mundo Árabe, onde homens se martirizam para alcançar sua redenção, ou a América do Sul, que hoje grita para se fazer ouvir contra esse mesmo livre-mercado global que há séculos tem colocado suas economias em subserviência ao império em vez de efetivamente fazer parte dele, são vistos como párias, bárbaros que estão além das bordas da prosperidade neoliberal. E, sendo assim, precisam ser combatidos para que possam se integrar ao império, talvez não tão diretamente como quando os romanos dominavam. Mas colocando esses povos em uma situação de semi-escravidão, bastante evidente sob a máscara da promessa de que um dia poderão alcançar o mesmo patamar dos que hoje os exploram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que esta ideologia é válida ao ponto de se impor sobre culturas milenares como aquelas que hoje estão no Oriente Médio só para fazer valer sua vontade de mercado? Será que esta “vontade universalista” do império é realmente válida, mesmo para aqueles que estão dentro de suas fronteiras culturais como o Brasil, quando nesse caso o nosso país é colocado em posição de explorado tão explicitamente? Será que não é hora de o império perceber que as vontades dos “bárbaros” podem se fazer valer tanto quanto sua suposta ideologia tão boa para todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, foram os bárbaros que derrubaram o Império Romano. Hoje, a mostra mais clara da decadência do império norte-americano foi em 11 de setembro de 2001, quando os supostos “bárbaros árabes” derrubaram as torres gêmeas, marcando o início de uma nova era das relações internacionais, onde os outros povos começam a se perguntar se a ideologia do império é realmente de paz e prosperidade ou se tem a real intenção de prosperar enquanto joga as outras economias no Coliseu para se digladiarem por sua sobrevivência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-6483270506502239207?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/6483270506502239207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/barbrie-neoliberal_24.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6483270506502239207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/6483270506502239207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/barbrie-neoliberal_24.html' title='A barbárie neoliberal'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-5231805978718336277</id><published>2008-12-24T00:56:00.004-02:00</published><updated>2008-12-26T19:14:54.417-02:00</updated><title type='text'>Charge do mês</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SVGl5sEkHnI/AAAAAAAAABo/8jE5M7kghwU/s1600-h/newyorkermagazinecover.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SVGl5sEkHnI/AAAAAAAAABo/8jE5M7kghwU/s400/newyorkermagazinecover.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283186248383733362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A charge ao lado ilustrou a capa da revista &lt;strong&gt;The New Yorker &lt;/strong&gt;e causou bastante polêmica. A publicação é progressista e pende para o lado democrata, e a intenção da brincadeira era justamente mostrar a absurda forma como os conservadores de plantão estavam pintando o então candidato à presidência dos EUA Barack Obama: muçulmano, esquerdista, não-patriota etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia, espirituosa demais, não foi entendida por grande parte do público, que reagiu indignada, considerando-a uma brincadeira de mau gosto. O tiro saiu pela culatra e o efeito foi negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco antes, a revista &lt;strong&gt;Vanity Fair &lt;/strong&gt;havia trazido o casal McCain em sua capa, com uma charge semelhante porém bastante favorável ao então candidato republicano. Era óbvia e sem graça, e talvez por isso tenha sido compreendida sem maiores dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as próximas edições, serão aceitas charges feitas ou encontradas por alunos neste vasto mundo que é a internet. Basta que enviem para &lt;strong&gt;novaordemacademica@gmail.com&lt;/strong&gt;, colocando como assunto da mensagem a palavra “charge”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-5231805978718336277?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/5231805978718336277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/charge-acima-ilustrou-capa-da-revista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5231805978718336277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/5231805978718336277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/charge-acima-ilustrou-capa-da-revista.html' title='Charge do mês'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SVGl5sEkHnI/AAAAAAAAABo/8jE5M7kghwU/s72-c/newyorkermagazinecover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-624405816296627216.post-1990648035866377195</id><published>2008-12-06T21:41:00.010-02:00</published><updated>2008-12-24T01:15:01.209-02:00</updated><title type='text'>Agenda Diplomática</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/STsOih5FAwI/AAAAAAAAABg/er1BXKQZEpQ/s1600-h/obamania.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276827374770782978" style="WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/STsOih5FAwI/AAAAAAAAABg/er1BXKQZEpQ/s400/obamania.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para visualizar o convite para o evento que marca a posse da nova gestão do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes, clique na imagem acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E venha comemorar com a gente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/624405816296627216-1990648035866377195?l=odiplomatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odiplomatico.blogspot.com/feeds/1990648035866377195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/churrasco-internacionalista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1990648035866377195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/624405816296627216/posts/default/1990648035866377195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odiplomatico.blogspot.com/2008/12/churrasco-internacionalista.html' title='Agenda Diplomática'/><author><name>Centro Acadêmico de Relações Internacionais Benário Prestes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/SSCDkAcbUmI/AAAAAAAAAAg/NDVFZq5xlfw/S220/logotipoCA.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SoCO4MomLlM/STsOih5FAwI/AAAAAAAAABg/er1BXKQZEpQ/s72-c/obamania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
